Ciência e Tecnologia
IA pode ser nova alavanca econômica para AL, diz especialista em inovação
Para o executivo Marcos Betiati, a Inteligência Artificial pode transformar o estado em uma potência criativa e impulsionar setores privado e público
Alagoas está diante de uma janela de oportunidade histórica que pode redefinir seu cenário econômico: o uso da Inteligência Artificial (IA) aplicada aos negócios. O avanço da tecnologia não é apenas uma tendência passageira e pode ser uma nova alavanca capaz de impulsionar a produtividade de setores tradicionais, criando novos mercados de alto valor agregado.
Essa é a visão defendida pelo gaúcho Marcos Betiati, especialista sênior em Inovação e Negócios, que há três anos mora em Alagoas. Executivo nexialista (que conecta diversos campos do conhecimento para solução de problemas), ele avalia que o estado possui um ecossistema pulsante que, se devidamente potencializado, pode alcançar saltos de competitividade sem precedentes. O "atalho" necessário para que Alagoas supere gargalos históricos de desenvolvimento.
"A Inteligência Artificial é a fronteira que democratiza a eficiência. Em Alagoas, temos empresas e talentos já prontos para esse salto. O que falta é a estratégia certa para tirar as ideias do papel e validar soluções que escalem sem criar dependência de consultorias”, diz Betiati, que é mentor de executivos e negócios em Alagoas e pelo país.
“Por outro lado, ao integrarmos IA aos negócios locais, criamos uma nova matriz econômica, muito mais ágil e menos dependente de fatores externos. É um potencial tanto para quem desenvolve quanto para as empresas que aplicam esta tecnologia, que está com o custo cada vez mais acessível ao público", afirma Betiati.
O especialista diz que a chave dessa transformação para as empresas está na aplicação prática da IA nos processos de gestão. Isso permite que pequenas e médias empresas locais otimizem seus serviços e escalem seus resultados com eficiência operacional. E o melhor: de forma acessível e sem necessariamente de implantar um setor de tecnologia e desenvolvimento dentro da organização.
Ele conta que, no Brasil, cada vez mais empresas de todos os portes vêm utilizando o modelo sob demanda, com contratação de Executive as a Service (EaaS) ou o IA Executive, que desenvolvem e implantam projetos específicos, solucionando problemas específicos de cada empresa.
Para isso, ele destaca que os negócios precisam agir de forma estratégica. “Primeiro é preciso entender seus gargalos internos para então customizar soluções, sejam elas na área de atendimento ao público, processamento de dados, redefinição de processos de produção e entrega. Hoje é possível desenvolver IAs altamente específicas, sem precisar ter toda uma estrutura interna de TI, aumentando muito o lucro das operações", garante Betiati.
CLUBES DE INOVAÇÃO
Além do impacto direto na gestão privada, Betiati ressalta que o fortalecimento de clubes de inovação e a conexão com redes globais de investimento são fundamentais para consolidar Alagoas como um polo de referência no Nordeste.
Em outubro do ano passado, uma IA desenvolvida por Betiati venceu o 1º lugar do Hack Massa, uma maratona de inovação promovida pela Prefeitura de Maceió. Criada junto com uma equipe de médicas e uma pesquisadora da UFAL, a aplicação batizada de Navi utiliza Inteligência Artificial generativa para agilizar o atendimento de mulheres no diagnóstico e tratamento de câncer de mama pelo SUS.
“Este é só um exemplo de como o Poder Público pode estimular as empresas alagoanas a criarem soluções que melhorem a vida das pessoas. O foco agora é transformar o potencial técnico em resultados práticos que gerem emprego, renda e protagonismo para Alagoas", conclui Marcos Betiati.
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