Cidades
Após protesto, direção da Pestalozzi recebe mães na Santa Amélia
Famílias cobram garantias para continuidade do acompanhamento de crianças
O protesto realizado por mães de crianças atendidas pela Associação Pestalozzi, no bairro Santa Amélia, em Maceió, terminou com uma reunião entre familiares e representantes da instituição na manhã desta quarta-feira (27). O encontro ocorreu após cobranças sobre o encerramento da equoterapia, demissões de funcionários e a reorganização de parte dos atendimentos.
A mobilização aconteceu na Avenida Dr. Jorge Montenegro Barros, em frente à unidade Judith Barreto, em meio à preocupação de responsáveis com possíveis impactos no acompanhamento de aproximadamente 200 crianças atendidas pela instituição.
Segundo mães presentes, a reunião foi conduzida por Teresa Amaral, representante da direção da Pestalozzi, que apresentou justificativas para a suspensão da equoterapia e a reestruturação dos serviços.
De acordo com relatos das mães, Teresa Amaral informou que a interrupção da equoterapia estaria relacionada à falta de recursos financeiros para manutenção do espaço onde as terapias eram realizadas, além do desligamento de funcionários ligados ao serviço.
Uma das mães relatou que a direção informou que o imóvel utilizado para a atividade teria aluguel mensal de R$ 19 mil, valor que, segundo a instituição, não seria possível manter.
“A diretora explicou a suspensão do serviço, o fechamento e a demissão dos funcionários da eco. Ela disse que o aluguel do ponto onde nós fazíamos terapia está no valor de R$ 19 mil e infelizmente não tem condições de manter esse valor”, relatou uma mãe presente na reunião.
Segundo o relato, familiares também questionaram a possibilidade de retorno das atividades ao mesmo local utilizado anteriormente.
“Nós perguntamos se teria possibilidade de voltar para o mesmo lugar onde fazíamos terapia, e ela mesma disse que não saberia explicar isso”, afirmou.

Famílias relatam preocupação com mudança para o Farol
Além do encerramento da equoterapia, mães afirmaram ter sido informadas sobre o remanejamento de parte dos atendimentos para um ambulatório no bairro Farol, o que gerou preocupação principalmente entre famílias da parte alta de Maceió.
Apesar das mudanças, responsáveis afirmam que continuarão acompanhando a situação e cobrando respostas da instituição.
“Nós mães não vamos parar, vamos continuar lutando. Nós vamos lá para o Farol, para um lugar chamado ambulatório”, disse uma das participantes do protesto. E resumiu a preocupação das famílias diante do cenário apresentado após a reunião: “Infelizmente, mais uma Pestalozzi fechada por não ter verba”, frisou.
O que diz a Pestalozzi
A Associação Pestalozzi de Maceió informou à reportagem que não haverá encerramento das atividades da instituição nem fechamento total da unidade Judith Barreto. Segundo a entidade, o que está em andamento é uma reorganização dos serviços ofertados, especialmente da equoterapia, em razão da ausência de convênio específico para manutenção da atividade.
Em nota, a instituição afirmou ainda que os usuários continuarão recebendo acompanhamento e suporte, sendo remanejados para outras unidades, “sem qualquer desassistência”.

Acompanhe no vídeo abaixo, parte da reunião desta quarta-feira (27):
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