Brasil
Padre é condenado por furtar mais de 600 celulares doados a hospital
A Justiça da Paraíba condenou o padre Egídio de Carvalho Neto a 5 anos, 6 meses e 20 dias de prisão por furtar mais de 600 celulares doados pela Receita Federal ao Hospital Padre Zé, ligado à igreja que o sacerdote dirigia em 2023. A sentença foi assinada no dia 13 de fevereiro, mas só foi divulgada pelo Ministério Público do estado na última quarta-feira (25).
Um assistente, que também teria participado do crime, foi condenado a 4 anos, 7 meses e 16 dias de prisão, além de multa. Inicialmente, os dois devem cumprir a pena em regime semiaberto.
Operação Indignus
De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), cinco medidas cautelares formuladas, cinco foram requeridas ainda em 2023 e duas, em 2024, sem qualquer solução de continuidade investigativa. Atualmente, foram instaurados mais de 20 processos judiciais, exclusivamente voltados à apuração, organização e enfrentamento técnico dos fatos criminosos identificados.
Até o momento, o Ministério Público já ofereceu 11 denúncias. Duas foram oferecidas em 2023 (uma delas a que resultou nesta recente e primeira condenação dos réus); oito, em 2024 e uma, em 2025. Duas denúncias tramitam sob segredo de justiça.
Foram identificados 19 imóveis (dentre mais de 30 sequestrados judicialmente) atribuídos a Egídio de Carvalho Neto, tendo o Ministério Público requerido a alienação antecipada de parte desses bens.
Foram imputados à dulpa crimes de lavagem e ocultação de bens e capitais; peculato; obstrução de justiça e a constituição de organização criminosa estruturada em múltiplos núcleos.
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