Cidades

Mães protestam contra fechamento da Pestalozzi nesta quarta-feira (27)

Segundo a associação, o que está em curso é uma reorganização dos serviços ofertados, especialmente no que diz respeito à equoterapia

Por Tribuna Hoje 26/05/2026 14h32 - Atualizado em 26/05/2026 21h49
Mães protestam contra fechamento da Pestalozzi nesta quarta-feira (27)
Mães e responsáveis por crianças atendidas pela Pestalozzi protestam contra fechamento da unidade na Santa Amélia e encerramento da equoterapia - Foto: Divulgação

A incerteza sobre a continuidade dos atendimentos na Associação Pestalozzi, no bairro Santa Amélia, em Maceió, levou mães e responsáveis a organizarem um protesto nesta quarta-feira (27). A mobilização, marcada para às 9h, na Avenida Dr. Jorge Montenegro Barros, ocorre em meio ao anúncio do fechamento da unidade, ao encerramento da equoterapia e à transferência de parte dos serviços para outro ponto da capital.

Segundo familiares, aproximadamente 200 crianças podem ser impactadas pela mudança. A principal preocupação envolve a interrupção de terapias consideradas parte da rotina dos pacientes e os efeitos da alteração repentina no acompanhamento.

Entre os serviços encerrados está a equoterapia, modalidade terapêutica com cavalos utilizada no acompanhamento de crianças com diferentes necessidades. Mães relatam que o atendimento deixou de funcionar após dificuldades financeiras e desligamento de funcionários.

A mãe Karol Araújo, responsável por Isaac Samuel, de 7 anos, afirma que o filho realiza terapias na unidade há cerca de quatro anos e meio e teme impactos no desenvolvimento da criança.

“Eles regridem. A rotina muda e acabam entrando em crise. Meu filho faz terapia lá há quatro anos e meio”, relatou.

Segundo Karol, as famílias chegaram a contribuir financeiramente para manter a equoterapia em funcionamento, diante da falta de recursos para alimentação dos animais e manutenção do serviço.

“As mães pagavam R$ 100 por mês, por boleto ou Pix, para ajudar porque não tinha recurso para alimentação dos cavalos. Mesmo assim não supria a necessidade. Os funcionários deixaram de receber, foram demitidos e a equoterapia fechou”, disse.

Mudança para o Farol preocupa famílias da parte alta


Além do encerramento da equoterapia, mães afirmam ter recebido informações de que parte dos atendimentos vinculados à rede será transferida para um ambulatório no bairro Farol, o que pode dificultar o deslocamento de famílias da parte alta da cidade.

Uma das responsáveis afirma que ainda não recebeu esclarecimentos detalhados sobre o fechamento da unidade.

“A Pestalozzi deixa respostas vagas. A única coisa que sabemos é que a parte da rede vai ser transferida para um ambulatório no Farol, e isso dificulta para quem mora aqui por cima. Já não há mais nem o nome Pestalozzi na Santa Amélia, apagaram tudo e deixaram em branco”, afirmou.

Segundo Karol Araújo, a equoterapia representava parte importante do acompanhamento das crianças, auxiliando em aspectos motores e comportamentais.

“A equoterapia ajuda no andar, no comportamento, na coordenação motora e em outras questões do desenvolvimento”, relatou.

As famílias afirmam que o protesto busca cobrar esclarecimentos sobre o fechamento da unidade, a continuidade dos atendimentos e alternativas para evitar a interrupção do acompanhamento das crianças.

Posicionamento

A Associação Pestalozzi de Maceió esclareceu à reportagem do Tribuna Hoje que não se trata do encerramento de suas atividades, nem do fechamento total da unidade Judith Barreto. O que está em curso é uma reorganização dos serviços ofertados, especialmente no que diz respeito à equoterapia, em razão da ausência de convênio específico para manutenção dessa atividade.

Os usuários continuarão recebendo acompanhamento e suporte, sendo remanejados para outras unidades da instituição, sem qualquer desassistência.

A associação reforçou a importância da atualização para evitar interpretações equivocadas sobre o encerramento total dos atendimentos da Pestalozzi.