Gerônimo Vicente

31 de maio de 2020

A epidemia de “#infodemia” que causa evolução na pandemia

Um final de semana reativo marcou o último sábado e domingo em parte do mundo.Grupos sociais organizados reservaram os dois  dias para mostrarem a importância de sua presença no Mundo e o mais incrível que pareça em meio a pandemia do coronavírus que  já custou mais de 500 mil vidas no Planeta. Os antirracistas e os antifascistas mostraram que eles importam para o mundo, bem ao contrário do que pensa a elite representante do capitalismo selvagem.Estados Unidos e Brasil foram os focos de atenção desses movimentos, apesar de que a visualização deveria estar  indicado para a prevenção ao coronavírus.

Citamos ainda no processo de reação  social político-econômico o Sleeping Giants (gigantes adormecidos), um movimento  criado nos Estados e que chegou há uma semana no Brasil com  o objetivo de “dedurar” para todo o mundo as grandes marcas  que contribuem  para divulgação de notícias falsas que causam danos à população ao  anunciarem seus produtos em páginas de sites vinculados à governo “negacionista”  e grupos paramilitares de extrema-direita e antidemocráticos.E neste  período pré-colapso do sistema de saúde no Brasil, doentes e pessoas com sintomas da doenças, além de serem vítimas desse mal que gerou crise sanitária no mundo são também afetadas por desinformações, algumas delas vindas de sites com especialidade em “fake news” e patrocinados por  grandes conglomerados financeiros.

 E por isso, a chamada Infodemia é considerada pela Organização  Mundial da Saúde (OMS) como a epidemia que  gera superabundância de informação em sua maioria falsas, as chamadas fake news. Sua propagação é igual ou mais agressiva que o próprio coronavírus, segundo estudo da Unam ( Universidade Nacional Autônoma do México) que apurou que 88% dos usuários que se informam por redes sociais são vítimas da desinformação.

O fato é tão sério que  entidades criaram em São Francisco-EUA, a hastag  #Infodemic, uma iniciativa de colaboração do jornalismo visual para combater a desinformação sobre COVID -19 e uma convocação aberta para a participação de artistas. Com financiamento inicial das Bolsas de Jornalismo John S. Knight (JSK) da Universidade de Stanford a iniciativa, liderada por ex-alunos da JSL da CatchLight, The Everyday Projects, Dysturb, os especialistas Pamela Chen, bolsista da JSK em 2020, e Jenell Stewart perita em doenças infecciosas, utilizará o poder da comunicação visual para desafiar a desinformação e melhorar a comunicação pública e a entrega de notícias em torno do COVID-19, em locais onde os desafios de informação são mais importantes.

As primeiras atividades começarão em Seattle-EUA, Nova York, Paris e Nairóbi e vão se expandir a outros países no futuro com o intuito de informar melhor as comunidades carentes onde as taxas de infecção são significativas.Preste a se tornar epicentro da pandemia, certamente, o Brasil entrará na lista onde o programa será aplicado por intermédio de conteúdo visual por estratégias meméticas para os canais de mídias sociais e ativações de arte pública, incluindo colagens, projeções, cartazes e folhetos.“Por meio de nossos esforços colaborativos, usando táticas virais online e exibições públicas offline, haverá uma posição única para ativar essa iniciativa de maneira eficaz em escala global. O Everyday Projects trabalhará em sua rede de contadores visuais para identificar conteúdo visual regionalmente apropriado, compartilhar as melhores práticas para responder ao COVID-19 e criar um importante arquivo visual. A rede de CatchLight Fellows e a programação focada em mudanças sociais liderarão a implementação programática, enquanto a experiência da Dysturb em ativações da comunidade, vinculada a recursos on-line e misturando imagens com informações e recursos factuais, aumentará as oportunidades de envolvimento da comunidade.

Resumindo, os propagadores serão achados e assim como o Sleeping Giants serão denunciados. Os parceiros envolvidos têm forte atuação social nos Estados  Unidos.A CatchLight acredita no poder da narrativa visual para promover uma compreensão mais sutil e empática do mundo e tem como objetivo desenvolver e ampliar contadores de histórias visuais.A Dysturb é uma mídia urbana internacional dedicada à informação e educação. Sua missão é (re) conectar cidadãos globais com as notícias e inspirar ações para um modelo de sociedade mais justo e sustentável. O Everyday Projects usa a fotografia para desafiar estereótipos que distorcem nossa compreensão do mundo. A crescente comunidade global de fotógrafos se esforça para criar imagens que transmitam uma visão mais precisa da vida cotidiana do que é comum na mídia. Pamela Chen é uma diretora criativa que iniciou sua carreira como fotojornalista com concentração em matemática, um caminho que continua a moldar seu trabalho explorando a interseção entre fotografia, cultura e tecnologia. Nos últimos 15 anos, ela foi líder visual no Instagram, National Geographic e Open Society Foundations de George Soros. Atualmente, Pamela é bolsista inaugural de IA centrada no ser humano e em jornalismo JSK da Universidade de Stanford, trabalhando com criadores de conteúdo viral para ajudar a projetar melhores sistemas de recomendação algorítmica e Jenell Stewart médica-cientista de doenças infecciosas da Universidade de Washington, onde sua pesquisa se concentrou na prevenção de DST e HIV em Kisumu, Quênia, bem como entre mulheres que  se prostituem em Seattle, EUA.