Antônio Pereira

28 de janeiro de 2021

Com fortes suspeitas de corrupção, Bolsonaro usa sua boca suja para atacar jornalistas

COMPOSTURA

substantivo feminino
  • 2.
    modo de ser, de estar, de agir, esp. o que revela sobriedade, educação, comedimento.
    “ter compostura para se apresentar em sociedade”
    1.
    ato ou efeito de compor (-se).

 

Desde o início do seu governo duas grandes denúncias são investigadas contra a família Bolsonaro. A primeira é pesada e diz respeito à possibilidade de atuação de algum membro da família do presidente no bárbaro assassinato da vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes. A outra suspeita que ronda Bolsonaro é o esquema de corrupção conhecido como rachadinha, onde supostamente seu filho 01, o senador Flávio Bolsonaro, comandava o recolhimento dos salários de seus assessores, embolsando o dinheiro, esquentado através de uma rede de lojas de chocolate e compra de imóveis. Nesse esquema criminoso, 01 teria o auxílio de um ex-policial militar, identificado como Fabrício Queiroz, responsável pela movimentação milionária, inclusive de ter ‘dado’ cheques milionários para a atual primeira-dama, Michel Bolsonaro.

 

Essas duas acusações sempre deixam o patriarca do clã Bolsonaro em polvorosa toda vez que vem à tona qualquer prova ou indício de que seu filho é um corrupto contumaz. No caso das rachadinhas, o temor do presidente é de que seu filho seja condenado, preso e a investigação indique ele próprio, o titular do Palácio do Planalto também fazia parte da organização criminosa.

 

Como modos operandi, Jair Bolsonaro costuma atacar a imprensa e os veículos de comunicação toda vez que são veiculadas matérias jornalísticas dando conta do envolvimento da chamada ‘familícia’ em falcatruas.

 

Agora, os holofotes estão direcionados ao governo do presidente Bolsonaro, desde que foi revelado compras bilionárias de produtos, no mínimo, estranhos, como é o caso de milhares de latas de leite condensado no valor unitário de R$ 162, sem falar de toneladas de cravos da índia e sal. Produtos que são comumente usados em pequenas quantidades, mas que nas compras do governo dariam para abastecer milhões e milhões de pessoas por muito tempo.

 

Reunido com apoiadores, muitos deles subcelebridades do mundo artístico, notadamente cantores sertanejos, Bolsonaro abre sua conhecida ‘boca suja’ para atacar jornalista e a imprensa como um todo. “Quando eu vejo a imprensa me atacar dizendo que eu comprei 2 milhões e meio de latas de leite condensado… Vai pra puta que o pariu! É pra enfiar no rabo de vocês da imprensa essas latas de leite condensado todas”, disse o presidente seguido de aplausos entusiasmado da plateia e gritos de ‘mito, mito, mito’. Detalhe: Bolsonaro tinha ao seu lado o cantor brega Amado Batista (histórico bolsonarista raiz) e o chanceler brasileiro, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, que teria sido o responsável pela demora da China em autorizar o envio de insumos para a produção de vacinas contra o coronavírus, devido aos constantes ataques ao país comunista.

 

Se a “boca suja” do presidente pode então chocar certos conservadores, o uso que Bolsonaro fez deles ao menos minimiza esse efeito, considerando que, mesmo nos setores tradicionais da sociedade, esse tipo de uso é aceitável em determinados ambientes. o presidente também utiliza outros palavrões, sobretudo os de origem sexual, para se referir a ataques realizados pelos seus adversários a seus aliados (“foder a minha família toda” etc).

 

A verdade é que o Brasil nunca esteve tão mal governado e representado. O Brasil nunca esteve tão à beira de um abismo como está agora. Os arroubos de má educação do presidente revelam um governo desacreditado, inoperante e incapaz de resolver os grandes e graves problemas nacionais.

 

Bolsonaro e sua família estão até o pescoço envolvidos em corrupção e outras falcatruas que ainda estão em investigação ou vão ser colocadas. Lembramos que em 2020 o presidente interferiu na Polícia Federal para ajudar filho 01, o senador Flávio Bolsonaro. Bolsonaro também vai ser investigado pelo superfaturamento de toneladas de cloroquina. Ele fez o Gabinete de Segurança Institucional e Agências Brasileira de Inteligência pressionarem a Receita. O presidente foi mais além quando estimulou atos golpistas no início da pandemia, tendo, inclusive, marchado ao lado de empresários até o Supremo Tribunal Federal para coagir seu presidente, o ministro Dias Tofolli. Partiu dele a criação de fake news  (notícias falsas) contra personalidades e entidades de defesa da ecologia, tudo para ‘passar a boiada na Amazônia, em um série de queimadas e desmatamento desenfreado.

 

Tudo isso transforma Jair Bolsonaro em um presidente boca suja, mas também suspeito de inúmeros crimes, alguns deles contra a humanidade.

Clique nas imagens para ampliar e ver a repercussão da fala do presidente boca suja: