Tribuna Independente alcança a histórica marca de 5 mil edições em Alagoas
Produto da Jorgraf, jornal tem sido considerado voz ativa e se destaca por reportagens diárias que contribuem com a cidadania, humanidade e desenvolvimento
Por Valdete Calheiros - Repórter / Bruno Martins - Revisão / Edilson Omena - Foto de capa | Redação Tribuna Independente
O jornal Tribuna Independente, único jornal impresso de circulação diária em Alagoas, chegou, no dia 28 de novembro de 2025, à edição de número 5 mil. Um marco histórico e de resistência para coroar o exercício do jornalismo em sua plenitude.
Sediado em Alagoas, mas com reconhecimento nacional – e por que não dizer internacional – o jornal é produto da Jorgraf (Cooperativa dos Jornalistas e Gráficos do Estado de Alagoas). As reportagens produzidas pelo periódico ecoam em todo o estado e nos quatro cantos do país.
As reportagens da Tribuna dão voz e vez à sociedade em geral e, sobretudo, às classes que, injustamente, são marginalizadas e vítimas dos preconceitos racial e social, da intolerância religiosa e da homofobia.
A Tribuna Independente tem reportagens premiadas em nível estadual e nacional, o corpo de jornalistas reitera, a cada reportagem diária ou especial, o compromisso em levar ao leitor a mais apurada notícia e de forma imparcial.
Muitas vezes, as denúncias feitas nas páginas impressas e – na versão digital – pautam as ações governamentais nas esferas municipal e estadual. O jornal Tribuna Independente segue fazendo, escrevendo e eternizando fatos e histórias para serem contadas pelas próximas décadas.
'Somos feitos de um jornalismo pontuado no único interesse de informar o leitor com todo comprometimento com a verdade', afirmou o presidente da Jorgraf, José Paulo Gabriel.
Para chegar aos 18 anos, jornalistas da Tribuna Independente enfrentaram greve e reativaram o jornal (Foto: Adailson Calheiros / Arquivo)
Ação conjunta de jornalistas e gráficos transforma sonho em realidade
História da Tribuna Independente está atrelada à luta pela democracia e liberdade de expressão
A Tribuna Independente é celebrada por sua trajetória no jornalismo alagoano, sendo reconhecida pela sua importância no cenário de comunicação do estado, e vem se consolidando ano a ano. Chegar à edição de número 5 mil não foi fácil, diante das circunstâncias adversas, principalmente com a era digital, mas não é empecilho para a permanência do impresso, que resiste e luta para sobreviver.
O presidente da Jorgraf, João Paulo Gabriel, contou que vibrou quando cada uma das 5 mil edições era impressa e chegava às bancas e às residências dos leitores. “Somos feitos de um jornalismo pontuado no único interesse de informar o leitor com todo comprometimento com a verdade. A Tribuna está no dia a dia da sociedade alagoana. Nossa história se confunde com a democracia e a liberdade. São 5 mil edições ao longo de 18 anos de mercado, mostrando nossa marca, nossa cara e sempre ao lado dos alagoanos, sem largar da ética, do bom jornalismo e da credibilidade”, disse, entusiasmado.
Seriedade, transparência e a busca pela verdade dos fatos, em meio aos desafios para a manutenção da democracia e o combate de notícias falsas, é um dos papéis da Tribuna, que é reconhecida pelos seus leitores. E tudo isso é resultado de um trabalho permanente e árduo, como reconheceu o diretor administrativo e financeiro da Cooperativa de Jornalistas e Gráficos de Alagoas, Flávio Miguel Peixoto.
Diante da possibilidade de demissões, a opção escolhida pelos profissionais foi permanecer, mesmo que houvesse dúvidas sobre o futuro incerto do novo jornal que estava prestes a nascer. “São 5 mil edições nas quais se destacam a extrema dedicação e muito trabalho para seguir transformando sonhos em realidade. Começamos do zero. E hoje garantimos renda para mais de 100 famílias de forma direta e indireta. Estamos tanto na plataforma física como virtual e presente nas redes sociais”, frisou Flávio Peixoto.
