Cidades

Alagoas registra 16 mortes violentas de LGBTQI+ e 386 agressões

Presidente do GGAL fala sobre preocupação com aumento dos casos e importância do Centro de Acolhimento

Por Lucas França com Tribuna Independente 15/12/2020 08h04
Alagoas registra 16 mortes violentas de LGBTQI+ e 386 agressões
Reprodução - Foto: Assessoria
De acordo com o presidente do Grupo Gay de Alagoas (GGAL), Nildo Correia, só este ano o estado já registra 16 mortes de LBTQI+. Além das mortes, o levantamento da entidade aponta quase 400 agressões a esta população ocorridos até novembro. Ao TH Entrevista o presidente do GGAL fala da preocupação com o número crescente de casos violentos contra está população e a importância do Centro de Acolhimento. “Até o momento são mais de uma morte por mês, o dobro do ano passado, quando foram registrados 9 casos, e isso é muito preocupante. E as agressões físicas e morais já somam 386. Esse número é o que chega até a entidade, mas existem as subnotificações – ou seja, o número é bem maior porque muitas vítimas não buscam a entidade ou os órgãos de segurança para fazer a denúncia”, ressalta Nildo Correia. O GGAL atribui os casos ao preconceito e a certeza da impunidade. “A questão da LGBTFobia  e a falta de políticas públicas voltadas à prevenção deste tipo de violência acaba dando uma acelerada nos casos, já que quem prática acha que ficará impune. Mas ressalto que quem sofrer algum tipo de violência tem que denunciar para que possamos correr e fazer com que a justiça faça a elucidação dos casos”, comenta Nildo. Nildo ressalta que o Centro de Acolhimento Ezequias Rocha Rego (CAERR), que ficará localizado na Rua Supervisor Ivaldo Ferino, 413, no bairro do Clima Bom, em Maceió, é um projeto voltado a abrigar a população LGBTQ+ alagoana em situação de vulnerabilidade. “No primeiro momento o CAERR ficaria localizado em uma região central, mas não deu certo. A mudança da sede do Centro deu-se por conta das inúmeras dificuldades que estamos encontrando, para custear as despesas da reforma do espaço. Também estamos levando em conta a necessidade que estamos sentindo de levar o CAERR para a periferia, pois é lá que se encontra o maior número de LGBTQI+ em situação de vulnerabilidade social”, esclarece Correia. Apesar da mudança de endereço, a casa ainda precisará ser adequada para poder receber e acolher a população LGBTQI+ em situação de vulnerabilidade, tendo como data de inauguração o dia 5 de Janeiro de 2021, às 14h, sua abertura oficial. Quem quiser ajudar de alguma forma, seja em dinheiro, doações de alimentos, móveis etc, ações virtuais estão sendo programadas para acontecer durante este período de pandemia e enquanto a sede do Centro ainda não estiver preparada para ser aberta ao público. Para acompanhar as ações e ficar por dentro das atividades on-line, basta seguir a página do CAEER no Instagram, Twitter e Facebook @caerr_alagoas ou pelo tel/whatsapp 82 99644-1004.   https://www.youtube.com/watch?v=F1FanDaT9Ls