Roberto Baia
Suposta renúncia

O presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), Marcelo Beltrão, manifestou-se em apoio ao prefeito de Rio Largo, Pedro Carlos da Silva Neto (PP), após a turbulência política que envolveu uma suposta renúncia do gestor. Em nota oficial divulgada ontem, terça-feira, 1º, Beltrão expressou solidariedade ao prefeito, que negou a renúncia e acusou a Câmara Municipal de tentar um golpe político. O posicionamento veio após a divulgação de vídeos em que o presidente da Câmara, Rogério Silva (PP), anunciava a renúncia de Carlos e assumia o cargo de prefeito, gerando dúvidas sobre a legalidade do processo.
Carta falsa
O prefeito Pedro Carlos afirmou que não renunciou ao cargo e que a carta apresentada pela Câmara seria falsa. A rapidez com que o processo de transição foi conduzido levantou questionamentos sobre sua legitimidade, e a situação gerou grande instabilidade política em Rio Largo. A população e as autoridades locais continuam a se perguntar se houve manipulação e ilegalidades no ato de posse de Rogério Silva.
Democracia
Na nota, Marcelo Beltrão reforçou a importância de respeitar a democracia e a soberania popular, pedindo que os órgãos responsáveis resolvam a crise com responsabilidade e serenidade. Ele também manifestou confiança de que a situação será solucionada de acordo com os princípios do Estado Democrático de Direito. A crise política segue repercutindo em Rio Largo, com os moradores aguardando um desfecho para a disputa e para a questão da legalidade do processo de renúncia.
Contratação irregular
O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) entrou com uma Ação Civil Pública (ACP) contra a Prefeitura de Igaci, sob a gestão do prefeito José Petrúcio Oliveira, com o objetivo de regularizar a Guarda Civil Patrimonial do município. A ação foi motivada por irregularidades, como a contratação de uma empresa de segurança sem regularização junto à Polícia Federal, a ausência de legislação municipal específica e a contratação de guardas municipais sem concurso público ou capacitação adequada.
Investigação
A investigação do MPAL revelou que a empresa contratada pela Prefeitura não estava cadastrada no Departamento da Polícia Federal, o que a tornava inapta para prestar serviços de vigilância. Além disso, os guardas municipais foram contratados sem o devido processo seletivo e iniciaram suas funções sem a capacitação exigida pela Lei nº 13.022/2014, que regulamenta a atuação das guardas municipais no Brasil. O promotor Kleytionne Pereira Sousa destacou que essas práticas são ilegais e comprometem a segurança pública do município.
Regularização imediata
Diante dessas irregularidades, o MPAL solicitou a regularização imediata da Guarda Civil Patrimonial de Igaci, incluindo a adequação da empresa contratada aos requisitos legais, a realização de concurso público para a contratação dos agentes e a implementação de programas de capacitação. Além disso, foi pedido que a Prefeitura crie uma legislação municipal específica para regulamentar a atuação da guarda. A ação ainda requer a concessão de tutela provisória de urgência para corrigir as falhas de forma célere e evitar prejuízos à segurança pública no município.
Redução da violência
A Polícia Militar, por meio do 3º Batalhão de Polícia Militar (BPM), anunciou uma redução de 46,15% no número de homicídios em sua área de atuação. Esse resultado positivo é atribuído às estratégias adotadas pela corporação para combater a criminalidade, como o aumento do patrulhamento em áreas de risco e operações focadas na desarticulação de facções criminosas. A ação integrada e a inteligência policial desempenharam um papel fundamental nessa diminuição dos índices de violência.
Esforço coletivo
O comandante do 3º BPM, major David Durval, expressou sua satisfação com os resultados e parabenizou os policiais envolvidos nas operações que levaram a esse sucesso. Ele destacou a importância do esforço coletivo da corporação para alcançar esses números e reforçou o compromisso de continuar com ações eficazes para garantir a segurança da população.
Colaboração da população
Além disso, a redução nos homicídios tem um impacto positivo na percepção de segurança da comunidade local, proporcionando uma sensação de controle sobre a violência. A colaboração da população, por meio de denúncias e participação ativa, também tem sido essencial para o sucesso dessas operações, demonstrando a importância do trabalho conjunto entre a polícia e a sociedade na luta contra o crime.
… O Restaurante Popular Jerimum, localizado no centro de Arapiraca, alcançou a marca histórica de 1.022 refeições servidas em um único dia, destacando-se como um importante serviço para a população de baixa renda.
… Inaugurado em 2008 e reaberto em 2022, após ser fechado por mais de três anos, o restaurante oferece pratos nutritivos e acessíveis, com alimentos da agricultura familiar local, a um custo simbólico de R$ 4,00.
… Desde sua reabertura, já foram servidas mais de 463 mil refeições, com uma média de mil atendimentos diários, refletindo o compromisso da gestão do prefeito Luciano Barbosa em atender às necessidades da comunidade arapiraquense.

Roberto Baia
Sobre
Formado em Jornalismo pela UFAL em 1987, também é radialista. Trabalhou nos extintos Jornal de Alagoas e Tribuna de Alagoas. É editor do Jornal de Arapiraca e colunista da Tribuna Independente e semanário Extra.