Petrucia Camelo

Canto das Estrelas ( In Memoriam do Dr. Antonio Arnaldo Camelo)

Petrucia Camelo 16 de junho de 2026

Oh! morte guardiã das paixões que exultam do gênero humano

Arrebataste-me com asas flamejantes

E me fazes descansar dos reveses dos aturdimentos da vida

Arrefecem-se os pensamentos mas o que de mim se ausenta não invalida o meu ser.

Talvez a hora analise a existência que não reconhece a morte como causa final.

A morte e a vida convivem intrinsecamente

E nesse entrelaçamento o amor prevalece cultuando a supremacia da criação.

Somente o amor nos faz criar raízes

Somente o amor resgata a memória

E nos faz conhecer os cânticos do espírito

Valha-me forças dos ventos

Luzes do dia, luzes da noite

Ó horas que repousam circundantes

Ó anjos de dardos de ouro

Auxiliem-me a exercitar o clímax da existência sem dor

Deixem-me cantar a vida e a morte composição de minha essência

Das estrelas testemunhos os céus se estendendo se desdobrando

Que nunca se rende por incapacidade ou falência

Observo as vagas entremeando as marés, impulsionando as ondas fortes encrespadas que arrebentam-se espraiando-se.

Na terra guardo os meus louvores a minha verdadeira herança

Registros da minha história.