Cidades

Alagoas mantém nível de alerta para SRAG mesmo com queda de casos no país

Fiocruz aponta desaceleração das internações, mas estado ainda registra incidência elevada

Por Tribuna Hoje com Fiocruz 09/07/2026 13h42 - Atualizado em 09/07/2026 13h46
Alagoas mantém nível de alerta para SRAG mesmo com queda de casos no país
Boletim da Fiocruz mantém Alagoas entre os estados com incidência elevada de Síndrome Respiratória Aguda Grave, apesar da desaceleração dos casos no país - Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

Embora o Brasil apresente os primeiros sinais de redução das internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) após cerca de cinco meses de aumento contínuo, Alagoas permanece entre os estados com incidência elevada da doença. O alerta consta na edição mais recente do Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgada nesta quinta-feira (9).

A análise, referente à Semana Epidemiológica 26, entre 28 de junho e 4 de julho, mostra que o cenário nacional começa a mudar em razão da desaceleração das hospitalizações provocadas pelo vírus sincicial respiratório (VSR) e da redução dos casos relacionados aos vírus influenza A e B. Apesar disso, a Fiocruz destaca que o número de ocorrências ainda permanece elevado em diferentes regiões do país.

Entre as 27 unidades da Federação, Alagoas integra o grupo de 15 estados que continuam com incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, mesmo sem apresentar tendência de crescimento nas últimas seis semanas.

Casos por VSR seguem elevados em Alagoas

O boletim também chama a atenção para a circulação do vírus sincicial respiratório no estado. Segundo a Fiocruz, apesar da tendência de queda, os registros de SRAG associados ao VSR permanecem elevados em Alagoas, assim como no Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Rio de Janeiro e Sergipe.

De acordo com os pesquisadores, a influenza continua sendo a principal causa de hospitalização por SRAG entre adolescentes, adultos e idosos. Já entre crianças de até 4 anos, o vírus sincicial respiratório segue como o principal responsável pelas internações.

Fiocruz reforça medidas de prevenção

Mesmo com a redução observada no cenário nacional, a Fiocruz recomenda que a população mantenha os cuidados para reduzir a transmissão dos vírus respiratórios. Entre as orientações estão cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar, higienizar as mãos com frequência e permanecer em isolamento ao apresentar sintomas gripais.

Caso seja necessário sair de casa durante o período de sintomas, a recomendação é utilizar máscara. Para os grupos considerados de maior risco, a Fiocruz reforça a importância de manter a vacinação contra influenza e Covid-19 atualizada.