Enio Lins
A fuga das galinhas amarelas e o carcarejar do golpe

“Galinhas Verdes” virou sinônimo para os integralistas, numa invenção satírica atribuída ao Barão de Itararé (Aparício Torelly, vivente entre 1875 e 1971, o maior satirista da imprensa brasileira em todos os tempos). Com esse termo se alfinetava fundo usando os próprios preconceitos supremacistas da versão brasileira do Nazifascismo, pois à predadora águia hitlerista, voraz e voadora de longo curso, se substituía por uma simples galinha ciscadeira, de voos curtos, predisposta a fugir de embates.
Bolsonaro Júnior (assim como pai e manos) é um frango que só canta de galo quando acha que está em grande vantagem. Na dificuldade, corre. Ou voa a mais de mil, a bordo de jatos luxuosos. Flávio é a cópia cagada e cuspida do pai: covarde, golpista e falastrão. Na presepada da fuga repete a atitude do genitor, quando, derrotado em 2022, amarelou e fugiu para os Estados Unidos para, de lá, tentar um golpe de Estado. É isso o que o candidato derrotado em 2026 quer repetir: promover um golpe de Estado. A “carta” divulgada pelo meliante fugidio é uma confissão deslavada do crime prometido.
Semianalfabeto, como de resto toda família-quadrilha, nas primeiras versões do “é verdade esse ‘bilete’”, Flávio – em sua genuína ignorância – escreveu Brasil com z (ato falho trumpista?): “Estados Unidos do Brazil”. A denominação oficial é “República Federativa do Brasil”. Detalhes reveladores da ojeriza bolsonarista à cultura e às normas e leis vigentes. Zero-Um é um bandido burro (desculpem-me burros e galinhas pela comparação).
Enfim, tal qual o pai presidiário, Flávio achou melhor jair se consolidando mundialmente como golpista fujão, patético e perigoso – seu ideário assumido é do gangsterismo global: uma mistura à direta de Mussolini, Plínio Salgado, Quisling, Marcola e Al Capone, com a desvantagem de não saber ler nem escrever direito.
Enio Lins
Sobre
Enio Lins é jornalista profissional, chargista e ilustrador, arquiteto, membro efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas. Foi presidente do DCE da UFAL, diretor do Sindicato dos Jornalistas, vereador por Maceió, secretário de Cultura de Maceió, secretário de Cultura de Alagoas, secretário de Comunicação de Alagoas, presidente do ITEAL (Rádio e TV Educativas) e coordenador editorial da OAM.




