Antônio Pereira

13 de abril de 2021

Batalha no STF: Lavajatista e bolsonaristas jogam todas as fichas para evitar Lula em 2022

Está marcado para amanhã a votação no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a suspeição do ex-juiz Sérgio Moro na Operação Lava Jato quando condenou sem provas o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Esta votação pode ser a senha que faltava para os lavajatistas (defensores da Lava Jato) e bolsonaristas (Seguidores de Bolsonaro) esperavam para tentar impedir a possibilidade de Lula nas urnas em 2022, do mesmo jeito que fizeram em 2018, culminando com a eleição deste que é hoje considerado o pior presidente da história.

Lembrando que o ex-juiz Sérgio Moro já foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal por parcialidade.

Sem dó nem piedade, os lavajatistas, tendo o ministro Edson Fachin à frente, tentarão votar no plenário do Supremo a reversão da decisão de tirar de Curitiba os processos contra o ex-presidente Lula, enviando-os à Justiça Federal em Brasília. Com isso, as condenações foram anuladas, e Lula tornou-se elegível. Tudo o que eles querem é livrar a cara de Sérgio Moro e fazer com que o ex-presidente Lula nunca mais possa ser candidato a nada e assim pavimentar, mais uma vez, o caminho para a eleição de um presidente totalmente vinculado ao grande capital especulativo, que certamente cumprirá a tarefa de acabar de vez com o que restou de soberania nacional.

Com o lero-lero de combate à corrupção, lavajatistas e bolsonaristas devem se unir numa ‘frente ampla’ para impedir a candidatura do ex-metalúrgico, que amargou 580 dias preso em uma cela na Superintendência da Polícia Federal (PF) de Curitiba, em processos bichados, comandados por Sérgio Moro, que agiu totalmente contra os preceitos da magistratura, influenciando diretamente os procuradores federais, orientando-os com o único objetivo de condenar Lula a tempo de evitar que ele pudesse ser candidato em 2018.

Há várias décadas que Luiz Inácio Lula da Silva sofre perseguição da mídia corporativa nacional, que com a Lava Jato, Sérgio Moro e seus procuradores amestrados, conseguiram colocá-lo na cadeia. Forjaram crimes, agilizaram decisões, atropelaram ritos judiciais, chegaram ao ponto de grampear telefones da presidência da República e publicar gravações ilegais em pleno Jornal Nacional, da Rede Globo de Televisão.

Lula desde seus tempos de chão de fábrica e discursos economicistas em frente aos pátios de montadoras de carros no ABC paulista, sempre foi alvo das elites brasileiras, que nunca aceitaram que um ex-torneiro mecânico, vindo de pau-de-arara do Nordeste brasileiro fosse presidente do Brasil.

O ranço contra Lula é eterno. Seus algozes não tem a mínima piedade. Nem mesmo as mortes da esposa, irmão e neto durante os meses de maior perseguição foram capazes de acender qualquer luz nos corações enrijecidos dos inimigos do petista.

Lula é um sobrevivente da fome, das enchentes no Sudeste, das perseguições dos militares na década de 80, das inúmeras eleições manipuladas para lhe retirar o direito de concorrer em igualdade. Lula representa o brasileiro médio que nunca desiste, apesar das adversidades. Acredito que Lula vai conseguir sobreviver a mais esse ataque rasteiro contra as suas liberdades políticas.

Não deixa de ser cruel ver um líder político como Lula sendo tão ferozmente perseguido. Tão claramente sendo alvo de maquinações vis. É revoltante e ao mesmo tempo nos mostra que no mundo dividido em classes sociais, os oprimidos têm que lutar diariamente por um lugar ao sol. Têm que lutar todos os dias contra a opressão.