Antônio Pereira

12 de fevereiro de 2021

Até que ponto há manipulação da direção no Big Brother Brasil 21???

A paranaense Karol Conká conseguiu um feito no Big Brother Brasil 21 ao ser a nova líder da competição, levando muitos brasileiros a questionar, mais uma vez, se ela foi ou não ajudada pela direção do programa na prova do líder. Vale lembrar que 8 em cada 10 ávidos telespectadores do programa querem ver a cantora no paredão, de preferência execrada em nível nacional. Este é o sentimento atual das muitas levas de seguidores do programa e torcidas organizadas dos outros participantes. Karol, possivelmente, vai passar para a história com uma das mais odiadas participantes do BBB, isso se não for a mais odiada.

Esse tipo de teoria da conspiração televisiva é antigo e remonta a emoção das torcidas em todos os programas de realidade. Ao se tornar líder, Karol Conká frustra uma legião de críticos que queriam votar nela para que saísse imediatamente do programa.

A possível manipulação por parte do diretor, o todo-poderoso, Boninho, pode realmente ter acontecido, mas é muito, muito perigoso, se realmente aconteceu.

Vamos aos fatos: o BBB 21 já alcançou mais de 50% de crescimento no volume de patrocinadores fixos, chegando a bagatela de R$ 555 milhões, podendo o programa faturar mais de R$ 1 bilhão com todas as inserções de publicidade possíveis, fora tudo que ganha em mídia interativa e outras plataformas das redes sociais. Ou seja: estamos falando de um programa com um faturamento bilionário, tendo que responder a dezenas de empresas de grande porte, como Coca-cola e Mac Donald, por exemplo. Evidente que estas empresas não gostariam, não queriam e ficariam de fora de um programa manipulado por dentro, pois levaria o público a repulsa e, consequentemente, redução da audiência, jogando por terra todo o investimento publicitário.

Ao colocar no ar um programa como o BBB, a Rede Globo, como qualquer empresa, tem como principal objetivo ganhar dinheiro, muito dinheiro. A única coisa que realmente importa para a emissora é a audiência, aumento da publicidade. Isso tem um preço, que é a credibilidade, não pode haver nada que leve o público a desconfiar do resultado das provas ou das votações. Caso contrário, tudo desmorona.

Dito tudo isso, eu não acredito que houve ou vai haver manipulação no sentido de alguém deliberadamente por intenção da direção ganhar uma prova de líder ou outra dinâmica do jogo. O que acho que há e realmente há é interações pontuais da direção do programa, buscando intensificar a dinâmica, como aconteceu com as conversas ‘vazadas’ do integrante Projota com o diretor Boninho, onde o global, nitidamente tenta convencer o cantor a não sair do programa. Para isso, Boninho dá uma série de informações vitais, fazendo com que Projota tenha uma postura mais agressiva a partir dali. Isso sim é uma forma, razoavelmente aceita de intromissão no jogo.

No mais, o BBB 21, apesar de algumas pessoas torcerem o nariz, move parte importante da sociedade brasileira, em fenômeno semelhante a copa do mundo ou final de novela da nove. Sim, o brasileiro médio adora bisbilhotar a vida alheia. Eu me coloco nesse time e confesso que gosto do programa. Gosto da dinâmica que ele cria em torno das relações humanas, a partir das disputas entre os confinados, pronto, falei.

Até a próxima.