T+ Claudio Bulgarelli

Presidentes de colônias de pescadores cobram de ministro da Pesca defeso para profissionais do complexo estuarino

T+ Claudio Bulgarelli 19 de outubro de 2026
Presidentes de colônias de pescadores cobram de ministro da Pesca defeso para profissionais do complexo estuarino
visita - Foto: Divulgação

Presidentes de várias colônias de pescadores do Complexo Estuarino Lagunar Mundaú-Manguaba (CELMM), presentes na reunião com o ministro Edipo Araujo, que cumpriu agenda oficial em Alagoas nesta segunda-feira (19), com uma série de compromissos voltados ao diálogo com pescadores artesanais, cobraram a implantação de um período de defeso ecológico geral para os quase 10 mil pescadores artesanais das 9 colônias que fazem parte da região, dividida entre os municípios de Maceió, Marechal Deodoro, incluindo o polo gastronômico da Massagueira, Coqueiro Seco, Pilar e Santa Luzia do Norte e Satuba.

Segundo a Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária, Pesca e Aquicultura (Seagri), esse benefício ambiental e financeiro é voltado apenas para espécies marinhas ou de água doce específicas, como o camarão, a lagosta e os peixes que passam pela piracema (como no Rio São Francisco). Os pescadores artesanais das duas lagoas, que já enfrentaram restrições de navegação e pesca decorrentes de questões de segurança e impactos ambientais provocados pela Braskem, solicitaram do ministro ajuda para os quatro meses da quadra chuvosa.
É que segundo a presidente da Colônia Z-02, do Pontal da Barra, e atual presidente da Federação dos Pescadores e Aquicultores do Estado de Alagoas (FEPEAL) Maria José da Silva Santos, a Fia, o período de maiores precipitações no estado ocorre historicamente entre os meses de abril e agosto, gerando uma série de fatores climáticos e biológicos que inviabilizam o trabalho dos pescadores, principalmente no Complexo Estuarino Lagunar Mundaú-Manguaba.