Antônio Pereira

17 de abril de 2021

Depois de Gilmar Mendes, Renan Calheiros é eleito o ‘malvado favorito’ do Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, nomeado ao cargo pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) se mostrou o maior inimigo do bolsonarismo no Brasil nos últimos meses. Foi através de Gilmar Mendes que o ex-juiz Sérgio Moro acabou sendo condenado pelo próprio STF como um juiz parcial, suspeito de manobrar contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para torná-lo inelegível, garantindo uma eleição relativamente tranquila para Jair Bolsonaro em 2018. Mendes foi o relator da ação da defesa do ex-presidente que alegava ser Sérgio Moro um juiz totalmente parcial, que chegou ao ponto de comandar os procuradores da chamada Operação Lava Jato, com o claro intuito de jogar Lula na prisão, onde o petista amargou 580 dias de cárcere, vendo seu irmão morrer e seu neto também morrer neste período. Ao ser condenado no STF, Moro amarga os piores índices de popularidade, chegando ao ponto de ser considerado o mais rejeitado entre os ‘presidenciáveis’.

Assim, Gilmar Mendes se firmou em boa parte do eleitorado brasileiro como ‘Meu malvado favorito’, em alusão ao  filme norte-americano de animação 3-D de 2010 da Universal Studios e da Illumination Entertainment. 

Agora, o senador alagoano Renan Calheiros (MDB) deve ocupar o segundo posto de ‘Meu malvado favorito’ para parte do eleitorado de esquerda que apoia Lula. Cabe a Renan ser o relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) aberta no Senado para investigar suposto plano genocida comandado por Bolsonaro e seus ministro que levou à morte milhares de brasileiros. Bolsonaro deve ser investigado, juntamente com seus ministros, por terem sabotado o plano nacional de imunização, não providenciando a tempo a compra de vacinas. Além disso, Bolsonaro e seus ministros serão investigados pela CPI de Renan Calheiros por não terem providenciado oxigênio para pacientes no Amazonas e outros Estados, o que levou à morte outros tantos brasileiros. Com um detalhe aterrorizante: estas mortes aconteceram com pessoas que sucumbiram ao vírus da Covid, falecendo por sufocamento, já que não tinham à disposição o oxigênio necessário. Caberá também a CPI investigar a conduta de Bolsonaro, que desde o início da pandemia tem trabalhando insistentemente para que os brasileiros sejam entupidos de remédios comprovadamente ineficazes e que agora sabemos que estes remédios podem ser a causa de mortes de pessoas por insuficiência hepática e outras mazelas causadas pelo uso contínuo de ivermectina e cloroquina.

Parte do eleitorado que enxerga Renan com bom olhos vê no alagoano alguém, como Gilmar Mendes, que mete medo em Bolsonaro. Vale lembrar que durante o impeachment da presidente Dilma Rousseff, Renan Calheiros era apontado como um dos poucos aliados dos petistas. Ao final, Calheiros acabou votando pela saída de Dilma por absoluto senso de sobrevivência política, afinal ‘todos já estavam contra ela mesmo’.

Vale lembrar que no contexto da saída de Dilma Rousseff, foi Renan Calheiros quem articulou a votação no Senado que garantir a ela o direito manter seus direitos políticos e poder se candidatar a cargos públicos.

Outro fator que atenua a imagem de Renan no eleitorado lulista é que o senador alagoano sempre teve uma excelente relação com o ex-presidente Lula. Nos tenros tempos da sua militância política, o jovem Renan Calheiros tinha fortes relações com integrantes do Partido Comunista do Brasil (PCdoB).

Pelo simples fato de fazer tremer Bolsonaro e seus seguidores, Renan Calheiros vai ao patamar de segundo malvado favorito da nação ao lado de Gilmar Mendes. Os dois foram os únicos capazes de fazer Bolsonaro amargar derrotas. Pode ser a partir de Renan Calheiros e da CPI no Senado que Bolsonaro acabe sofrendo processo de impeachment e sendo defenestrado do cargo. Vamos aguardar o tempo para saber se a ‘maldade’ de Renan é comparável a de Gilmar. Uma coisa é certa: Bolsonaro e seus seguidores amestrados estão com todas as barbas de molho neste cenário apocalíptico para o bolsonarismo.

Ao ver Renan Calheiros como uma ‘tábua de salvação’, podemos afirmar com todas as letras de que o Brasil, definitivamente, não é para amadores e que o mundo não gira, capota.

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