Bartpapo com Geraldo Câmara

AS VOLTAS QUE O MUNDO DÁ

Bartpapo com Geraldo Câmara 04 de setembro de 2026

Não é atoa que a terra é redonda e que o mundo dá voltas diárias em torno de si mesmo propiciando as melhores vistas, climas, tudo o que se pode imaginar de bom, de belo e até de ruim, de guerras, de sofrimentos e tantas mazelas que a vida nos mostra.

Com o mundo giramos nós em torno da vida que construímos, dos amigos que fazemos, do trabalho que exercemos, dos contatos bons ou ruins que precisamos administrar durante nosso tempo neste mundo. Alguns dizem que um mundo louco, outros, que loucos somos nós que não o compreendemos mas, na verdade somos uma somatória, nós e o mundo que nem escolhemos para viver mas é o que temos. Se é assim, não podemos deixar que ele se volte contra nós. É preciso que entendamos que somos, humanidade e mundo, o nosso único espaço, o nosso único lugar e por ele e com ele precisamos viver.

Integração, terra e humanidade deve ser o grande lema porque se em alguns momentos somos por ele maltratados, sem dúvida alguma em muitas outras somos nós que o maltratamos sem dó nem piedade. Vejam o número de anos que foram necessários desde que o mundo é mundo para que as florestas verdejassem, crescessem, oxigenassem nossa terra. Veja, quantos milhões de anos foram necessários para que nossos mares tivessem sua própria fauna e sua própria flora. Veja, que coisa maravilhosa foi a natureza deste planeta em todos os seus ângulos, em todas as cores e matizes. Essa foi a fantástica parte que ganhamos sem fazer força.

E aí, inverte-se o processo e estamos nós, simples e passantes humanos por aqui a destruir aquilo que quando nascemos já ganhamos como um presente divino. Com que autoridade, deixamos os plásticos entrarem oceanos adentro e consumirem as raríssimas e belas espécies que por lá vivem? Com que autorização tocamos fogo naquelas florestas que, sem culpa, caem aos nossos caprichos? Com que permissão imundamos nossas belas paisagens com nosso lixo de toda a categoria? São perguntas, simples perguntas a nós todos que por aqui vivemos e que, um dia vamos deixar de viver mas deixando a nossa atrevida e maldosa intervenção neste mundo maravilhoso.

Aí, buscamos entender as reações da natureza e não conseguimos ou não queremos entender o porque as barragens caem, o motivo pelo qual os rios transbordam e as enchentes acontecem provocando tragédias as mais dolorosas. As extrações minerais que provocamos, os incêndios dolorosos que também ativamos e que depois nos destroem também, tudo isso provocando a volta, a incrível reação a que os humanos ainda não se acostumaram.

O equilíbrio da natureza sempre foi quebrado pelo homem. Somos nós os responsáveis por essa volta, por essa natureza enfurecida que não quer e não pode nos entender em muitas ocasiões. Somos nós que não queremos enxergar que estamos plantando mal o futuro, exatamente dos nossos filhos, netos, tataranetos, expondo gerações outras às consequências inevitáveis de nossos atos irresponsáveis e predadores. Falo de todos nós. De um simples fumante que joga o cigarro no chão; de um irresponsável que não classifica seu próprio lixo; de uma dona de casa que descarta em qualquer lugar os plásticos vazios; de pneus que não são reaproveitados, de qualquer ato, enfim que não zele por este maravilhoso mundo natural, animal e agora talvez animalesco.

E, então, fica a pergunta: por que tanto empenho em buscar vida em outros planetas quando não sabemos cuidar do nosso? Por que se gastar tanto nesse esforço curioso se ainda não tivemos a oportunidade de cuidar de nossa própria casa? Se tem vida, se não tem vida em outros planetas ainda não sabemos. E saber para que? Com que propósito? Para destruirmos mais um? Porque queiramos ou não, aqui na terra, no nosso planeta, o dever de casa não está sendo feito. Nossa geração já está pagando um preço alto por esse desleixo. O que dirão as próximas?

Voltando ao princípio do artigo, em 24 horas a terra completa o seu ciclo rotativo. Em 24 horas continuamos a fazer sofrer quem nos dá a vida. Isto tudo porque ainda não aprendemos as voltas que o mundo dá.

FOTONOTAS



LEAN ARAÚJO – Uma figura fantástica que se fez respeitar em suas importantes funções de procurador geral do Ministério Público de Alagoas, por mais de uma vez, sobretudo pelo respeito que sempre impôs a suas funções. Lean é, antes de tudo um estudioso do que faz e porque faz. E, muito além do profissional, do homem da lei, situa-se o cidadão honrado, de bem com a vida e com todos os que o rodeiam. Simpatia não lhe falta e respeito pelo próximo, muito menos. Poder dizer que goza de sua amizade é uma honra inconfundível.



