Ailton Villanova

10 de outubro de 2019

Noivos e o símbolo da nudez!

Foram quatro anos de namoro e noivado, tudo à moda antiga. No carnavalesco mês de fevereiro, Hipoclorito e Sodileuza compareceram ao alta e contraíram núpcias. Depois da festança das bodas, ocorrida na fazenda do pai da noiva, os pombinhos rumaram para a cidade baiana de Paulo Afonso, hospedaram-se no hotel ecológico mais badalado da região, e se prepararam para a grande noite. Ambos donzelos, estavam pra lá de excitados.

Sodileuza foi ao banheiro, demorou-se por lá uns bons quarenta minutos e, quando saiu, vestida num robe florido, sem nada por baixo, estava muito cheirosa e convidativa. Os dois deitaram na cama, ocasião em que o marido expôs:

– Amor, agora que somos casados, você pode me deixar ver o seu corpo?

A noivinha não se fez de rogada. Abriu o robe, revelando um  corpo alvo, perfeito… exuberante mesmo! Hipoclorito quase foi à loucura:

– Ah, meu Deus! Como você é linda! Por favor, me deixe tirar uma foto sua!

– Você quer tirar uma foto minha… assim despida? – perguntou a noivinha emocionada.

E o Hipoclorito, cheio de romantismo:

– Sim, sim, meu amor. Assim eu poderei carregá-la permanentemente junto ao meu coração. E bastará eu olhar para a foto, para me lembrar desta noite em que você será minha pela primeira vez!

Encantada com as palavras do marido, Sodileuza deixou que ele tirasse uma fotos suas, nas posições mais surpreendentemente desabridas. Terminada a sessão de fotografia, o marido entrou no banheiro para tomar o seu banho. Quando saiu do de lá, igualmente cheiroso, a esposinha também manifestou:

– Ah, meu amor, eu também quero fotografar o “símbolo” da sua nudez!

Todo orgulhoso, ele sorriu e perguntou:

– Por que, hein, minha querida?

E ela:

– Pra mandar ampliar!

 

 

Companhiiiaaa, marchar!

Época de eleições nas Alagoas, o comandante geral da Polícia Militar, coronel João Ramalho, enviou formidável reforço de tropas ao interior do estado. Uma semana depois de encerrado o pleito, um contingente ainda permanecia na região do Agreste. A milicada andava num sufoco de causar dó. Então, o tenente comandante da tropa resolveu ajudar a rapaziada, levando-a à um dos locais mais procurados da periferia de Arapiraca. Próximo a uma esquina mandou que todos ficassem em posição de descansar e foi em frente, sozinho, até um beco escuro onde tinha uma prostituta fazendo “ponto”.

– Você aceita a minha companhia? – perguntou o oficial à mulher.

E ela, bem disposta:

– Aceito! São dez mirréis!

O oficial então virou-se e ordenou à milicada:

– Companhiiiaaa… Sentido! Ordinááário, marche!

 

 

Economia em família

Avarento ao extremo, o prestamista Eveclorides Pistáxio, era bastante conhecido no Nordeste, porque andava por tudo quanto era biboca da região, vendendo seus produtos – que eram inúmeros – absurdamente caros.

Seu Eveclorides só andava a pé, e uma roupa em seu corpo tinha que durar, no mínimo, seis meses, sem ser lavada. Imaginem a inhaca.

Numa determinada manhã, registrou-se a seguinte cena em sua residência, que ficava no bairro do Pinheiro:

– Rafael, você já fez o seu cocô?

– Já, pai.

– E você, Luís?

– Sim, papai.

– Maria José ?

– Já fiz, paínho.

– Júnior?

– Também já fiz.

– Então, tá certo. Podem dar a descarga!

 

Brincando de cachorrinho

Perácio “Boca de Grude” e Zezinho “Formigão”, companheiros inseparáveis de farra, biritavam na praia da Sereia, em Jacarecica, e falavam da existência alheia. Quando não tinham mais em quem descer o pau, resolveram expor suas próprias vidas conjugais.

– Atualmente, eu e minha mulher estamos fazendo o estilo cachorrinho. – revelou o Boca de Grude.

– Ah, já sei! Você pega ela por trás, não é? – quís saber o Formigão.

– Não, compaheiro. E fico sentado com a cara de coitado e ele finge de morta!

 

Pinguço de dupla personalidade

O Anóbrio Perigeu é que nem cobra de farmácia: só existe ainda porque é conservado no álcool. Fígado, esse já era! O seu café da manhã, segundo o primo Aristóbulo, é uma meiota de cachaça com duas bananas. Um dia, necessitou ir ao médico, porque estava sentindo dores em tudo quanto era lugar.

– Seu único problema – sentenciou o doutor – é a bebida. Você anda bebendo demais!

– Mas doutor, eu só bebo um traguinho por dia. – contestou o pinguço.

– Um traguinho? Rá, rá, rá! Você é um alcoólatra, rapaz!

– Não senhor! Eu só bebo um traguinho. Acontece que depois que eu bebo um traguinho, me transformou em outro homem. Este, sim, é um tremendo pinguço!

 

Pra quê resposta mais clara?

Professora Cely Batária, solteirona convicta, é ligadíssima na religião. Aliás, é a matéria que adora ensinar na escola onde está matriculado aquele pentelhinho chamado Cacá.

Numa sexta-feira, a certa altura de uma arguição sobre a matéria, ela apontou o dedão para o Cacá e sapecou:

– Você aí, seu danadinho, enumere o que se deve fazer para chegar ao céu.

E ele, na batata:

– Ora, é simples, professora: basta morrer!