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Procura por pescados ainda é considerada tímida na capital

A 10 dias da Semana Santa, feirantes dizem que movimentação ainda é baixa, mas esperam que melhore na véspera

Por Evellyn Pimentel com Tribuna Independente 04/04/2019 08h27
Procura por pescados ainda é considerada tímida na capital
Reprodução - Foto: Assessoria
A procura por pescados ainda é tímida na capital, mesmo com a proximidade da Páscoa. Na avaliação de comerciantes, o movimento segue fraco e a expectativa é de melhora apenas na véspera. Para o público católico, o consumo de peixe se inicia logo depois do Carnaval e se intensifica nos próximos dias, mas a procura, pelo menos até agora, não tem sido satisfatória, garantem os comerciantes. Para a vendedora Lucineide de Oliveira, o movimento fraco ainda não permite a tradicional elevação dos preços por conta da demanda. Ela diz ainda que os peixes vendidos a partir de R$ 25 o quilo continuam sendo os mais procurados. “No momento estamos vendendo mais peixe. Camarão ainda tá fraco. O movimento já está começando, mas ainda não dá para dizer que está bom. Atualmente estamos no mesma faixa de preço, mas no final sempre dá uma aumentada, já passam para a gente com aumento, porque já está tão ruim que se aumentar piora. Né?”, diz a comerciante. O pescador e comerciante Cláudio dos Santos reclama da procura. Para ele só resta aguardar que os clientes comecem a buscar mais os produtos com a aproximação da data. “A procura ainda está devagar. Estamos aguardando a clientela. O pessoal sempre deixa para a última hora. Estamos aguardando, estamos acostumados já com os clientes virem mais nas proximidades”, resume. A reportagem da Tribuna Independente esteve na Balança do Peixe em Jaraguá. Por lá, a maior parte dos clientes compra regularmente pescados. É o caso do senhor Marconi Queiroz, de 74 anos. Ele é  comprador assíduo de pescados e comenta que os preços ainda estão na média. “Eu sempre venho aqui, em razão da necessidade e do que tem disponível. Normalmente nas proximidades da Semana Santa a gente compra um pouco mais. Hoje estou levando peixe, camarão e siri. Os preços estão razoáveis”. Na avaliação do dono de buffet, Eduardo Gomes, o indicativo é de que os preços vão começar a sofrer elevação. “Eu tenho buffet, faço eventos, costumo vir. Agora o preço está bom, mas sempre esquenta. Já acho que eles vão aumentar. Hoje estou procurando camarão branco, mas por conta do defeso compramos o que eles tem, mas o preço está muito alto, o camarão. Já o filé está de R$ 140. Então não compensa pelo custo x benefício. Como a páscoa está se aproximando a gente costuma comprar mais tanto para consumo, como para aumento”, afirma. Nutricionista destaca benefícios do alimento para o organismo   De acordo com a nutricionista Mônica Costa, consumir pescados deveria ser um hábito não só em períodos como a Páscoa. Ela destaca os benefícios do alimento para o bom funcionamento do organismo. “Os benefícios do consumo de pescados para a saúde já são comprovados cientificamente. Nessa época do ano, aumenta a procura. Ótimo! Mas deveria fazer parte do cardápio ao longo da vida, pelo menos uma vez por semana, porque na maioria dos pescados encontramos ômega 3, que é um ácido graxo poli-insaturado, reduz risco cardíaco e protege os neurônios. Os pescados também são ricos em cálcio , vitaminas A, D e E, magnésio, fósforo”, destaca. No entanto, apesar de indicar o consumo,  Mônica Costa afirma que os consumidores precisam ficar atentos a fatores como a qualidade e a forma de preparo dos pescados. “O cuidado que se deve ter é com relação à procedência, armazenamentos, e o preparo do pescado. Preferir que seja assado, grelhado ou cozido”, resume.