Enio Lins
Lula é a esperança da continuidade democrática

Neste domingo, 25, o Brasil decidirá qual continuidade pretende seguir. Não existe – rigorosamente – renovação em jogo.
Lula é única novidade antissistema em 467 anos de algum tipo de governo em solo brasileiro, desde 1549, a partir de Tomé de Souza. Mas, com três fotografias oficiais penduradas na galeria presidencial, somadas às duas de Dilma, passa a ser alvo fácil para os rotuladores de plantão. E as forças de esquerda não aprenderam a ser inovação constante. Considerando tudo que possa ser negativo nesses 20 anos de gestões petistas, Luiz Inácio é imensamente melhor para o Brasil que os 447 anos de administrações outras. Lógico que aconteceram momentos notáveis, como o nacionalismo de Floriano Peixoto; o polêmico período de Getúlio Vargas; o desenvolvimentismo de JK; a breve tentativa de Jango e suas Reformas de Base; Tancredo e Sarney na reconstrução democrática; Fernando Henrique Cardoso foi um gigante na estabilização da moeda e início dos programas sociais etc. Essas experiências positivas têm sido incorporadas por Lula ao longo de suas três gestões presidenciais.
Bolsonaro é uma oligarquia que dá seguimento ao pior das tradições autoritárias, unindo antipatriotismo e banditismo. Apesar de reproduzir o palavreado da ultradireita, o bolsonarismo é gangsterismo puro. Se diz seguidor dos golpistas de 64, mas é impossível imaginar um dos generais-presidentes a balbuciar “i love you” para um líder de outro país. Família que é uma quadrilha, os Bolsonaro sempre foram expressão da delinquência na política que, nos últimos 30 anos, levou à prisão todos os governadores eleitos no Rio de Janeiro, com especial gravidade para os casos dos bolsonaristas Wilson Witzel e Cláudio Castro; Cláudio Ruas, bolsonarista, está eleito governador em 2026 respondendo a processos no TJ/RJ por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Convenhamos, não é uma escolha difícil.
Enio Lins
Sobre
Enio Lins é jornalista profissional, chargista e ilustrador, arquiteto, membro efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas. Foi presidente do DCE da UFAL, diretor do Sindicato dos Jornalistas, vereador por Maceió, secretário de Cultura de Maceió, secretário de Cultura de Alagoas, secretário de Comunicação de Alagoas, presidente do ITEAL (Rádio e TV Educativas) e coordenador editorial da OAM.




