Enio Lins

Lula é a esperança da continuidade democrática

Enio Lins 24 de outubro de 2026

Neste domingo, 25, o Brasil decidirá qual continuidade pretende seguir. Não existe – rigorosamente – renovação em jogo.

Lula é única novidade antissistema em 467 anos de algum tipo de governo em solo brasileiro, desde 1549, a partir de Tomé de Souza. Mas, com três fotografias oficiais penduradas na galeria presidencial, somadas às duas de Dilma, passa a ser alvo fácil para os rotuladores de plantão. E as forças de esquerda não aprenderam a ser inovação constante. Considerando tudo que possa ser negativo nesses 20 anos de gestões petistas, Luiz Inácio é imensamente melhor para o Brasil que os 447 anos de administrações outras. Lógico que aconteceram momentos notáveis, como o nacionalismo de Floriano Peixoto; o polêmico período de Getúlio Vargas; o desenvolvimentismo de JK; a breve tentativa de Jango e suas Reformas de Base; Tancredo e Sarney na reconstrução democrática; Fernando Henrique Cardoso foi um gigante na estabilização da moeda e início dos programas sociais etc. Essas experiências positivas têm sido incorporadas por Lula ao longo de suas três gestões presidenciais.

Bolsonaro é uma oligarquia que dá seguimento ao pior das tradições autoritárias, unindo antipatriotismo e banditismo. Apesar de reproduzir o palavreado da ultradireita, o bolsonarismo é gangsterismo puro. Se diz seguidor dos golpistas de 64, mas é impossível imaginar um dos generais-presidentes a balbuciar “i love you” para um líder de outro país. Família que é uma quadrilha, os Bolsonaro sempre foram expressão da delinquência na política que, nos últimos 30 anos, levou à prisão todos os governadores eleitos no Rio de Janeiro, com especial gravidade para os casos dos bolsonaristas Wilson Witzel e Cláudio Castro; Cláudio Ruas, bolsonarista, está eleito governador em 2026 respondendo a processos no TJ/RJ por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Convenhamos, não é uma escolha difícil.