Brasil
Empresa de Virginia Fonseca teria ligação com 'Japa do PCC'
Influenciadora está envolvida em mais um escândalo; desta vez fora do âmbito amoroso
Uma reportagem da revista Piauí colocou Virginia Fonseca novamente no centro de mais uma polêmica ao revelar detalhes de uma investigação da Polícia Federal que, segundo a publicação, apura movimentações financeiras relacionadas à influenciadora e a empresas ligadas ao seu grupo empresarial.
De acordo com a matéria, a investigação teve origem em Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) produzidos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Conforme a revista, o objetivo é verificar a regularidade de operações financeiras e esclarecer "bem como a origem dos recursos movimentados, a eventual prática de crimes financeiros, fiscais e de lavagem de dinheiro."
Entre os pontos analisados estão movimentações envolvendo a Talismã Digital. Segundo a reportagem, documentos examinados pelas autoridades indicam que a empresa recebeu cerca de R$ 22,4 milhões entre março e setembro de 2024, principalmente por meio de transferências via PIX e TED.
O volume das transações teria despertado atenção pelo fato de o principal remetente dos recursos estar enquadrado no Simples Nacional, regime tributário voltado para empresas de menor porte.
Além das informações sobre a investigação, outro trecho da reportagem repercutiu por abordar a origem societária da WePink, principal empreendimento de Virginia.
Segundo a publicação, a trajetória da empresa antecede a entrada da influenciadora no negócio e passa por uma sociedade envolvendo os empresários Samara Cahanovich Martins e Thiago Stabile, fundadores da Pink Lash, empresa do segmento de estética.
A matéria afirma que a Pink Lash teve como sócia a enfermeira Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como "Japa do PCC" por ter sido casada com um integrante da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).
Ainda de acordo com a revista, a sociedade foi posteriormente encerrada, e Samara e Thiago fundaram a WePink ao lado de Virginia Fonseca e do empresário chinês Chaopeng Tan.
A Wepink é o principal negócio de Virginia Fonseca. Mas a história da empresa de cosméticos não se inicia com ela, e sua origem é carregada de suspeitas. Começa com o casal paulista Samara Cahanovich Martins e Thiago Stabile, donos de uma empresa especializada em design de sobrancelhas e cílios, a Pink Lash, que teve como sócia a enfermeira Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como Japa do PCC, porque era mulher de um membro da organização criminosa.
Posteriormente, Martins e Stabile romperam a sociedade com Mori e fundaram a Wepink em sociedade com Virginia e o empresário chinês Chaopeng Tan. Em 2025, o faturamento da Wepink foi de 1,3 bilhão de reais", diz o trecho reproduzido pela revista.
Segundo a reportagem, a empresária passou a integrar o negócio após o encerramento da parceria anterior e a criação da WePink.
Até o momento, os advogados da influenciadora negam irregularidades relacionadas às movimentações financeiras citadas nos relatórios e sustentam que as operações possuem respaldo documental e foram devidamente declaradas aos órgãos competentes.
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