Ailton Villanova

2 de outubro de 2019

Afinal, a boa notícia!

Católico fervoroso, integrante de uma família extremamente conservadora, o distinto cidadão intitulado Peléas Pedroso caiu de amores por uma pecinha sensacional, a Dulcinéa Margarida, por todos festejada como Magáu. Pernas grossas e bem torneadas, corpo tentador e carinha de anjo, ela arrancava suspiros dos homens quando desfilava sua graça por onde quer que fosse.
Magáu também parou na do Peléas. Foi amor à primeira vista, quando trombaram numa noite festiva, no Parque da Pecuária, bairro do Prado, periferia de Maceió. Daquele esbarrão pro casório demorou muito pouco tempo. Cerca de três meses.
As núpcias mereceram uma festa entupida de gente, no antigo restaurante da finada Fábrica Alexandria, no Bom Parto, terra do noivo. Muita bebida, muita comida e um baculejo na base da vitrola de propriedade do popularíssimo Zé Guilherme. E haja nego bêbado!
Terminada a festa, isso por volta das 5 da manhã, o casal se mandou para a lua-de-mel em Olinda, Pernambuco. O noivo, pela sua formação religiosa, fez questão de preservar a amada até aquele momento. Na hora em que Magáu saiu do chuveiro e Peléas bateu o olho naquele corpão despido e molhado da Magáu, ele teve logo uma ereção. Estava ele naquela expectativa de possuí-lo, quando observou alguma coisa errada na postura da esposinha:
– O que foi que houve, meu amor? Você está tão arredia! Tão, tão…
E ela, vacilante:
– Sabe, meu queridinho, preciso lhe confessar uma coisa…
– O quê, meu anjo?
Magáu baixou os olhos, constrangida:
– É que antes de lhe conhecer, eu… bem, eu…
– Você o quê, amor? Diga logo!
– Eu fazia strip-tease numa boate, em Jaraguá.
Peléas não conteve a sua indignação:
– Essa não! Meu Deus! Eu jamais seria capaz de imaginar que você pudesse fazer uma coisa dessas! Que pouca-vergonha! Você, minha princesinha, meu anjinho, pelada na frente de um monte de tarados! Preferia mil vezes que você fosse uma prostituta!
Aí, Magáu se animou. Seus olhos brilharam:
– Bem, nesse caso eu tenho uma boa notícia…
– Tem? E qual é?
– Eu também fui prostituta…
– Foi, é? E por que não disse logo?
A noite de núpcias foi uma maravilha!

 

De pentelho em pentelho…
O cara chegou ao consultório do médico Lupércio Bezerra Villanova, no centro do Recife, se queixando de uma dor persistente no estômago. Doutor Lupe o examinou cuidadosamente, mas não descobriu o que ele tinha.
– Olha, meu amigo – disse o médico -, sinceramente eu não tenho a menor ideia do que está causando essa dor no seu estômago. Só vejo um jeito de resolver isso: vou ter que pedir uma radiografia. Pediu. O resultado da dita cuja mostrou que o cara tinha um volume estranho no estômago.
– O remédio é operá-lo pra descobrir que negócio é esse.
Quando o doutor Lupércio abriu a barriga do paciente encontrou lá dentro uma peruca. Retirou-a e, é claro, a dor passou depressinha. Curioso, o médico perguntou ao cara:
– Meu amigo como é que essa peruca veio parar na sua barriga?
– O senhor sabé, né, doutor,? Um pentelhinho hoje, um pentelhinho ontem…

 

Babá querida
Numa tarde de sábado, dona Noêmia aproveitou para visitar a filha Dulcinha e o neto Carlinhos, 5 aninhos, um amor de criança. Ela abraçou e beijou o garoto e perguntou cheia de carinho:
– Eu soube que você tem juma nova babá, é verdade?-
– É verdade… – respondeu o menino.
– E você gosta muito dela, meu amor?
– Odeio, vó. Eu queria pegar ela, agarra ela e morder o pescoço dela, igual o paínho faz.

Menino inteligente
Mãe vaidosa, orgulhosa do rebento que tem, dona Sônia Raquel passeava no shopping com o seu caçulinha Fabinho. Em dado momento encontrou a amiga Suely, que passou a mão na cabeça do menino e elogiou:
– Mas que gracinha!
Então a mãe retrucou:
– Ele já conhece as letras.
– É meeesssmo? E qual é a primeira, Fabinho? – perguntou a amiga Suely.
E o garoto:
– É o “A”!
– Ai, que lindo! E o que vem depois do “A”, Fabinho?

– Todas as outras letras!

 

Um cão exigente
No cinema de arte entra um sujeito com cara de intelectual, puxando o seu cãozinho pela corrente. Sentam lá e, no meio do filme, o cachorrinho começou a bater palmas efusivamente. O espectador que se achava ao lado assustou-se:
– Não posso acreditar no que estou vendo! O cachorrinho está aplaudindo!
E o dono do cão:
– Eu estou tão surpreso quanto o senhor! Em casa ele me disse que leu a crítica e achava que o filme era uma porcaria!

 

Moderninha, hein?
Um dia, Antonio Geraldo, o tal Correínha, chegou em casa de surpresa e flagrou a esposa com um sujeito na cama. E pé na porta do quarto, braços cruzados e olhando para os dois, ele desabafou:
– Bonito, né, Floripes?! Quer dizer que você agora está dando uma de moderninha! Só falta agora você sair por aí bebendo e fumando, também!