Ailton Villanova

26 de junho de 2019

Pintou cocô na piscina!

O amigo leitor que se identifica como Nestor Armindo S. Campos dá-se ao trabalho de me remeter um causo interessante. Ele vai abaixo papeado com todos os detalhes que o sobredito Nestor me passou. É um causo que fala de um sonho. Da ilusão de um bêbado, ele próprio.

Conta o Nestor Armindo que estendeu-se horizontalmente depois de ter consumido mais de duas dúzias de cerveja, juntamente com os colegas Lecinho Ribeiro, Maurício Brandão e Paulo Araújo. Naquilo que ferrou no sono, começou a sonhar.

Nestor sonhou que tinha construído uma piscina em casa. Uma piscina mágica, delírio de bêbado. Para inaugurá-la convidou um monte de amigos, incluindo os acima referidos e o Wilson “Melhoral”, que, de princípio, não acreditou no papo no sentido de que a tal piscina era mágica.

– Essa porcaria é igual às outras! – contestara Melhoral.

Dono do sonho, naturalmente que o Nestor retrucou com veemência:

– Parece com as outras, tá certo. Mas é mágica!

– Então me mostre que tipo de magica que ela realiza!

– Ela realiza os seus desejos. Experimente, vá!

Wilson Melhoral, que segundo o Nestor é do tipo São Tomé, não contou conversa: tomou distância e correu para pular na água. Antes de cair lá dentro, abriu o bocão e gritou:

– Cerveeejaaa!

Milagrosamente, a água da piscina se transformou em cerveja. E lá estava o Melhoral dando braçadas e gargalhadas de satisfação:

– É cerveja! Quá, quá, quá… Que barato, gente!

Aí, Maurício Brandão resolveu testar a piscina também. Marcou carreira e berrou:

– Viiinhooo!

E, tchibum! Mergulhou no vinho. Entre um gole e outro, Brandão apelava pro anfitrião:

– Vem, Nestor! Cai no vinho, também! É da melhor qualidade!

O cara não resistiu e resolveu mergulhar também. Marcou carreira e disparou – zuummm… Mas, antes de cair na piscina, aconteceu o desastre: ele tropeçou na borda e reagiu, cheio de dor e emputecido:

– Meeerda!

Acordou atolado no maior cocô.

 

O colega foi o culpado

O garoto Juninho entregou o boletim escolar pro pai Abimael, fechou os olhos e esperou a bronca, que veio logo em seguida:

– Mas o que é isso, meu filho?

– Isso o quê, painho?

– Seu boletim só tem nota vermelha! Você foi reprovado em todas as matérias!

E o Juninho:

– A culpa não foi minha, painho…

– E de quem foi, então?

– A culpa foi do colega que senta ao meu lado. Ele ficou doente e não foi fazer as provas…

 

Só na escuta!

 

E tem essa estranhíssima do Felisberto França, distinto leitor desta coluna.

Conta seu amigo Eurico Fernandes, o Lico, que o França é do tipo caladão e que sua esposa, dona Bernadete, é o oposto: fala pelos cotovelos. E para ilustrar o que diz, conta o seguinte fato:

Felisberto e Lico encontraram-se no Trapichão, no último bate-bola do CSA com o ASA de Arapiraca. Depois dos cumprimentos iniciais, Lico quis saber como ia passando a esposa do amigo:

– E dona Bernadete, como vai?

– Não falo com ela há mais de um ano!

– Estão separados?

– Não, não! É porque não gosto de interrompê-la!

 

Esfomeada demais!

A colega jornalista Ana Márcia encontrou a amiga Tercila Cabral, num dos nossos shoppings, mais redonda do que nunca. Discretíssima, Ana Márcia disfarçou a surpresa de ver a baixinha mais parecendo uma bola de futebol:

– Olá, Tercilinha! Como vai?

E Tercilinha:

– Eu vou bem, conforme você pode constatar. Embarquei na onda  naturalista, mulher!

Marcinha animou-se:

– Me conta como é que é, vai!

– Não como mais nada artificial. Acabei com os corantes e conservantes. Cortei do meu cardápio tudo que tem fertilizantes e agrotóxicos.

Ana Márcia reagiu admirada:

– E como você está se sentindo, Tercilinha?

– Mooorta de fome!

 

Uma conta muito fácil

Quando era diretora do manicômio oficial do estado, o Portugal Ramalho, doutora Lúcia Santa Rita reuniu três pacientes para saber se todos ou qual deles já podia receber alta.

– Quanto é dois mais dois? – perguntou ao primeiro.

– Setenta e dois! – respondeu o cara.

