Bartpapo com Geraldo Câmara
O JOVEM POLITICANDO
A transmutação do jovem em termos políticos é algo em que a sociedade como um todo precisa pensar e pensar muito sobretudo em como a condução desse jovem para a atividade política vai acontecer. E quando falamos em atividade política não quer dizer que tenhamos que prepará-lo para uma atuação direta em cargos políticos, eletivos ou não. Quer dizer que a cabeça deles, a sua inteligência deve ser orientada para uma participação cívica dentro dos assuntos que envolvem um país.
O jovem que não tem a possibilidade de entender o que se passa em todos os setores da vida de uma nação acaba por estar alijado e não participante do futuro pessoal e pátrio. E aí, isso só é resolvido quando a educação puder atingir todos os níveis e não deixar de fora essa imensa parcela da população em absoluta fase de formação.
Em boa hora vemos uma grande mobilização no sentido de que o jovem de 16 anos tire seu título de eleitor e participe das eleições já colocando o seu voto, o que vem acontecendo em boa escala. Mas será que o seu voto já está proporcionalizado em relação ao seu conhecimento político? Essa introdução ao sistema o faz um cidadão ou cidadão politizado? Claro que não. Por outro lado, a mixórdia partidária permite que alguém esteja familiarizado com os verdadeiros princípios da democracia e da ciência política? Ciência? Haverão de perguntar os nossos leitores. Claro. Primordialmente a política é uma ciência que deveria ser estudada e aplicada com a veracidade de seus fundamentos. Não o é porque o país, por princípio, não aplica desde a infância do cidadão os princípios políticos que regem a vida.
Se a seriedade do país entendesse que a criança quando nasce já é induzida a uma política de vida; que a orientação familiar em todos os aspectos já trata politicamente de sua existência, ainda que não o saibam, talvez o problema fosse tratado de maneira muito mais objetiva e contundente levando aquele ser humano a reflexões futuras. É exatamente aí que se esbarra nas diferentes castas sociais de um país em desenvolvimento, pobre em vários sentidos e desligado da formação de sua população futura. Não só nos cálculos preliminares e nem nos conhecimentos do alfabeto, mas num verdadeiro introdutório de vida que os levem no futuro a uma politização correta, mas sobretudo com independência de pensamentos e de escolhas.
Hão de dizer os meus leitores que tudo isso é teoria. Claro que sim. Porque da teoria é que nasce a prática. Pensar é uma atitude que deveria fazer parte de nossos currículos e p E de jovenensar nos tempos de hoje ainda é uma raridade que só acontece em determinados cérebros que a isso foram condicionados. Se a sociedade fosse levada a pensar, a fazer com que os neurônios produzissem mais, possivelmente a politização já estivesse muito mais enraizada e o conhecimento dos caminhos que levam a uma política séria estariam muito mais bem avaliados por essa mesma sociedade.
Poderíamos levar este assunto muito longe, mas não é o caso. O que gostaríamos de deixar patenteado é que a participação do jovem brasileiro no processo eleitoral comece pelo voto, claro! Mas que ela se estenda gradativamente a um estudo, por parte deles, mais profundo do que é; de como funciona e como pode funcionar a política brasileira.
Aí, sim, caminharemos para um alvo futuro de altíssima valia. Se não tivermos essa revolução o futuro será e continuará incerto. O que é uma pena, para um país tão rico, sobremodo de gente. E de jovens.
FOTONOTAS

RONALDO LESSA – Não há o que se falar de Ronaldo Lessa. Só quem pensa que já falou tudo se enganou. Ronaldo é uma eterna caixinha de surpresas de onde se pode esperar as mais interessantes opções. Quando se pensa que ele vai por um caminho, inteligentemente segue outro. E por aí vai provando que fazer política não é uma arte para qualquer um. Realmente é para poucos e ele, Ronaldo, é um deles. Tem demonstrado ao passar dos anos que continua absolutamente lúcido mostrando e se conduzindo no caminho certo da vida. Um ou outro atalho, mas sempre na estrada principal. Sou seu fã.

RODRIGO CUNHA – Rodrigo começou muito jovem na política. Proveniente de um imenso drama familiar, conseguiu se posicionar e se colocar muito bem na vida, explorando seus conhecimentos e suas vivências, no bom sentido. Daí a se tornar senador da república foi quase um pulo. E com alguns anos de convivência com este poder tornou-se também um articulador que acabou levando-o a prefeito da cidade Maceió. Hoje, acompanhando o trabalho já desenvolvido por JHC, mas implementando suas próprias ideias, vai tocando a vida com bastante personalidade. Um abraço, Rodrigo!
