Enio Lins

A esperança viva da virada contra o crime organizado

Enio Lins 23 de outubro de 2026

Depois de amanhã será o Dia D para a Democracia e para a soberania nacional no Brasil. As urnas deram, no primeiro turno, o 1º lugar para o candidato ligado ao crime organizado e à traição à pátria. Foi a menor diferença em todos os primeiros turnos presidenciais desde a retomada das eleições diretas: 1,87% (2.224.965 votos). O filho do presidiário teve 47,03% dos votos válidos, enquanto o filho de Dona Lindú recebeu 45,16%.

Lula cresceu enormemente nas ruas e nas redes sociais. Manifestações gigantescas têm sido realizadas em todos os rincões, superando as maiores aglomerações democráticas desde as Diretas Já. O cyberespaço brasileiro, pela primeira vez, presencia a supremacia da centro-esquerda. As cores verde-amarela foram reconquistadas pelas forças patrióticas. Êxitos indiscutíveis. Mas não se discute que apenas o voto decide eleição. O 13 disparou, mas não confirmou ainda a zebra na cabeça. Dizem as pesquisas que o cavalo do bandido, montado por Trump, mantém a dianteira por um cabelo de sapo.

Nunca foi fácil vencer o sistema. Lula & Dilma, candidaturas genuinamente antissistema, venceram cinco eleições presidenciais e isso é algo destoante na história das Américas. Ganhar a sexta eleição não é sonho. Está ao alcance da mão, mas é muito mais difícil que supõe a vã filosofia. É extremamente forte a soma: crime organizado + discurso de extrema-direita + incalculáveis recursos da corrupção financeira. A recente constatação de que um advogado chamado Willer Tomaz, sócio/laranja de Flávio Bolsonaro, teria movimentado um total de R$ 6,6 bilhões em casas de apostas (bets) entre janeiro de 2025 e julho de 2026, fornece uma visão real do tamanho do monstro que se está enfrentando.

Está bem ali a nova vitória da Democracia, basta pedir mais um voto para Lula, o 13. Eu, você, nós temos 65 horas disponíveis para isso, até às 17 horas de domingo.