Enio Lins
Uma vitória de imensa relevância histórica e mundial

25 de outubro de 2026 entra para a história no modo eufórico. A vitória de Lula, de virada, no 2º turno, foi saudada nos principais centros do planeta como uma derrota de Trump, das bigtechs, da ultradireita etc. E é. Um triunfo da Democracia. Lula & Alckmin enfrentaram ainda o grosso do poder econômico-financeiro, o crime organizado, a indústria de fake news, prefeitos e empresários que bloquearam o transporte de eleitores... e até a presidência do TSE, que tomou medidas de ativismo político como – por exemplo – as tentativas de censurar o grupo de zap “Exército de Lula”, enquanto garantia o funcionamento de grupo semelhante para o adversário.
Num fato inédito, a conquista de Lula influenciará alhures. Ruas na capital argentinas ficaram lotadas conforme estampado pela revista Pacto: “¡Buenos Aires estalló de alegría por la victoria de Lula en Brasil!”. Nos Estados Unidos, o grupo MAGA no Partido Republicano entra nas decisivas eleições de meio mandato, em novembro, pagando a conta de que, como o New York Times noticiou, “a vitória de Lula é uma impressionante repreensão à onda conservadora que assola a América Latina (...), uma perda para o presidente Trump”.
Gigantes como o grupo Meta (Instagram, Facebook, WhatsApp...) jogaram pesado contra Lula. Milei, presidente da Argentina, numa provocação diplomática, veio ao Brasil para atacar o presidente brasileiro. Trump, além de aplicar taxas para a prejudicar a economia brasileira, acolhe agentes bolsonaristas condenados pela justiça, como Dudu Bananinha, Paulo Neto do Figueiredo, Alexandre Ramagem e outros, garantindo-lhes condições para atacar Lula através de redes de fake news sediadas nos Estados Unidos.
Sobre André Janones, líder decisivo numa guerra digital que envolveu 128,2 milhões de eleitores na batalha final, escreverei depois, por ora fica meu aplauso emocionado.
Enio Lins
Sobre
Enio Lins é jornalista profissional, chargista e ilustrador, arquiteto, membro efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas. Foi presidente do DCE da UFAL, diretor do Sindicato dos Jornalistas, vereador por Maceió, secretário de Cultura de Maceió, secretário de Cultura de Alagoas, secretário de Comunicação de Alagoas, presidente do ITEAL (Rádio e TV Educativas) e coordenador editorial da OAM.