Para Flávio Miguel Peixoto, foi um momento de muita emoção e de novos desafios. Com colegas desempregados frente ao fechamento da antiga Tribuna de Alagoas, restava buscar alternativas de renda para as categorias atingidas (jornalistas e gráficos). “Da organização sindical surgiram caminhos para buscar uma luz no fim do túnel. Primeiro foi a ocupação do espaço e dos meios de produção. Depois com trabalho árduo e determinação seguimos em frente e estamos aqui”, relembrou o diretor.

Ele recordou que mesmo em meio às dificuldades e incertezas, não havia espaço para recuar, então os profissionais arregaçaram as mangas e seguiram em busca do sonho. “Iniciamos com edições esporádicas e vendidas nas ruas por nós mesmos, para mostrar que o jornal continuaria circulando e buscar renda”, revelou Flávio Peixoto. Os trabalhadores aproveitaram, também, para denunciar o descaso dos antigos donos com eles. Pouco tempo depois com a implantação da cooperativa, o jornal voltou a circular diariamente.
Relembrar o passado e como se deu todo o processo de criação da Tribuna causa emoção em quem esteve presente durante toda luta, como destacou o diretor Flávio Peixoto. “É uma sensação de entusiasmo e vocação que se renova. Não poderia ser diferente. O lado emocional é muito forte quando paramos para lembrar essa construção de 5 mil edições. Ninguém acreditava nos profissionais. E continuamos trabalhando para informar a sociedade, diariamente, com base na verdade e na clareza dos fatos”, frisou.
De olho nos próximos anos e nas próximas 5 mil edições e sem parar de projetar o que está por vir, a direção da Tribuna Independente se prepara para o futuro e, para isso, conta com projetos que em breve irão se consolidar, preparando-se para o avanço das transformações tecnológicas.
As conquistas da Tribuna nessas 5 mil edições são visíveis, como a aquisição do parque gráfico e da sede própria. E, se ninguém acreditou no início no formato de cooperativismo, Flávio Peixoto afirmou que é a força motriz para a economia solidária. O diretor acrescentou que é preciso acreditar na capacidade e transpor obstáculos, abrindo portas para o futuro de sucesso. “É um momento especial e vale ressaltar nossa importância para democracia e reafirmar nosso compromisso com o leitor. Estaremos sempre juntos em defesa de uma sociedade melhor e mais igualitária”, pontuou.
Para o diretor administrativo e financeiro da Cooperativa de Jornalistas e Gráficos de Alagoas, chegar a 5 mil edições representa não só a realização de um sonho, como também a força e presença do jornalismo impresso. “O papel continua como mídia e segue como a origem do nosso empreendimento solidário. Avançamos ao longo do tempo e disponibilizamos conteúdo em diversas plataformas para seguir com nosso compromisso ético de levar à sociedade informações com responsabilidade e credibilidade de quem busca reportar a realidade dos fatos”, finalizou.
E quem venham mais 5 mil edições e mais e mais...
- Investir na melhoria da gestão da Jorgraf é uma das principais metas dos gestores que integram a administração da cooperativa. E, pensando no futuro e no fortalecimento de suas atividades, integrantes dos Conselhos Fiscal e Administrativo participaram, em novembro de 2025, de um treinamento do Programa Identidade, do Sistema OCB/Sescoop.
- O Programa Identidade visa a manutenção da identidade da cooperativa e da conformidade legal. Criada há 18 anos, a Jorgraf tem ganhado espaço na imprensa alagoana, com um jornalismo dinâmico e comprometido com a verdade dos fatos. E, futuramente o plano dos gestores é expandir, investir em novos produtos e se consolidar no mercado de comunicação alagoano.
Seriedade e independência
fazem o jornalismo da Tribuna
“Cinco mil edições representam vitória de todos que fazem a Tribuna Independente”
O jornal Tribuna Independente completou 18 anos de conquistas, resistência e credibilidade no mercado de jornalismo alagoano no dia 10 de julho de 2025.
Até este mês de maio, é o único jornal impresso em circulação diária em Alagoas, com a marca dos seus 5 mil exemplares alcançada em 2025, visando manter em 2026 o mesmo profissionalismo que sempre existiu no compromisso com a democracia de bem informar os milhares de leitores que conquistou nos quatro cantos do estado. Isto sem citar, os leitores espalhados pelo Brasil e pelo mundo que acompanham a edição de forma virtual.
