Enio Lins

O risco iminente do crime organizado ganhar a eleição

Enio Lins 19 de outubro de 2026

Faltam apenas cinco dias para o Brasil decidir se a presidência da República será entregue ao crime organizado. Em 2018, a criminalidade venceu.

Bem-posicionado pelo primeiro lugar no 1º turno, o filho do presidiário Bolsonaro representa o que sempre representou, o político que: homenageou o maior assassino de aluguel do Rio de Janeiro, o capitão miliciano Adriano da Nóbrega; homenageou o tenente-coronel Cláudio Luiz Silva de Oliveira, condenado pelo assassinato da juíza Patrícia Acioli; propôs eliminar a identificação nos cartuchos de munições; é amigo-irmão de Rodrigo Bacellar, ex-presidente da ALERJ, preso por ligações com o Comando Vermelho; é amigo-irmão do ex-deputado carioca TH Joias, preso por ser integrante do Comando Vermelho; é amigo-irmão do ex-prefeito de Belfort Roxo, Márcio Canella, preso por ligação com o Comando Vermelho (Flávio indicou a própria mãe, Dona Rogéria, para suplente do Canella)... resumindo, vamos ficar por aqui, pois as ligações de Flávio e de toda família Bolsonaro com o banditismo é coisa para um livro e não para uma coluna.

Lula amarga a segunda posição no 1º turno, mas sua campanha se agiganta. Lula é o candidato contra o banditismo, como pode ser comprovado pela demolição da quadrilha Banco Master e as prisões de Daniel Vorcaro e seu cúmplice e cunhado, Fabiano Zettel; a liberação de R$ 11 bilhões para o Programa Brasil Contra o Crime Organizado; pela criação do Sistema Prisional de Segurança Máxima, com padronização de unidades estaduais com bloqueadores de celular e equipamentos de raio-X para impedir que líderes comandem crimes de dentro da cadeia... resumindo, vamos ficar por aqui, pois as ações de Lula contra o crime organizado é coisa para um livro e não para uma coluna.

Mas o crime organizado venceu no 1º turno e tem chance de ganhar a presidência. O resultado dependerá do seu voto e da sua disposição em conquistar mais um voto para ajuntar ao seu.