Antônio Pereira

21 de janeiro de 2021

Marido enganado: relatório do Exército revela baixaria no primeiro casamento de Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro teve sua vida investigada durante o processo de sua retirada dos quadros da ativa do Exército Brasileiro. Relatório indica que até mesmo a vida da sua ex-esposa, Rogéria Bolsonaro, mãe dos três primeiros filhos do presidente: Flávio, Carlos e Eduardo foi devassada na época. Nesse relatório, em linguagem pouco usual, os investigadores afirmam que Rogéria, juntamente com uma outra esposa de militar participariam de festas em motéis e da faculdade Castelo Branco. Bolsonaro é chamado no relatório de ‘marido enganado’. Uma verdadeira baixaria, mas que demonstra o nível do que era ‘investigado’ na época. Neste mesmo relatório, Bolsonaro é acusado de ser contrabandista de produtos do Paraguai.

Diz trecho do relatório:

‘Ao invés de denegrir a imagem do EB (Exército Brasileiro), procure averiguar os passeios da sua esposa (Rogéria) com a prostituta Magna, esposa do major Moraes nas casas de programa e nas festinhas de embalo que essas comparecem durante o dia.

Procure averiguar com quem sua esposa sai durante as tardes de aulas na faculdade Castelo Branco.

Procure averiguar por onde a mesma andou (motéis) durante as tardes que você estava nos exercícios da ESAO (Escola Superior de Aperfeiçoamento de Oficiais) em Campinas, Rondonópolis e Brasília.

Verifique a fama e os programas que ela participa e que ocorrem na faculdade.

Verifique quem é o professor de sua preferência.

Verifique quem e qual o passado de sua amiga de programa que possui um Chevette vermelho.

Mas você não tem culpa, marido enganado é sempre o último a saber. Quando pensares que és líder, lembre-se que a maioria da Vila Militar sabe dessas histórias da sua esposa.

Clique nas imagens para ampliar:

 

A investigação secreta do Exército contra Bolsonaro foi realizada depois que ele concedeu uma entrevista a revista Veja, reclamando dos salários. Essa investigação interna do Exército com base em um artigo e uma reportagem publicados por VEJA – o primeiro, escrito pelo próprio Bolsonaro, foi publicado em 1986 e nele o então oficial reclama que “o salário está baixo”; a segunda, em 1987, revela que ele elaborou um plano que previa a explosão de bombas em quartéis e outros locais estratégicos no Rio de Janeiro.

Após a publicação do artigo, Bolsonaro foi preso por “transgressão grave”, acusado de “ter ferido a ética, gerando clima de inquietação no âmbito da organização militar” e também “por ter sido indiscreto na abordagem de assuntos de caráter oficial”.

Bombas

Em 1987, na edição de 25 de outubro, VEJA publicou a reportagem “Pôr bombas nos quartéis, um plano na ESAO (Escola Superior de Aperfeiçoamento de Oficiais)”, mostrando que Bolsonaro e outro militar, Fábio Passos, tinham um plano de explodir bombas em unidades militares do Rio para pressionar o comando.

“O Justificante [Bolsonaro] mentiu durante todo o processo, quando negou a autoria dos esboços publicados na revista VEJA, como comprovam os laudos periciais.”  Segundo documento assinado por três coronéis, Bolsonaro “revelou comportamento aético e incompatível com o pundonor militar e o decoro da classe, ao passar à imprensa informações sobre sua instituição”.

*Com informações da Veja e canal Galãs Feios