O jornal Tribuna Independente se firma unindo a tradição do jornal impresso à tecnologia das edições digitais. O matutino é fruto da luta dos cooperados da Jorgraf, iniciado em 2007 e que se consagra pelo seu conteúdo diferenciado e informativo.
Durante essas 5 mil edições circulando diariamente, o principal produto da Jorgraf tem levado a notícia com responsabilidade e precisão, deixando o leitor sempre bem informado sobre os principais assuntos que acontecem especialmente em Alagoas, no Brasil e no mundo.
A diretora comercial da Jorgraf, Marilene Canuto, destacou que o dia 10 de julho de 2007 – dia em que o jornal foi criado como produto de responsabilidade da cooperativa – representa um marco na vida de jornalistas, gráficos e diretores da Tribuna Independente, que não esquecem a batalha que travaram com muita garra e força, para garantir não apenas postos de trabalho, mas a permanência de um jornal que nascia independente e com a proposta de manter vivo o jornalismo impresso.
São quase duas décadas da Tribuna e os planos para o futuro são gigantes, mesmo em meio às novas tecnologias e mudanças que ocorrem no jornalismo brasileiro. Apesar do mercado competitivo, Marilene Canuto acredita que o jornal irá sobreviver ano a ano, alcançando as novas gerações.

“Nossa expectativa é sempre a de chegarmos ao próximo ano, depois e depois.... Mesmo com o mercado competitivo e oscilante, onde os poderes tentam a todo custo derrubar o jornal impresso, ficando só o digital, não é a mesma coisa. O impresso não se apaga, não se modifica. O que foi impresso fica para sempre. A sensação de pegar um jornal, sentar e ler é muito prazerosa. Sentir o cheiro de tinta fresca é ímpar”, afirmou a diretora comercial.
Para uma boa parte dos leitores, não há nada melhor que receber diariamente um jornal impresso, logo cedo em sua casa, e a Tribuna cumpre esse papel. “Somos o único jornal de circulação diária impresso no estado de Alagoas no formato padrão ANJ [Associação Nacional de Jornais]. Nesses 18 anos, foram ininterruptas as edições. Chegando à casa dos assinantes e principais bancas de jornais e revistas do estado”, frisou a diretora comercial.
Se tem uma preocupação dos que fazem a Tribuna, acrescentou, é levar para o leitor assuntos importantes e com credibilidade, que são fundamentais para a democracia. E, conforme Marilene Canuto, é importante levar a informação com seriedade, leveza e qualidade. Destacando, ainda, acontecimentos especiais ao longo das 5 mil edições, como os projetos de lei da publicidade legal para as SAs e o poder público, que foram tramitadas no Congresso Nacional. “Quando colocamos no mercado oficialmente o jornal Tribuna Independente em sua primeira edição histórica, o feito era esperado por toda sociedade, agências de publicidade, comunicadores dos mais diversos segmentos (jornal, rádio, TV e assessorias de comunicação), por conta da nossa história que veio com o fechamento do jornal que fazíamos parte e juntos, jornalistas e gráficos por decisão unânime com a parceria dos sindicatos (Sindjornal e Sindigráficos) e com orientação da OCB/Sescoop, fundamos a cooperativa, tendo como produto principal o jornal impresso e desde 10 de julho com a edição nº 1 chegando ao mercado e, ininterruptamente, comemoramos a edição nº 5 mil”, afirmou.
A marca de n° 5 mil representa, para Marilene Canuto, vitória para os que fazem o jornal Tribuna Independente. Vitória compartilhada com os anunciantes, assinantes, leitores, colaboradores e a sociedade em geral. “Todos são de fundamental importância para chegarmos até aqui, com a marca de 5 mil edições. Temos tornado a escuridão em uma claridade de notícias com informação de qualidade e também de independência; sabendo que sempre haverá espaço para um meio de comunicação que tenha como ética e independência a sua base principal, apurando fatos com a isenção como um bom jornalismo deve ser feito. Tudo se resume em muito tralhado, dedicação e amor pela profissão. Obrigada aos gráficos também que têm um papel fundamental na finalização do jornal com a impressão para que chegue ao leitor logo nas primeiras horas da manhã de cada dia”, finalizou o agradecimento a diretora comercial.