PARE PRA PENSAR
E porque a hora realmente é de se pensar muito, não perca tempo mas também não leve a vida pensando. Ponha em prática o que de melhor pensou.
ALERTAS DO DIA
* Estamos nos aproximando do final do ano quando as movimentações políticas em termos de novas posses vão acontecer e, sinceramente quero ver entrar o novo ano sem surpresas desagradáveis. O brasileiro precisa se acostumar cada vez mais com o processo sucessório que, aliás, nunca foi problema no Brasil, a não ser em função de períodos revolucionários. Agora, chega de surpresas, de quebrações e de contestações. As eleições foram perfeitas, as apurações idem, portanto nada leva a badernas extemporâneas.
* O “Bartpapo com Geraldo Câmara” deste sábado vai mostrar uma bela entrevista com Jorge Venerando. Quem é da velha guarda lembra-se bem dele no comando da Polícia Federal e sempre muito ativo. Agora, lançou um manifesto pedindo pela democratização das polícias, pela valorização profissional e por uma segurança pública comprometida com a constituição e os direitos humanos. E se intitula como estando à frente deste movimento em nome dos policiais federais progressistas. Completa enviando o apelo ao presidente Lula para que siga essa cartilha..
* A Comissão de Assuntos Urbanos da Câmara de Maceió está debruçada sobre os assuntos que devem ser discutidos visando o Plano Diretor da cidade Maceió. Os próximos assuntos poderão ser a questão do gabarito na zona norte, a questão dos edifícios “pé na areia” que realmente estão dando o que falar e a questão que não sai de moda que é a problemática dos bairros afundados. Afinal, até hoje, nem a Braskem nem ninguém se posicionou em como será o futuro daquela área. Perdida? Explorada pela empresa afundadora? Não há solução a curto praz e a que prazo será, ninguém sabe responder.
* Arapiraca comemorou e ainda está comemorando seus 102 anos de independência. Na realidade deveria sempre comemorar o progresso que a cada ano vem mostrando a todos com uma administração profundamente eficaz, à frente o prefeito Luciano Barbosa a quem admiro desde muitos anos atrás. Ultimamente não venho conseguindo trazê-lo ao nosso Bartpapo, mas assim que o fizermos estaremos relembrando ações e obras de um prefeito e ex-governador absolutamente incansável.
POR AÍ AFORA
# Ver o presidente Trump sofrer uma derrota nos Estados Unidos e o seu partido Republicano depois de muitos anos perder para os Democratas é muito importante porque acaba em muito com a empáfia deste presidente absolutamente louco que acha que pode ser o rei do mundo. Perdendo em seu próprio país talvez comece a baixar um pouco a crista de galo perdido no meio de seu próprio galinheiro. Com menos poder, quem sabe, acredite em democracia?
# O brasileiro Felipe Sousa-Lazaballet, de 40 anos, foi eleito deputado estadual na Flórida nas eleições de meio de mandato . Nascido no Rio de Janeiro, ele venceu a disputa pelo Distrito 42, na região de Orlando, pelo Partido Democrata, e se tornou o primeiro brasileiro a conquistar uma cadeira no Legislativo estadual do estado. Após a confirmação do resultado, Felipe comemorou a vitória nas redes sociais e relembrou sua trajetória como imigrante nos Estados Unidos. Ele destacou que chegou ao país ainda adolescente, aos 14 anos, e viveu cerca de 15 anos sem documentação migratória regular antes de avançar na regularização de sua situação.
# O Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, ligado ao Partido Democrata, criticou a decisão do governo americano de conceder vistos ao senador Flávio Bolsonaro e a seus familiares. O grupo comparou a medida ao tratamento dado pelos EUA a pessoas que buscam proteção por causa de conflitos no Sudão e no Haiti. Na manifestação, os democratas afirmaram que não há asilo para quem foge da guerra no Sudão ou da crise no Haiti, mas que o governo teria aberto espaço para Bolsonaro. A postagem também sugeriu favorecimento político ao citar o ex-presidente Donald Trump e a postura de autoridades americanas diante do caso.
Amanhã, sábado é dia de “BARTPAPO com Geraldo Câmara”. Na BAND, canal 38.1 aberto; NET CLARO, canais 18 e 518; BRISANETE, canal 14; VIVO, canal 519. Das 8 às 9h da manhã. Assista e inscreva-se também pelo Youtube no canal “Programas do Geraldo Câmara”. Fale conosco pelo [email protected] ou pelo Whats’App 82 99977-4399
Bartpapo com Geraldo Câmara
Sobre
Jornalista, apresentador do programa Bartpapo na Band Maceió e Diretor de Comunicação do Tribunal de Contas de Alagoas




