Sérgio Toledo
Leitura profunda
Para falar sobre o assunto, irei citar vários treixos da matéria do site da BBC NEWS.
"Quando lemos em nível superficial, estamos apenas obtendo informação. Quando lemos profundamente, estamos usando muito mais do nosso córtex cerebral", explica Maryanne Wolf.
A neurocientista acima cita que apesar de estarmos lendo mais palavras, estamos lendo nas telas. Celulares e computadores trazem informações. Não necessariamente se aprofundam nos assuntos.
Um dado importante citado na matéria: a leitura mal tem 6 mil anos, diz Wolf. A leitura implica em uma aquisição de um código simbólico visual e verbal!
E tem presidente que ainda está lá atrás dos 6 mil anos pois não consegue pegar um livro para ler.
A leitura é um conjunto de habilidades adquiridas que muda literalmente o nosso cérebro, enfatiza a neurocientista.
A arte de prescrever ficção científica para curar doenças da vida, chamada de biblioterapia, foi reconhecida no Publisher´s Illustrated Medical Dictionary, cita a biblioterapeuta Ella Berthoud. No século 19, psiquiatras e enfermeiras precreveram todos os tipos de livros para seus pacientes. Da Bíblia, passando por leituras de viagem, chegando a textos em línguas antigas.
Por que se lê tão pouco no Brasil? Devido a concorrência das redes sociais e suas telas, falta de tempo, alto preço dos livros e insuficiência de bibliotecas. Carência de estimulo à leitura e o analfabetismo funcional, também limitam o hábito.
Precisamos influenciar os mais jovens e os mais velhos também, para que passem a ler cada vez mais, pois, só assim poderemos aprender a votar e votar corretamente.
Não por que aquele candidato vai ganhar, por que perto da eleição seu governo partiu para "resolver a dívida da população e a segurança pública", no País!
Não por que aquele candidato fala mau das vacinas e debocha de quem toma o imunizante!
Mais sim, por que apresenta um plano de desenvolvimento, saúde e segurança, com metas a curto, médio e longo prazo e não possui "rabo preso" de nenhuma espécie!
Sérgio Toledo
Sobre
Médico ortopedista e do esporte. Pioneiro no alongamento ósseo, transplante de tendões e neurorrafia, como também no tratamento por ondas de choque.
Formado em 1972, pela Faculdade de Ciências Médicas de Pernambuco, hoje UPE.
Pós graduação no IOT (Instituto de Ortopedia e Traumatologia) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
Concursado do antigo INAMPS, hoje Ministério da Saúde, já estando aposentado. Atendeu por muito tempo no PAM Salgadinho.



