Enio Lins

Aonde Flávio B vai cortar com sua tesoura miliciana

Enio Lins 21 de outubro de 2026

Talvez você não precise, mas certamente tem notícia sobre o Programa Farmácia Popular. Criado em 2004, pelo presidente Lula, visa fornecer medicamentos e insumos (como fraldas geriátricas e absorventes higiênicos) gratuitamente. A lista contempla 41 itens atendendo condições como diabetes, hipertensão, Parkinson, asma...

Beneficia 24,5 milhões de pessoas por ano, 71% são idosos, mulheres são 63%. Está presente em cinco mil municípios, através de 31 mil farmácias credenciadas na rede privada. Estão previstos investimentos de R$ 7,6 bilhões até o final de 2026. Essa política de gigantesco alcance social será destruída se o bolsonarismo voltar à presidência. Não se trata de suposição: Em 2018, Temer deixou recursos para o programa orçados em R$ 3,047 bilhões. Jair, ao sair, esperando voltar reeleito, estabeleceu para 2023 apenas R$ 842 milhões. Lula, eleito, elevou o patamar para R$ 2,97 bilhões, salvando o programa.

Como o Farmácia Popular existem dezenas de programas nas áreas de Educação, Saúde, Cultura, Esporte, MPEs etc. Essas iniciativas têm garantido crescimento econômico com inclusão social. Entre 2019 e 2022, Bolsonaro, com seus cortes em programas sociais para beneficiar exclusivamente os mais ricos, rebaixou o Brasil para a 12ª posição entre as maiores economias do planeta. Lula devolveu o Brasil para o time das 10 maiores, segundo as projeções do FMI para 2026, com um PIB de 2,64 trilhões de dólares. Em 2022, Jair entregou um PIB de US$ 1,92 trilhões, abaixo do PIB de US$ 1,97 tri que recebeu de Temer. Ah, houve a pandemia? Não justifica, pois o Covid prejudicou todos os países do mundo no mesmo período. O fato é que Lula, com programas sociais e tudo, fez o Brasil crescer mais 34,01% comparado a Temer e mais 37,05% em relação a Jair.

Flávio B anuncia um corte na ordem de R$ 250 bilhões no Orçamento caso chegue à presidência. Você acha que essa foice vai vadiar onde? No segmento do Banco Master?