Brasil
Importunação sexual: caso do ex-BBB pode se juntar a 21 mil processos abertos no Brasil, entre 2023 e 2026
Dados da plataforma Escavador revelam histórico de ‘importunação sexual’ por estado, com destaque para Minas Gerais, Bahia, Pará e Rio de Janeiro
Alvo de investigação na Justiça por ‘importunação sexual’, o ex-BBB 26 ‘Pedro Espíndola’ será intimado a depor após um episódio envolvendo a sister Jordana Morais, durante a exibição do programa Big Brother Brasil. O caso, que recebeu ampla repercussão no X (ex-Twitter) e no Instagram, alertou as autoridades acerca dos processos na mesma categoria – que correm nos tribunais espalhados pelo país.
Segundo dados inéditos da plataforma Escavador, o Brasil registrou 21,8 mil processos relacionados à ‘importunação sexual’, entre os anos de 2023 e 2026. No primeiro ano de apuração, foram identificados 7,4 mil casos, seguidos por 8,1 mil processos em 2024. Apesar da sequência, o ano de 2025 foi marcado por uma redução no número de inquéritos: cerca de 6,2 mil ações judiciais aconteceram no ano passado.
Em 2026, o caso do ex-BBB poderá se juntar a outras 126 ações notificadas à Justiça. O Escavador aponta que, do montante total de inquéritos, Minas Gerais concentra o maior número, com 6,1 mil. Além de MG, outros estados com alto índice de registros incluem a Bahia (2,4 mil), seguido por Pará (1,6 mil), Rio de Janeiro (1,1 mil), Ceará (867), Sergipe (846), Amazonas (830), Mato Grosso (811), Distrito Federal (687) e Tocantins (670). Entre as federações com menor número de processos se encontram o Amapá (28), Santa Catarina (98), Roraima (106) e Acre (108).
Apesar do alto volume de casos, cada processo envolve investigação detalhada e pode gerar consequências criminais graves, incluindo punições previstas no Código Penal, além de medidas de proteção às vítimas. De acordo com a Senior Legal Analyst e DPO da plataforma, Dalila Pinheiro, o caso ainda se encontra na fase de ‘instrução de inquérito’.
“O caso ainda está na fase inicial de investigação (instrução de inquérito), quando a polícia reúne depoimentos e outros elementos para notificar o ocorrido e avaliar a responsabilidade dos envolvidos. A partir daí, o Ministério Público decide se há base para abrir, ou não, um processo criminal. Em situações como essa, a pena pode chegar a cinco anos de reclusão, e, por envolver crimes contra a dignidade sexual, a tramitação deve ocorrer em segredo de Justiça para proteger a vítima”, conclui.
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