Enio Lins
Aonde Flávio B vai cortar com sua tesoura miliciana

Talvez você não precise, mas certamente tem notícia sobre o Programa Farmácia Popular. Criado em 2004, pelo presidente Lula, visa fornecer medicamentos e insumos (como fraldas geriátricas e absorventes higiênicos) gratuitamente. A lista contempla 41 itens atendendo condições como diabetes, hipertensão, Parkinson, asma...
Beneficia 24,5 milhões de pessoas por ano, 71% são idosos, mulheres são 63%. Está presente em cinco mil municípios, através de 31 mil farmácias credenciadas na rede privada. Estão previstos investimentos de R$ 7,6 bilhões até o final de 2026. Essa política de gigantesco alcance social será destruída se o bolsonarismo voltar à presidência. Não se trata de suposição: Em 2018, Temer deixou recursos para o programa orçados em R$ 3,047 bilhões. Jair, ao sair, esperando voltar reeleito, estabeleceu para 2023 apenas R$ 842 milhões. Lula, eleito, elevou o patamar para R$ 2,97 bilhões, salvando o programa.
Como o Farmácia Popular existem dezenas de programas nas áreas de Educação, Saúde, Cultura, Esporte, MPEs etc. Essas iniciativas têm garantido crescimento econômico com inclusão social. Entre 2019 e 2022, Bolsonaro, com seus cortes em programas sociais para beneficiar exclusivamente os mais ricos, rebaixou o Brasil para a 12ª posição entre as maiores economias do planeta. Lula devolveu o Brasil para o time das 10 maiores, segundo as projeções do FMI para 2026, com um PIB de 2,64 trilhões de dólares. Em 2022, Jair entregou um PIB de US$ 1,92 trilhões, abaixo do PIB de US$ 1,97 tri que recebeu de Temer. Ah, houve a pandemia? Não justifica, pois o Covid prejudicou todos os países do mundo no mesmo período. O fato é que Lula, com programas sociais e tudo, fez o Brasil crescer mais 34,01% comparado a Temer e mais 37,05% em relação a Jair.
Flávio B anuncia um corte na ordem de R$ 250 bilhões no Orçamento caso chegue à presidência. Você acha que essa foice vai vadiar onde? No segmento do Banco Master?
Enio Lins
Sobre
Enio Lins é jornalista profissional, chargista e ilustrador, arquiteto, membro efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas. Foi presidente do DCE da UFAL, diretor do Sindicato dos Jornalistas, vereador por Maceió, secretário de Cultura de Maceió, secretário de Cultura de Alagoas, secretário de Comunicação de Alagoas, presidente do ITEAL (Rádio e TV Educativas) e coordenador editorial da OAM.




