Antônio Pereira

Ex-juiz Sérgio Moro precisa se alfabetizar?

Antônio Pereira 03 de abril de 2019
[caption id="attachment_290729" align="alignnone" width="300"] Rodrigo Maia acusa Sérgio Moro de plágio em projeto contra o crime[/caption] Menas, conge, colheita de provas, entre outras palavras proferidas pelo ex-juiz Sérgio Moro, até então todo poderoso ex-magistrado responsável pela operação lava jato, levam a crer que o atual ministro da Justiça do governo Bolsonaro precisa voltar aos bancos escolares. Pelo menos ele deveria ter aulas particulares para não passar tanta vergonha, afinal ele já foi um juiz federal. Há rumores de que o ex-juiz não seja assim tão letrado. Senão vejamos: ele diz ter feito um curso na conceituada universidade americana de Harvard, mas balbucia palavras desconexas quando tenta falar inglês. Além disso, o ex-juiz e agora ministro é acusado de plagiar seu famoso projeto de combate ao crime de uma colega ministra argentina. Muito além disso, alguns detratores de Sérgio Moro o acusam também de copiar e colar partes do projeto já apresentado pelo ministro do STF, Alexandre Moraes, quando este era ministro da Justiça de Temer. Esta última acusação partiu de ninguém menos do que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Acostumado com os holofotes da operação lava jato, Sérgio Moro cada dia que passa se torna vidraça, sendo que boa parte das pedras arremessadas contra ele foram ele mesmo quem as jogou com seu linguajar beirando o analfabetismo. Não é apenas a perfeita conjugação de verbos que se exige de um ministro, sendo ele um ex-juiz federal. Pede-se que, ao menos, essa autoridade saiba se fazer entender, principalmente na língua materna. Vamos em frente, deixando a dica aqui para que o iminente ex-juiz possa contratar um professor de português ou linguística para não passar mais essa vergonha em rede nacional. Fica a dica. Vale lembrar as palavras do professor de física Marcos César Danhoni Neves em artigo sobre a ascensão do ex-juiz no mundo acadêmico: “Moro tem um currículo péssimo: uma página no sistema Lattes (do CNPq – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico ligado ao extinto MCT – Ministério da Ciência e Tecnologia). Lista somente 4 livros e 5 artigos publicados. Mesmo sua formação acadêmica é estranha: mestrado e doutorado obtidos em três anos. Isso precisaria ser investigado, pois a formação mínima regulada pela CAPES-MEC (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Ministério da Educação) é de 24 meses para Mestrado e 48 meses para o Doutorado. Significa que “algo” ocorreu nessa formação apressada.. Que “algo” é esse, é necessário apurar com rigor jurídico”, escreveu Danhoni Neves.