Cidades
Defensoria acionará a Maternidade Santa Mônica
Vistoria constata problemas estruturais e de atendimento na maternidade, que promete resolver transtornos encontrados
A Defensoria Pública de Alagoas irá ingressar com uma Ação Civil Pública para apontar a responsabilidade pela superlotação e pelos problemas estruturais da Maternidade Escola Santa Mônica, da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal). A medida será tomada depois de o órgão realizar vistorias em duas visitas realizadas à unidade em um intervalo de um mês. Conforme o órgão, os problemas permaneceram neste intervalo de tempo.
Em nota, a Maternidade Santa Mônica respondeu à Defensoria Pública de Alagoas que acolhe todas as gestantes de referência para alto risco. O texto explicou ainda que, atualmente, existe um projeto de ampliação em trâmite nos órgãos competentes.
“A maternidade mantém contato permanente com a rede materno-infantil na tentativa de redistribuir pacientes para outras maternidades de alto risco do Estado”.
A vistoria feita pela Defensoria Pública de Alagoas foi realizada na terça-feira (6). O órgão verificou que a unidade hospitalar continua com problemas estruturais e superlotação.
Conforme a Defensoria, as pacientes estão em macas e cadeiras, improvisadas, enquanto aguardam um leito.
A unidade reforçou seu trabalho com gestantes de alto risco e o compromisso diuturno de garantir a assistência a essas pacientes.
Uma vistoria anterior foi feita no último mês de março. Pouco mais de um mês depois, ao voltar à Maternidade Santa Mônica, os mesmos problemas estavam, ainda, sem resolução.
A Maternidade Santa Mônica é referência no atendimento a gestantes de alto risco em Alagoas. A superlotação é um problema que se repete. A unidade tem 40 leitos disponíveis e contava com 60 pacientes no dia da mais recente visita da Defensoria Pública ao local.
Os defensores encontraram uma paciente que estava há uma semana na maternidade. Ela deu à luz a gêmeas, sem leito disponível, a parturiente está em uma maca no corredor da unidade. “É muito ruim ficar nessa situação depois uma cirurgia grande, como é a cesárea. Eu queria estar em um quarto”, lamentou.
Além da superlotação, os defensores encontraram problemas estruturais. No último fim de semana, vários vazamentos pelo teto em toda a unidade, colocava em risco as pacientes.
A Defensoria Pública reclama que até uma casa que foi alugada para abrigar parentes que acompanham as mães que passaram por partos na Santa Mônica não está funcionando porque não foi mobiliada. Com isso, esses acompanhantes são obrigados a dividir espaços com as pacientes, dormindo em cadeiras.
As famílias das parturientes reclamam também de acomodações dignas para o período em que estão na maternidade prestando assistência a parentes ou pessoas amigas.
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