A psiquiatra  balançou a cabeça em sinal de negativo, como quem diz “esse não tem jeito!”, e partiu para o segundo:

– Quanto é dois mais dois?

– Terça-feira! – retrucou o indagado.

Desanimada, doutora Lúcia virou-se para o terceiro:

– Quanto é dois mais dois?

– Quatro, doutora! – este foi firme.

– Parabéns, Antiógenes! Você acertou! Como chegou a essa conclusão?

– Foi fácil, doutora! Peguei a dica das respostas dos meus companheiros. Setenta e dois menos terça-feira dá quatro!

 

Com Diego Villanova

25 de junho de 2019

Ensinando o riscado por dentro

Prestes a completar 40 anos de idade, Betânio Coristeu permanecia donzelo. Seu velho pai, o fazendeiro Alcalino Coristeu não se conformava com isso. Um dia, ele perdeu a paciência e chamou o filho às falas: – Escute aqui, rapaz, ou você arruma uma mulher e casa, ou morre pobre e infeliz! E Betânio: – Mas […]

22 de junho de 2019

Sonhos e ilusões de dois mendigos

Anos passados. Melhor dizendo, começo dos anos 2 mil. Estavam lá, os dois mendigos, costas apoiadas no mármore da fachada do shopping. De repente, um deles, o intitulado Tibórnio, levantou o queixo e avisou: – Aí vem a burguesa! A vez é tua, Antiógenes. A mulher foi passando pela dupla pisando firme, afundando o chão, […]

20 de junho de 2019

Um biriteiro muito esperto!

A turma bebia descontraidamente no Bar do Duda, em Mangabeiras, quando, de repente, começou a trovejar. Era cada pipôco nos ares, que metia medo. Em seguida, desabou o maior aguaceiro. Uma hora de chuva, duas horas, três horas… Na rua alagada, a água dava no meio da canela. Ninguém se aventurava sair do bar. Bem […]

19 de junho de 2019

Chifrou, virou heroína!

Eurídice sempre foi uma mulher certinha. Em todos os sentidos. Jamais havia lhe passado pela cachola a ideia de chifrar o maridão Euclésio, tido e havido como gente muito fina. Entretanto, depois que ela conheceu o bonitão Raymundo Malvino, colega de trabalho do Euclésio, seu juizo deu um nó e o coração começou a bater […]

15 de junho de 2019

A “BR” do “doutor” Ascendino

Grande músico e fundador da Rádio Difusora de Alagoas, o saudoso Ascendino Santos possuía uma lingua bastante afiada. Então, quando ele se juntava com os colegas Nely Luna e Odorico Souza, o notório “sargento Taínha”, a fofoca corria solta. Esses caras falavam mal de todo mundo. Quando não tinham de quem falar, falavam deles próprios. […]

14 de junho de 2019

Fedé, O INTELECTUAL

Para quem não sabe, Federaldo Pimpo, o popularíssimo Fedé, é irmão do bizarro Federaldo, amigo do peito do jornalista, radialista e também psicólogo Reinaldo Cavalcante . Federaldo é o cara mais estranho o mundo. Talqualmente o irmão, é meio doido, com o seguinte adendo: é analfabeto, embora saiba ler e escrever. Novidade nenhuma, porque temos […]

13 de junho de 2019

O PERU DE NATAL

Boçal pacas e metido a galã, o sapateiro Alpagácio Correia apaixonou-se pela bela criatura intitulada Dóris Day (sua mãe era fanática pela famosa atriz americana; recentemente falecida. Daí o nome), comerciária rebolativa de ancas sensacionais. Quando ela andava, a bunda mexia tanto que parecia prestes a desabar. Alpargácio ficava dias imaginando o que fazer para […]

12 de junho de 2019

CIRURGIA MODERNA  

A medicina evoluiu tanto que, hoje em dia, não constitui problema algum o nego submeter-se a uma cirurgiazinha esperta de cérebro. No Japão, os doutores estão tirando de letra esse procedimento. Antigamente, submeter-se a uma cirurgia do coração, por exemplo, era coisa inimaginável, até que o doutor Euríclides de Jesus Zerbini mostrou que não era. […]

11 de junho de 2019

Os esquemas de Moro e o MPF

Mensagens atribuídas ao ex-juiz Sergio Moro e ao procurador Deltan Dallagnol, do MPF (Ministério Público Federal), que foram divulgadas neste domingo pelo site Intercept Brasil, mostram que os dois trocavam colaborações quando integravam a força-tarefa da Operação Lava Jato. Moro, que atualmente ocupa o cargo de ministro da Justiça, foi o juiz responsável pela operação […]