Ailton Villanova

7 de novembro de 2019

E O PRETO CONTINUOU PRETO!

À época em que o doutor Costa Rêgo era governador de Alagoas, trabalhava em palácio um negrão de quase 2 metros de tamanho, chamado Pedro Terto. Era considerado “pau pra toda obra” e fidelíssimo ao mandatário.

Tertão, conforme era tratado, vez ou outra era designado por Costa Rêgo para cumprir missões de grande responsabilidade. Certa ocasião, o governador o mandou, como emissário oficial, para, organizar, juntamente com líderes políticos e administrativos do Sertão, o programa de visitas que o mandatário faria àquela região. Entre as lideranças sobreditas figurava o prefeito José Florisvaldo, o proverbial Zé Flor, analfabetão e mais grosso do que papel de enrolar prego.

Tertão montou numa viatura oficial e se mandou pra lá, acompanhado do cabo Agapito, o Agá. Passou-se um dia, mais outro dia, dois, três, quatro… uma semana. Sem notícia alguma de seu emissário, o governador começou a ficar preocupado. Estava naquela agonia, quando embocou no seu gabinete o ajudante-de-ordens Josaphat, que lhe entregou um telegrama. Dizia o seguinte:

“Senhor Governador vg lamento informar a Sua Excelência que seu auxiliar Pedro Terto sofreu atentado na estrada de Santana do Ipanema pt Assinado Zé Flor vg prefeito”.

A mensagem telegráfica parava por aí. Não dizia se Tertão estava morto, ou estava vivo. O governador ficou mais preocupado ainda. Imediatamente, determinou ao tenente PM Josaphat que telegrafasse de volta ao prefeito, pedindo maiores esclarecimentos a respeito da ocorrêncisa delituosa. O oficial foi  preciso no pedido de complementação da notícia:

“Senhor prefeito vg o governador deseja saber vg com a devida urgência vg se o senhor Pedro Terto foi alvejado pt”

A resposta não tardou a chegar:

“Senhor governador vg eh com satisfação que informo a Vossa Excelência que Pedro Terto continua preto e passando bem pt Sds Zé Flor vg prefeito pt”

 

 

O surdo era ele!

 

O padeiro Orestes Botelho encontrou-se no supermercado com um otorrinolaringologista Ovídio Audálio, amigo de longas datas. Aproveitou a ocasião para desabafar com o esculápio:

– Foi bom ter encontrado com o senhor, doutor! Eu acho que a minha mulher está ficando mouca! Ela nunca me responde da primeira vez que lhe falo… Sempre me faz repetir as coisas.

O especialista, muito generoso e simpático, aconselhou:

– Quando voltar pra casa, o senhor vai fazer o seguinte, seu Orestes: fique a cinco metros de sua mulher e, em seguida, diga alguma coisa. Se ela não responder nada, aproxime-se mais e repita. E vá chegando cada vez mais pra perto, até ela responder. Assim, poderemos avaliar o grau de surdez que ela tem.

Orestes voltou pra casa e fez exatamente conforme o médico recomendou: colocou-se a cinco metros da mulher na cozinha e perguntou:

– O que temos pra jantar, Nicanora?

Sem resposta. Ele se aproximou mais dois metros e repetiu a indagação. Nada de resposta. Chegou mais pra perto um metro. Silêncio. Encostou nela e fez novamente a pergunta.

Dona Nicanora respondeu, na base do grito:

– Pela quarta vez, Orestes, temos bife com cebola!

 

 

Anti-diarréico incorreto

 

O pequeno Cacá amanheceu com um distúrbio intestinal violento e não teve dúvida: correu ao criado-mudo do quarto dos pais, pegou uma caixinha de Viagra, tirou um comprimido e já se preparava para engoli-lo, quando chegou a mãe e gritou assustada:

– Cacá, o que pensa que está fazendo com esse Viagra, menino?

E ele, inocentezinho:

– Sabe o que é, mãe? É que eu estou com caganeira e vou tomar esse comprimido pra ficar bom.

– Mas, meu anjo, quem foi que lhe disse que Viagra é remédio pra diarréia?

– Você, mãe!

– Eeeuuu?

– Sim. Outro dia eu estava passando pela porta do seu quarto e ouvi você dizer pro papai: “Toma logo esse Viagra pra ver se essa merda fica dura!”

 

 

Nariz bastante complicado

 

O sujeito sente-se mal e vai ao médico, que o examina percucientemente e, por fim anuncia o diagnóstico:

– Meu caro, não sei como lhe dizer, nem como lhe explicar, mas há um pé de maconha crescendo dentro do seu nariz!

– Maconha?! – espanta-se o paciente. – O senhor disse maconha? Não pode ser!

– Calma, calma – intervém o médico. – Compreendo que o senhor esteja espantado….

– Mas é claro, doutor! O que eu plantei foi coca!

 

 

Só trocando por outra!

 

Um certo Constantino procurou conhecido médico e desabafou com ele:

– Doutor, não consigo mais ter ereção com a minha mulher!

– É mesmo? Traga-a aqui manhã. – orientou o esculápio.

No dia seguinte, o casal foi ao consultório. O médico conduziu a madame à sala de exames, pediu-lhe que se despisse, observou-a durante alguns minutos e depois a mandou vestir-se de novo. SChamando o marido num canto, ele diagnosticou:

– O senhor está em perfeita saúde. Ela também não me provocou nenhuma ereção!

 

Com Diego Villanova