Sérgio Toledo

7 de abril de 2020

O especialista.

A situação na qual vivemos com o aparecimento do novo corana vírus traz muitas coisas ruins e outras boas.
Quando nós necessitamos de um serviço hidráulico. Procuramos o encanador. De eletricidade. Um eletricista. E assim por diante. Procuramos sempre, dentro do possível, o melhor na área. Se possível o melhor e o que tenha um orçamento dentro da nossa realidade.
Na saúde sempre procuramos o generalista para depois seguir ao especialista. Se possível o melhor.
Os esquemas de tratamento quase sempre são parecidos.Semelhantes. Entretanto o melhor terá sempre a experiência e o tempo de serviço que fará as coisas andarem para uma cura mais rápida.
Na Inglaterra os especialistas foram chamados para dizerem o que o primeiro ministro devia fazer. E Ele aceitou. Se não fizer nada morrem tantos. Se fizer só isso morrem quantos. Se só afastar os idosos e os com comorbidades, morrem outros tantos. E o melhor é deixar todos de A a Z em quarentena. Escutou e acatou. E as coisas estão dando certo.
Aqui na nossa pátria querida Brasil as coisas são diferentes. O político quer impor uma situação diversa do que disse o inglês e que o resto do mundo seguiu e está seguindo e certamente continuará até a cura da doença.
Um trabalho de simulação global sobre a pandemia coronavírus foi publicado em 23 de março de 2020 pelo Inglês Neil Ferguson e sua equipe. Foram apresentados os cenários para todos os países afetados.
Brasil: 1,1 milhão de mortes caso a epidemia corresse livre. 627 mil mortes só com o distanciamento social leve. 530 mil mortes só com o isolamento dos idosos. E 44 mil mortes com supressão total.
Então o que queremos? Que esteja errado e sejam menos mortes possíveis! Não fazer de conta e deixar a coisa rolar como querem alguns.