Antônio Pereira

12 de abril de 2021

Aliado trapalhão de Bolsonaro revela plano sórdido para atingir cabeça de ministro do Supremo

Definitivamente o presidente Jair Bolsonaro não tem limites quando se trata de decoro ou qualquer outro rito político decente. O episódio onde ele e o senador Jorge Kajuru discutem os rumos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que deve ser instaurada para investigar os crimes cometidos pelo governo federal durante a pandemia, revela algo baixo, bem abaixo da linha da cintura, com Bolsonaro totalmente exposto ao áudio da conversa revelada pelo seu aliado do Estado de Goiás.

Kajuru e Bolsonaro falam abertamente em encontrar um meio de atingir ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), em especial Alexandre de Moraes, ministro responsável pelas investigações que apontaram Flávio Bolsonaro como chefe de um esquema criminoso de lavagem de dinheiro, através de rachadinhas, onde o parlamentar, filho zero um do presidente, usa Fabrício Queiroz como uma espécie de Paulo César Farias para usar dinheiro recolhido de assessores parlamentares, quando Flávio era deputado estadual no Rio de Janeiro.

A conversa entre um senador e um presidente da República tramando contra ministros do Supremo e contra a instalação de um CPI no Congresso Nacional são crimes de responsabilidade que atentam contra a Constituição especialmente, contra o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes constitucionais das unidades da Federação.

A conversa revelada por Kajuru mostra os dois tramando para que a CPI atinja governadores e prefeitos, numa forma de minimizar os efeitos negativos contra o governo federal, acusado de não providenciar a tempo oxigênio para pacientes no Amazonas, que acabaram morrendo sem ar devido a complicações da Covid-19. Além disso, o governo Bolsonaro também é acusado de não providenciar a compra de vacinas e proceder claramente contra medidas básicas de prevenção contra a doença que atinge o mundo inteiro, como o simples uso de máscaras faciais.

Com a água de um possível impeachment no nível do pescoço presidencial, Jair Bolsonaro tenta todas as formas sórdidas de evitar tal investigação, ou mesmo usar governadores e prefeitos como ‘boi de piranha’ e assim escapar da punição máxima que é a perda do mandato presidencial.

A trapalhada de Jorge Kajuru acabou por colocar uma bomba no colo do presidente ao revelar que ele trama descaradamente contra o Congresso Nacional, em especial o Senado, além de ser forte incentivador de ações que visam atingir ministros do Supremo Tribunal Federal, considerados inimigos de Bolsonaro e do seu bolsonarismo torpe.

Vale lembrar que Kajuru disse que avisou o presidente que iria tornar pública a conversa 20 minutos antes de jogar nas redes sociais. Não se sabe até o momento se Bolsonaro autorizou ou concordou com tal divulgação.

Uma vida cheia de polêmicas

O senador Jorge Kajuru sempre foi conhecido por suas opiniões ácidas e polêmicas. Fora da televisão aberta nacional desde 2006, o jornalista coleciona processos judiciais e inimigos por onde passa.

Em 2019 já como senador, Kajuru chegou a cogitar renunciar ao cargo depois de comentários desastrosos em rede social, após mandar eleitores que o criticavam “se foderem”. “Alguns ai dos que me desrespeitaram, não entenderam minha opinião, eu quero que eles se fodam”, disse o político goiano.

Relação gay

Em uma entrevista ao antigo programa da Adriane Galisteu, o jornalista falou abertamente sobre a própria vida. Afirmou que já havia fumado maconha, sido preso, expulso de colégio e que havia tido experiência homossexual quando jovem. Ao chocar a apresentadora, disse que “aquilo não era para mim”.

O dia que Kajuru encarou um pugilista

Revoltado com a atitude do pugilista Marinho Soares, que teria nocauteado o adversário sem necessidade, Kajuru discutiu com o atleta ao vivo. Foi chamado de “burro” e respondeu dizendo que o boxeador era “covarde”. Exaltado, Kajuru quase chegou a sair no tapa com o pugilista em pleno estúdio da TV Bandeirantes.

Críticas a colegas de profissão

Kajuru acabou tendo problemas judiciais após chamar a apresentadora Luciana Gimenez de “burra”. Mas o problema envolvendo um colega de profissão não foi o único. Ele também já acusou Bóris Casoy de ser “racista, fascista e pedófilo”.

#Com informações do diariodegoias.com.br