A Tribuna é a força de um
modelo que honra o jornalismo
A presidenta da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e membro do Comitê Executivo do Conselho de Gênero da Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ), Samira de Castro, enalteceu o trabalho jornalístico desenvolvido pela Tribuna.
Na sua avaliação, a marca de 5 mil edições do jornal Tribuna Independente é um feito profundamente simbólico para o jornalismo brasileiro. Em um cenário de desafios econômicos, ameaças à liberdade de imprensa e profundas transformações tecnológicas, afirmou a representante dos jornalistas brasileiros, ver um veículo cooperado chegar a essa longevidade com independência, credibilidade e compromisso com a verdade é motivo de celebração para toda a categoria. “A Tribuna representa, especialmente, a força e a resistência de um modelo que honra as melhores tradições da nossa profissão: o cooperativismo. Ser hoje a única cooperativa formada por jornalistas e gráficos em atividade no país é mais do que um diferencial. É uma afirmação de que é possível produzir jornalismo de qualidade com autonomia, democracia interna e participação coletiva”, enalteceu.
Conforme Samira de Castro, a história da Tribuna Independente mostra que, quando jornalistas e gráficos se organizam para defender a informação como bem público, o resultado é um jornalismo mais forte, mais livre e mais comprometido com a sociedade.

Ela lembrou que o Nordeste ainda é a região com o maior número de desertos de notícias do país, ou seja, possui mais áreas sem um único meio de comunicação dedicado ao noticiário do próprio lugar. “Dos municípios nordestinos, 54,7% deles não possuem nenhum tipo de veiculação jornalística de sua mesma localidade. Em Alagoas, 60,7% das 102 cidades do Estado ainda estão nessa condição. O jornalismo local, conectado diretamente com as demandas da população, subsidia tomadas de decisão que definem o destino das comunidades. Neste sentido, a população de Alagoas deve orgulhar-se de ter o hornal Tribuna Independente. São 5 mil edições proporcionando o acesso a notícias de relevante interesse público, garantindo cidadania”, frisou.
Ainda conforme Samira de Castro, o fato de ser o único jornal impresso em circulação diária no estado aumenta a relevância social e a responsabilidade da Tribuna Independente. “Por isso, vida longa a esta iniciativa pioneira e arrojada de gráficos e jornalistas! Que venham muitas outras edições, sempre mantendo viva a missão de informar com responsabilidade e coragem”, desejou a presidente da Fenaj.
O presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Alagoas (Sindjornal), Alexandre Henrique Lino, recordou que participou de perto da construção dessa história. “Fui um dos muitos jornalistas que ocuparam o antigo prédio na busca por direitos. Hoje temos ainda mais a confirmação de que estávamos certos, pois a equipe tinha a competência necessária para chegar mais longe. É muito chão percorrido contando as histórias que mudaram a história de Alagoas. E eu os vi e li de perto. Parabéns!”
Personalidades enaltecem o jornalismo
ético praticado ao longo dos anos
História da Tribuna Independente é um marco no jornalismo alagoano, com verdade e seriedade
O superintendente do Sescoop Alagoas, Adalberon Sá Júnior, pontuou que celebrar a edição de número 5 mil da Tribuna Independente é muito mais do que reconhecer um marco editorial. “É afirmar a força de um projeto que nasceu da união, da coragem e da visão coletiva – valores que definem o cooperativismo. Em um cenário onde tantos veículos sucumbirem, a Tribuna se mantém firme, diária, independente e comprometida com a verdade. Isso não é acaso: é resultado da escolha por um modelo que coloca pessoas e propósito acima de interesses individuais”, frisou.
Na avaliação de Adalberon de Sá Júnior, durante o Ano Internacional das Cooperativas, em 2025 – quando a Tribuna atingiu a marca das 5 mil edições – esse feito ganhou um significado ainda maior. Ele prova que quando profissionais se unem em torno de um ideal, acrescentou, constroem não apenas um jornal, mas um patrimônio para a sociedade.

