Cidades

PGJ Lean Araújo preside reunião da Copeduc em Brasília para discutir diretrizes da educação nacional

Encontro, realizado de forma presencial e virtual na capital federal, reuniu promotores de Justiça representantes dos Ministérios Públicos dos Estados e da União

Por Ascom MP/AL 21/10/2026 08h04 - Atualizado em 21/10/2026 17h41
PGJ Lean Araújo preside reunião da Copeduc em Brasília para discutir diretrizes da educação nacional
PGJ Lean Araújo preside reunião da COPEDUC em Brasília para discutir diretrizes da educação nacional - Foto: Ascom MPAL

O procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Estado de Alagoas (MP/AL), Lean Araújo, presidiu, nesta terça-feira (20), em Brasília, a reunião ordinária da Comissão Permanente de Educação (Copeduc), integrante do Grupo Nacional de Direitos Humanos (GNDH). O encontro, realizado de forma presencial e virtual na capital federal, reuniu promotores de Justiça representantes dos Ministérios Públicos dos Estados e da União para deliberar sobre pautas fundamentais da atuação institucional na área da educação. A mesa dos trabalhos contou ainda com a condução do promotor de Justiça Lucas Sachsida, coordenador do Núcleo da Educação do MP/AL, que atuou como secretário do colegiado.

Para o chefe do MP alagoano, Lean Araújo, a atuação conjunta dos Ministérios Públicos é essencial para enfrentar os desafios da educação brasileira e fortalecer a garantia desse direito fundamental: “Discutir e estabelecer diretrizes nacionais para a atuação do Ministério Público na área da educação é uma responsabilidade de grande relevância. Precisamos acompanhar as transformações que chegam às escolas, como o uso das plataformas digitais, sem perder de vista a qualidade do ensino, a proteção dos estudantes e o compromisso com uma educação inclusiva e democrática. Essas deliberações fortalecem a atuação institucional e contribuem para a construção de soluções que beneficiem toda a sociedade”, destacou ele.

Durante todo o dia de atividades, a pauta central abordou a plataformização da educação, contando com a participação de especialistas e representantes do Conselho Nacional de Educação (CNE), da Universidade de Brasília (UnB) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

Como resultado dos debates, foi aprovado o Enunciado nº 01/Copeduc, que estabelece diretrizes para a fiscalização do uso de ferramentas digitais no ensino. O texto orienta que o Ministério Público acompanhe a utilização de plataformas digitais nas escolas para garantir princípios como gestão democrática, proteção de dados pessoais, transparência e soberania sobre o currículo e a gestão pedagógica, evitando a dependência tecnológica excessiva.

Altas habilidades, atuação estruturante e educação inclusiva


Outras deliberações também foram tomadas neste dia 20. O colegiado discutiu os desafios do atendimento educacional especializado e aprovou importantes instrumentos técnicos.

A Nota Técnica nº 01, aprovada por unanimidade, aborda a atenção e as garantias destinadas a estudantes com Altas Habilidades ou Superdotação (AH/SD). A temática também foi debatida em mesa de diálogo com gestores do Ministério da Educação (MEC).

Já o Enunciado nº 02, sobre coletivização da educação, aprovado por maioria, orienta os membros do Ministério Público a priorizarem soluções coletivas e estruturantes diante de demandas individuais que revelem problemas sistêmicos na rede de ensino.

O promotor de Justiça Lucas Sachsida, coordenador do Núcleo da Educação do MP/AL e secretário da Copeduc, ressaltou que as deliberações buscam aprimorar a atuação dos Ministérios Públicos e permitir respostas mais efetivas aos desafios enfrentados pelas redes de ensino: “Nosso papel é identificar não apenas as violações individuais, mas também os problemas estruturais que comprometem o direito à educação. A fiscalização das plataformas digitais, a garantia de atendimento adequado aos estudantes com altas habilidades e o fortalecimento da educação inclusiva são temas que exigem uma atuação estratégica, preventiva e articulada. As diretrizes aprovadas ajudam a orientar esse trabalho e a construir soluções capazes de produzir mudanças concretas na realidade das escolas”, afirmou o promotor.

Educação especial inclusiva


A Copeduc também aprovou, em conjunto com a Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência e do Idoso (COPEDPDPI), diretrizes para fiscalizar a oferta de formação inicial e continuada de profissionais da educação em educação inclusiva, em conformidade com a Lei Brasileira de Inclusão.

Com o encerramento da reunião, as propostas e os encaminhamentos consolidados serão submetidos à apreciação da plenária do GNDH e, posteriormente, enviados ao Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG) para apreciação.