Ciência e Tecnologia
Engenheiro alerta para atraso na adaptação de planos de proteção costeira em Alagoas
Alerta é do engenheiro Marco Lyra
O atraso na adaptação de cidades costeiras no Brasil é crítico, com 85% dos municípios brasileiros ainda sem planos formais de adaptação climática, sobretudo, em relação ao avanço do mar. Embora o país tenha avançado um pouco em metas de mitigação, a preparação prática para impactos inevitáveis, como a subida do nível do mar, permanece insuficiente
O alerta, mais uma vez, é do engenheiro Marco Lyra, CEO da Ocean Protections, especialista em proteção costeira e recuperação de praias. Segundo ele, há um atraso no debate sobre como adaptar as cidades costeiras de forma resiliente para enfrentar as mudanças climáticas.

As causas do atraso no debate e na ação são muitas, como falta de orçamento, já que a ausência de recursos financeiros específicos é apontada como a maior barreira para que municípios implementem medidas de resiliência; a ausência de planejamento urbano, pois com o crescimento acelerado e sem diretrizes de resiliência resultou na ocupação de áreas de risco por populações vulneráveis, dificultando intervenções estruturais tardias; foco em resposta e não em prevenção, uma vez que o debate político ainda é frequentemente reativo, focando em lidar com desastres após a ocorrência, em vez de investir em infraestrutura preventiva e conflitos legislativos, onde muitos críticos apontam que o Congresso Nacional tem votado medidas que flexibilizam leis ambientais, indo na contramão das recomendações científicas para a proteção costeira.
Para o engenheiro, em Alagoas são necessárias medidas focadas em adequar as cidades costeiras ao enfrentamento do problema ambiental do avanço do mar, pois no âmbito das esferas municipal, estadual e federal, deveria ser o foco das políticas públicas de adaptação.
``É preciso elaborar um plano para proteção costeira para controlar os efeitos do avanço do mar, inclusive com medidas experimentais de adaptação, como o uso de barreiras de controle à erosão costeira. Em praias alagoanas, o uso de estruturas dissipativas, apresentaram resultados positivos na contenção da erosão costeira e na recuperação da praia natural recreativa. As estruturas do tipo Bagwall e Sandbag construídas, foram feitas de forma pontual e emergencial nos municípios de Maragogi, Japaratinga, Porto de Pedras, Passo de Camaragibe, Barra de Santo Antonio, Paripueira, Maceió, Marechal Deodoro e Barra de São Miguel´´.
Para Marco Lyra é preciso planejamento e ação por parte dos municípios litorâneos de Alagoas, garantindo a adaptação e a recuperação de suas praias, devolvendo a população a praia natural recreativa.
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