Para o presidente do Sescoop Alagoas, a Jorgraf é exemplo vivo de que o cooperativismo não é teoria: é prática que transforma realidades, sustenta projetos e fortalece a democracia. “Em nome do Sescoop Alagoas, registro nossa admiração e nosso orgulho. Que este marco inspire outras iniciativas, porque Alagoas precisa de mais projetos que tenham a coragem e a determinação da Tribuna Independente. Parabéns a todos que fazem essa história acontecer – e que venham muitas outras edições, sempre com a mesma força e compromisso com a informação e com o desenvolvimento do nosso estado”, celebrou.
A cientista política Luciana Santana acredita que celebrar a edição de número 5 mil do jornal Tribuna Independente é reconhecer a força de um veículo que, ao longo de sua trajetória, consolidou-se como referência no jornalismo alagoano.
Segundo ela, em um tempo marcado por rápidas transformações tecnológicas, pela velocidade das redes e pelos desafios à informação qualificada, manter um jornal em circulação é mais que um feito editorial: é um compromisso cívico com a sociedade. “A Tribuna Independente tem exercido, de forma incansável, o papel essencial de informar com seriedade, abrir espaço para o debate público e registrar, dia após dia, a história contemporânea de Alagoas. Não se trata apenas de um jornal – trata-se de um patrimônio cultural e democrático, que honra o ofício jornalístico e nos oferece, a cada edição, a oportunidade de pensar criticamente sobre nosso estado, nosso país e nosso tempo”, salientou.

Para Luciana Santana, é sempre uma honra contribuir com a Tribuna, um veículo que valoriza a pluralidade de vozes, sustenta a independência editorial como princípio e reafirma a imprensa como pilar fundamental da democracia. “Que venham muitas outras edições, muitos outros diálogos e ainda mais histórias para contar. Meus parabéns à equipe, aos jornalistas, colaboradores e leitores da Tribuna Independente. Que esse marco seja apenas mais um capítulo na longa e necessária trajetória de um jornal que faz diferença na vida pública de Alagoas”, celebrou a cientista política.
Para o historiador e vice-reitor do Cesmac, Douglas Apratto, celebrar o número 5 mil de circulação da Tribuna Independente é reconhecer a persistência de um sonho coletivo que resistiu ao tempo, as crises e as intempéries da vida.

“Único jornal diário de Alagoas mantém com imenso sacrifício a tradição de informar com altivez, independência e responsabilidade. É um marco coletivo da força de um grande projeto de informar, mantendo viva a chama de grandes jornais brasileiros. Que venham muitos e muitos mais anos e edições. Avante!”
O coordenador industrial da Jorgraf, Alexandre Moreira, destacou que a Cooperativa dos Jornalistas e Gráficos do Estado de Alagoas é a única no segmento jornalístico, atuando sempre com independência, no cenário nacional e alagoano. “Levamos aos leitores reportagem com credibilidade e apuração dos fatos. Lembro-me do papel importante que tivemos ao defendermos a democracia no nosso país contra aqueles que mais uma vez queriam o autoritarismo e o abuso de poder. A Jorgraf se manteve firme ao escolher o lado da verdade. Somos o único jornal a defender os moradores no caso Braskem, denunciando diariamente com reportagens verdadeiras, sem nos curvarmos aos poderosos. Sinto-me feliz e honrado por fazer parte desses 18 de luta da cooperativa.”
A jornalista e editora de economia do jornal Tribuna Independente, Ana Márcia Barros, salientou que a informação é o produto da Jorgraf. “A Cooperativa de Jornalistas e Gráficos, a nossa Jorgraf, nasceu após sucessivos erros do patronato, que deixou as duas categorias com salários atrasados e sem perspectiva de emprego e renda. Funcionou e segue como um verdadeiro laboratório de empreendedorismo, com muita luta e coragem, nos moldes cooperativista, que já dura quase duas décadas”.
Ela recordou que não foi e não é fácil, mas a Jorgraf cumpre o papel de manter postos de trabalho em um mercado tão maltratado com é atualmente o da comunicação. Na era digital, afirmou a editora de economia, manter um jornal impresso diário como a Tribuna Independente é quase um “milagre”.
