Enio Lins
O risco iminente do crime organizado ganhar a eleição

Faltam apenas cinco dias para o Brasil decidir se a presidência da República será entregue ao crime organizado. Em 2018, a criminalidade venceu.
Bem-posicionado pelo primeiro lugar no 1º turno, o filho do presidiário Bolsonaro representa o que sempre representou, o político que: homenageou o maior assassino de aluguel do Rio de Janeiro, o capitão miliciano Adriano da Nóbrega; homenageou o tenente-coronel Cláudio Luiz Silva de Oliveira, condenado pelo assassinato da juíza Patrícia Acioli; propôs eliminar a identificação nos cartuchos de munições; é amigo-irmão de Rodrigo Bacellar, ex-presidente da ALERJ, preso por ligações com o Comando Vermelho; é amigo-irmão do ex-deputado carioca TH Joias, preso por ser integrante do Comando Vermelho; é amigo-irmão do ex-prefeito de Belfort Roxo, Márcio Canella, preso por ligação com o Comando Vermelho (Flávio indicou a própria mãe, Dona Rogéria, para suplente do Canella)... resumindo, vamos ficar por aqui, pois as ligações de Flávio e de toda família Bolsonaro com o banditismo é coisa para um livro e não para uma coluna.
Lula amarga a segunda posição no 1º turno, mas sua campanha se agiganta. Lula é o candidato contra o banditismo, como pode ser comprovado pela demolição da quadrilha Banco Master e as prisões de Daniel Vorcaro e seu cúmplice e cunhado, Fabiano Zettel; a liberação de R$ 11 bilhões para o Programa Brasil Contra o Crime Organizado; pela criação do Sistema Prisional de Segurança Máxima, com padronização de unidades estaduais com bloqueadores de celular e equipamentos de raio-X para impedir que líderes comandem crimes de dentro da cadeia... resumindo, vamos ficar por aqui, pois as ações de Lula contra o crime organizado é coisa para um livro e não para uma coluna.
Mas o crime organizado venceu no 1º turno e tem chance de ganhar a presidência. O resultado dependerá do seu voto e da sua disposição em conquistar mais um voto para ajuntar ao seu.
Enio Lins
Sobre
Enio Lins é jornalista profissional, chargista e ilustrador, arquiteto, membro efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas. Foi presidente do DCE da UFAL, diretor do Sindicato dos Jornalistas, vereador por Maceió, secretário de Cultura de Maceió, secretário de Cultura de Alagoas, secretário de Comunicação de Alagoas, presidente do ITEAL (Rádio e TV Educativas) e coordenador editorial da OAM.





