Cooperativas
Com apoio do MPT, cooperativa de marisqueiras do sururu inicia atividades
Prédio que abriga a Coopmaris passou por reforma e foi equipado com recursos provenientes de ações civis públicas propostas pelo Ministério Público do Trabalho
A Cooperativa de Marisqueiras Mulheres Guerreiras (Coopmaris) iniciou atividades em sua sede nova, localizada às margens da Lagoa Mundaú. O prédio que abriga a cooperativa - cedido pelo Município de Maceió, em 2019 - passou por reforma e foi equipado com recursos provenientes de ações civis públicas propostas pelo Ministério Público do Trabalho em Alagoas (MPT/AL).
Além do MPT, tiveram papel de destaque na transformação das vidas das marisqueiras a ONG Visão Mundial, o Centro de Educação Ambiental São Bartolomeu e a Universidade Federal de Alagoas (Ufal), através da FANUT - Faculdade de Nutrição. Também ajudaram na estruturação do prédio as empresas Porto Bello e Sococo, que garantiram o revestimento cerâmico das paredes e a câmara de refrigeração, respectivamente.
“Estamos diante de uma verdadeira transformação social. As marisqueiras cooperadas foram capacitadas e hoje detêm estrutura física para realizarem suas atividades de forma digna, com conforto e higiene. O sururu, patrimônio culinário de Alagoas, está pronto para ser valorizado e ganhar o mercado consumidor. O produto beneficiado na cooperativa é diferenciado pela ótima qualidade e propiciará aumento na renda das cooperadas, que unindo esforços, terão os benefícios do verdadeiro cooperativismo”, disse Virgínia Ferreira, procuradora do MPT que acompanhou o processo.

A procuradora também destacou que as marisqueiras estão prontas a atender a demanda e esperam que seu produto chegue à mesa dos alagoanos e, futuramente, ganhe espaço pelo Brasil afora.
Já a presidente da Coopmaris, Vanessa dos Santos Silva, ressaltou a mudança de realidade das marisqueiras após o trabalho na cooperativa. “Nossa vida mudou demais depois que passamos a trabalhar na cooperativa. Nosso trabalho ficou bem mais fácil, bem mais leve, porque todas as cooperadas estão trabalhando e ajudando umas às outras. Então é por isso que nossa vida mudou através da cooperativa de marisqueiras”, disse Vanessa.
De acordo com a presidente da Coopmaris, o quilo do sururu é vendido no local a R$ 40. Quem comprar mais de 10 unidades, o quilo sai a R$ 30, com a garantia de observância das normas sanitárias.
O prédio-sede da Coopmaris fica na Rua Senador Rui Palmeira, 2171, bairro Vergel do Lago, ao lado do restaurante popular da orla lagunar de Maceió. A cooperativa atende o público no horário de 8h a 17h.
Nova realidade
A iniciativa de estruturar a atividade da produção do Sururu é resultado de projeto da ONG Visão Mundial e Instituto São Bartolomeu, com apoio do MPT. O projeto, um modelo piloto de gestão, processamento, aproveitamento de resíduos e comercialização do molusco em Alagoas, vem transformando a realidade das marisqueiras da Orla Lagunar de Maceió através da inclusão socioeconômica e do trabalho decente na comunidade.
O novo espaço foi dimensionado para viabilizar o processamento diário de 1.800 kg de sururu bruto (sururu na casca), que corresponde a 90 sacos ou latas /dia do sururu, forma como tradicionalmente o sururu é entregue às marisqueiras pelos pescadores artesanais. A meta estimada de produção máxima é de 7 toneladas/mês de filé de sururu processado e certificado.
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