Brasil
ANJ critica decisão judicial que impôs censura a reportagem
entidade reagiu à decisão da Justiça da Bahia que determinou a retirada do nome e da imagem de uma delegada em reportagem publicada pelo portal Poder360
A Associação Nacional de Jornais (ANJ) divulgou nota no sábado (21) em que manifesta preocupação diante de mais um episódio de censura judicial no país. A entidade reagiu à decisão da Justiça da Bahia que determinou a retirada do nome e da imagem de uma delegada em reportagem publicada pelo portal Poder360, intitulada “Delegada da Bahia investiga caso em que seu advogado é parte”.
Segundo a ANJ, a medida representa uma violação direta à Constituição Federal, que proíbe qualquer forma de censura. A decisão judicial ocorre em meio a outras iniciativas que, na avaliação da associação, ameaçam a liberdade de imprensa. Entre elas, estão uma notificação extrajudicial do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado da Bahia (ADPEB) e uma ação da Polícia Federal para obter dados que poderiam levar à quebra do sigilo da fonte — um dos pilares do jornalismo profissional.
A entidade reforçou que espera a imediata revisão da decisão, alertando que ela compromete o livre exercício da atividade jornalística e abre precedente perigoso para novas restrições à atuação da imprensa.
Nota na íntegra
"NOTA À IMPRENSA
A Associação Nacional de Jornais (ANJ) vê com preocupação mais um episódio de censura judicial. A decisão da Justiça da Bahia determinou a retirada do nome e da imagem de uma delegada da reportagem do Poder 360 com o título "Delegada da Bahia investiga caso em que seu advogado é parte". A medida é uma clara violação da Constituição, que veda explicitamente a censura.
A decisão judicial foi tomada após uma série de iniciativas que ameaçam a liberdade de imprensa. Entre elas, estão uma notificação extrajudicial do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado da Bahia (ADPEB) e uma iniciativa da Polícia Federal para obter dados que poderiam levar à quebra do sigilo da fonte.
A ANJ espera a imediata revisão da decisão, que compromete frontalmente o livre exercício do jornalismo.
Brasília, 21 de março de 2026.
ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE JORNAIS (ANJ)"
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