Petrucia Camelo

ELEIÇÕES: O MOMENTO POLÍTICO

Petrucia Camelo 24 de setembro de 2026

Diante de malogradas experiências vivenciadas anteriormente, sugere-se que a escolha de representantes políticos não se deva pautar tão somente na performance do candidato apresentando o óbvio.

Os discursos acirrados dos partidos políticos, os recursos audiovisuais utilizáveis, o tempo disponível concedido aos partidos para a propaganda eleitoral, disseminado pelos veículos de comunicação e outros recursos que motivam a apresentação do candidato, não representam substanciar por si mesmos a garantia de que o eleitorado fará a escolha acertada.

Não se deve esquecer que o cumprimento do discurso não ocorre durante a campanha; os políticos, por sua vez, cumprirão as suas promessas depois de eleitos.

O eleitorado deve levar o olhar para o discurso que contém a definição de valores compatíveis com a identidade do candidato e que as propostas apresentadas tenham pelo menos o mínimo de condições de serem exequíveis, embora se saiba que, depois do manto da vitória ser jogado sobre os ombros, faz-se necessário muito equilíbrio para não distorcer as propostas apresentadas na época da campanha, já que os interesses e influências recebidas, o sentimento de onipotência distorcido, as benesses do poder que geram ações contraditórias são ervas daninhas plantadas em solo fértil.

O momento político não é de aplausos; por sua importância é de pausa para reflexão. É oportuno para descerrar véus, abrir cortinas, plasmar situações obscuras vivenciadas, planejar e definir caminhos para um futuro próximo, para não haver frestas onde possam ocorrerem fatos desencadeantes de desestruturações que acometem aqueles que se esforçam e que muito trabalham.

Compreende-se que o momento eleitoral é cívico, é de grande importância para o País, e o que importa é o País. Faz-se necessário tomar-se consciência da necessidade expressa de eleger-se candidatos que encarnem o espírito de luta contínua, sem trégua, que possuam o entendimento e o preparo para que entendam que, durante o exercício do mandato, não haverá tempo suficiente para perda de tempo e nem para redimir-se de erros cometidos, e que é preciso que pelo menos sinalizem que terão condições de exercer, na prática, o discurso da campanha, que promove oportunidades de mudanças, levando as transformações, ao desenvolvimento.

Deve-se também levar em consideração, dentre outros aspectos que traçam o perfil da imagem dos candidatos, que sejam mulheres ou homens, a preocupação, sem querer ser seletivo, com a qualidade do ser humano que se apresentam: se possuem características próprias de líderes, se são identificados por valores e se tratam com respeito os seres humanos e as instituições do seu País. Deve-se esperar que é o conjunto de aptidões e de esforços que levam a população a eleger candidatos compatíveis com a esperança em dias melhores.

É preciso apresentar-se o novo em detrimento do que seja contraditório, o que exalta as qualidades do ser humano, as propostas que desestabilizam o panorama de contradições expressas no cotidiano, aí instaladas, do que elimina paulatinamente as raízes do bem comum, do que foge à regra, do que leva à perda do equilíbrio organizacional da sociedade. É fundamental apresentar o que faz vislumbrar o progresso no futuro, a curto e a médio prazo, de forma que as resultantes sirvam de exemplos para as gerações seguintes.