ALAN BASTOS – Conheço desde que aqui cheguei. De um valor extremo, dedicado que é à música, Alan é desses artistas que têm o pé no chão, que é capaz de acompanhar os processos evolutivos de cada época e que situa exatamente no tempo e no espaço sua arte de compor e de interpretar. Jamis se acomoda e busca acompanhar a evolução musical apreciando o do próximo e evoluindo no seu próprio. E, além de tudo, busque simpatia e amizade e você encontar neste fantástico artista de nosso tempo.

PARE PRA PENSAR

O amor oscila a cada minuto e como relógio antigo, precisa sempre dar corda. Caso contrário, pára.

ALERTAS DO DIA

* O sempre polêmico promotor de justiça Coaracy Fonseca alertou o procurador-geral, Lean Araújo que o concurso público da Polícia Civil possivelmente estivesse com infiltração de candidatos oriundos do PCC e CV. Ele ainda alertou que não queria o caso para a sua promotoria porque estaria preocupado com a sua segurança e a de sua família. É evidente que o Coaracy tem razão, mas se esse perigo existe de fato, qualquer outro promotor estaria sujeito aos mesmos perigos. Portanto, avaliemos a função das promotorias, não é ?

* Essa história dos recursos de campanha que chegam para os candidatos e que eles estão dizendo que são migalhas que vão chegando aos pouquinhos ou é balela ou é maneira de escurecer a realidade para que pareçam bem pobrinhos diante do público eleitor. Sem contar os mais ricos que esbanjam nas eleições, os outros, vão fazendo o jogo de contas e os recursos aparecem sempre. Os que realmente sofrem são os candidatos que nunca podem ganhar diante dos milhões de outros que os esmagam em termos de campanha.

* Esta semana, depois das entrevistas concedidas pelo candidatos à Rede Globo não sei se alguma coisa mudou, até porque a emissora foi completamente diferenciada de um para outro candidato. Em uns, o “pau comia”. Nada de programas, do que o candidato iria fazer se eleito. Nada. Somente um ou dois tiveram esta chance. Um deles foi o competente Cury que, teve a oportunidade de analisar alguns aspectos de uma futura presidência, se lá chegasse. No mais não deu para que se pudesse fazer uma avaliação correta.

* Parece que o STF está na mira dos que desejam mudanças profundas no Judiciário e que estão propondo que os membros daquela Corte sejam eleitos com período demarcado e não mais nomeados vitaliciamente. Acho que o assunto pode esquentar e até se estender por inúmera cortes do país como é o caso do STJ e dos Tribunais, de um modo geral, com desembargadores votados, com conselheiros também votados e todos com mandatos fixados em lei. Uma revolução, mas que atingiria muitos outros interesses imexíveis.

POR AÍ AFORA

# O ministro nepalês dos Negócios Estrangeiros, Shisir Khanal, pediu neste sábado um esforço global para enfrentar as alterações climáticas. Segundo ele, o Nepal é uma das principais vítimas do aquecimento global, embora contribua com menos de 0,01% das emissões de gases de efeito estufa.A manifestação ocorre após o colapso de uma geleira no Himalaia, na última quarta-feira, que desencadeou uma enxurrada devastadora na fronteira entre o Nepal e o Tibete. O desastre deixou pelo menos 683 mortos e mais de 3 mil desaparecidos, ampliando a pressão sobre as autoridades locais e sobre a comunidade internacional.

# A dívida pública dos Estados Unidos ultrapassou US$ 40 trilhões pela primeira vez na história. Segundo economistas consultados, a alta reflete uma combinação de cortes de impostos para os mais ricos, inflação provocada por conflitos internacionais, tarifas de importação e manutenção de gastos militares elevados.

# O principal impacto imediato, porém, está no custo de financiamento. Os gastos com juros já chegaram a US$ 1,1 trilhão, mais que o dobro de 2021, e seguem pressionados pela expectativa de inflação e pela instabilidade gerada pela política econômica da Casa Branca.

Amanhã, sábado é dia de “BARTPAPO com Geraldo Câmara”. Na BAND, canal 38.1 aberto; NET CLARO, canais 18 e 518; BRISANETE, canal 14; VIVO, canal 519. Das 8 às 9h da manhã. Assista e inscreva-se também pelo Youtube no canal “Programas do Geraldo Câmara”. Fale conosco pelo [email protected] ou pelo Whats’App 82 99977-4399