Na avaliação de Ana Márcia Barros, o cooperativismo é fundamental para esse mercado de trabalho por formalizar trabalhadores e oferecer trabalho através da autogestão. Assim, os cooperados participam ativamente das decisões, garantindo voz ativa e responsabilidades compartilhadas. “Por meio do noticiário cotidiano dos nossos veículos, ajudamos a formar opiniões e a registrar a história da sociedade, em busca de um mundo mais justo e democrático, condições que só a informação é capaz de promover ao cidadão”, destacou.

Banco do Nordeste
O Banco do Nordeste afirmou que está retomando as linhas de crédito para as cooperativas e está em negociação com várias no estado. “Para esse ano, existe uma novidade que pode impulsionar esse crédito: uma das dificuldades de uma cooperativa ter acesso ao crédito, além da questão cadastral, documental (muitas não são organizadas contabilmente, como são as empresas tradicionais) existe dificuldade de apresentar garantia para um financiamento. Este ano, o governo federal autorizou a cobertura de um Fundo Garantidor (FGI) para garantir o crédito às cooperativas. Então o banco acredita que essa medida vai impulsionar as contratações. Temos linhas de crédito específicas para esse segmento”, antecipou.
O Banco do Nordeste parabenizou a Jorgraf pelo marco da edição de número 5 mil do jornal Tribuna Independente. “Um exemplo para as cooperativas alagoanas, por sua organização, competência e capacidade de trabalho coletivo, o que fica mais evidenciado por seu tempo de atuação, que já abrange quase 19 anos e por reunir duas categorias distintas de profissionais – jornalistas e gráficos – mantendo a edição de um jornal que brinda os alagoanos com um jornalismo isento e com qualidade gráfica”.
Sebrae
Para a analista Ingrid Santos, do Sebrae, o cooperativismo é um divisor de águas pra essas comunidades, principalmente as mais vulneráveis. “Quando a gente vê exemplos como o das marisqueiras do Vergel, fica muito claro que não é só sobre produção, é sobre organização, oportunidade e mudança de realidade mesmo. Lá já existem iniciativas com cursos, projetos sociais, moeda social circulando na comunidade e até parcerias que transformam resíduos em produto, como as cascas de marisco sendo reaproveitadas pela indústria”.
Ou seja, completou, o cooperativismo é um grande passo porque tira o produtor da informalidade e do isolamento, e leva para um ambiente de organização, escala, acesso a mercado e desenvolvimento. Mais do que uma estrutura produtiva, a cooperativa vira um instrumento de transformação social.
Na avaliação de Ingrid Santos, as cooperativas não apenas geram renda, mas fortalecem vínculos, criam oportunidades e ajudam a construir um futuro diferente para essas comunidades. Isso impacta diretamente não só os cooperados, mas a economia do município como um todo. “E quando o grupo está organizado, ele também consegue avançar em coisas que sozinho seriam muito difíceis, como acesso a mercados mais estruturados e certificações, como SIM, SIE, SIF e SISBI. Muitos consórcios intermunicipais ajudam nesse processo, apoiando os municípios na estruturação e concessão desses selos”, explicou.
Ingrid Santos afirmou que o Sebrae atua muito forte, apoiando tanto as cooperativas quanto os cooperados, desde gestão até a parte técnica. De acordo com a analista do Sebrae, quando o produtor melhora, a cooperativa cresce junto, é direto. “E a gente está sempre próximo, pensando em como fortalecer esses grupos, porque no fim, como Domício Silva (superintendente do Sebrae) sempre fala, nosso propósito não é só melhorar o CNPJ, CAF ou CIB, é transformar vidas”, finalizou.
Sicredi
O gerente de Desenvolvimento de Negócios da Sicredi Expansão, Fabio Silveira, relatou que as cooperativas precisam ter segurança financeira para poder funcionar. “Ter conhecimento e gestão de negócios é outro ponto importante. Um dos pontos que vejo é justamente o conhecimento da gestão de negócio. Tem que entender muito daquele produto, daquela operação. Questões tributárias, questões trabalhistas e planejamento empresarial também são necessários”.



