Enio Lins
A esperança viva da virada contra o crime organizado

Depois de amanhã será o Dia D para a Democracia e para a soberania nacional no Brasil. As urnas deram, no primeiro turno, o 1º lugar para o candidato ligado ao crime organizado e à traição à pátria. Foi a menor diferença em todos os primeiros turnos presidenciais desde a retomada das eleições diretas: 1,87% (2.224.965 votos). O filho do presidiário teve 47,03% dos votos válidos, enquanto o filho de Dona Lindú recebeu 45,16%.
Lula cresceu enormemente nas ruas e nas redes sociais. Manifestações gigantescas têm sido realizadas em todos os rincões, superando as maiores aglomerações democráticas desde as Diretas Já. O cyberespaço brasileiro, pela primeira vez, presencia a supremacia da centro-esquerda. As cores verde-amarela foram reconquistadas pelas forças patrióticas. Êxitos indiscutíveis. Mas não se discute que apenas o voto decide eleição. O 13 disparou, mas não confirmou ainda a zebra na cabeça. Dizem as pesquisas que o cavalo do bandido, montado por Trump, mantém a dianteira por um cabelo de sapo.
Nunca foi fácil vencer o sistema. Lula & Dilma, candidaturas genuinamente antissistema, venceram cinco eleições presidenciais e isso é algo destoante na história das Américas. Ganhar a sexta eleição não é sonho. Está ao alcance da mão, mas é muito mais difícil que supõe a vã filosofia. É extremamente forte a soma: crime organizado + discurso de extrema-direita + incalculáveis recursos da corrupção financeira. A recente constatação de que um advogado chamado Willer Tomaz, sócio/laranja de Flávio Bolsonaro, teria movimentado um total de R$ 6,6 bilhões em casas de apostas (bets) entre janeiro de 2025 e julho de 2026, fornece uma visão real do tamanho do monstro que se está enfrentando.
Está bem ali a nova vitória da Democracia, basta pedir mais um voto para Lula, o 13. Eu, você, nós temos 65 horas disponíveis para isso, até às 17 horas de domingo.
Enio Lins
Sobre
Enio Lins é jornalista profissional, chargista e ilustrador, arquiteto, membro efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas. Foi presidente do DCE da UFAL, diretor do Sindicato dos Jornalistas, vereador por Maceió, secretário de Cultura de Maceió, secretário de Cultura de Alagoas, secretário de Comunicação de Alagoas, presidente do ITEAL (Rádio e TV Educativas) e coordenador editorial da OAM.




