Economia
Brasil registra ingresso de 3,8 bilhões de dólares em novembro
Entrada de recursos aconteceu pelo segundo mês consecutivo mesmo com a vitória de Donald Trump nos EUA, que trouxe instabilidade aos mercados

Esse foi o segundo mês seguido de ingresso de divisas no país, uma vez que, em outubro, US$ 8,78 bilhões já tinham entrado na economia brasileira - fruto do processo de repatriação de recursos do exterior.
Os dólares ingressaram no país mesmo depois da vitória de Donald Trump nas eleições dos Estados Unidos, fenômeno que trouxe instabilidade aos mercados e, nos países emergentes, como o Brasil, provocou alta da moeda norte-americana e queda das bolsas. A vitória de Trump foi confirmada em 9 de novembro.
Nos dois primeiros dias úteis de dezembro, acrescentou a autoridade monetária, outros US$ 1,47 bilhão ingressaram na economia brasileira.
No acumulado de janeiro a 2 de dezembro, porém, ainda há mais saída do que entrada de dólares no Brasil. Neste período, US$ 1,69 bilhão deixou o Brasil, de acordo com o BC. Em igual período do ano passado, houve o ingresso de US$ 12,28 bilhões no país.
Impacto no dólar
A entrada de dólares em novembro favoreceria, em tese, a desvalorização da moeda em relação ao real. Isso porque, com mais dólares no mercado, o preço tende a cair. Em novembro, porém, o dólar registrou forte alta.
No fim de outubro, o dólar estava cotado a R$ 3,19 e, no fim de novembro, foi negociado a R$ 3,38, uma alta de 6,18%, a maior em mais de um ano.
Segundo analistas, além do fluxo de dólares, outros fatores influenciam a cotação da moeda norte-americana, como o cenário eleitoral nos Estados Unidos, que gerou desvalorização das moedas das principais economias emergentes, entre elas o real.
Além disso, o cenário externo (com a previsão de alta dos juros nos Estados Unidos, que tende a atrair capital para aquela economia) e o cenário político no Brasil (com a expectativa da aprovação da PEC do teto de gastos), também influenciam as cotações.
Interferência do BC
Outro fator que influencia a cotação do dólar são as operações de swap cambial (que funcionam como uma venda futura de dólares), ou de "swaps reversos" – que funcionam como uma compra de dólares no mercado futuro.
Nestas operações, o BC faz oferta de dólares para tentar controlar a cotação da moeda e impedir grandes oscilações. Além disso, essas operações servem para oferecer garantia (hedge) a empresas contra a valorização do moeda.
Em teleconferência com a imprensa estrangeira, realizada recentemente, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, disse que a instituição tem espaço para agir visando "tranquilizar" os agentes do mercado financeiro após a instabilidade provocada pela vitória de Trump.
De acordo com ele, o BC pode emitir novos contratos de "swap cambial", instrumentos que funcionam como uma venda de dólares no mercado futuro e servem para controlar as oscilações da moeda.
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