Ailton Villanova

27 de setembro de 2019

A culpa foi do batom!

Não tem negócio mais complicado neste mundo do que batom na cueca. O leitor não muito ligado nesse barato, certamente irá imaginar que há exagêro nesse papo. Não há, não! Batom na cueca é chamariz de divórcio. E, pior: motivo para tentativa de homicídio, quando o crime de morte não se consuma.

Prova cabal disso é materializada ou exemplificada no caso em que figura como vítima o distinto cidadão intitulado Hortelânio Galeão, que teve de amargar 47 dias numa horizontal hospitalar, aqui mesmo, em Maceió, mais precisamente numa das enfermarias do Pronto Socorro, onde médicos e enfermeiros são considerados verdadeiros santos milagreiros.

O infortunado Hortelânio ingressara no Pronto Socorro na maior moita, segurando o bem mais precioso de sua vida: o pênis, que havia sido cortado pela cêpa, num lance muito louco protagonizado pela mulher dele, dona Maria Eutanásia, cujo paradeiro ainda hoje é considerado incerto e não sabido.

Naquilo que o cirurgião bateu o olho no desmantêlo, reagiu espantado:

– Putaquipariu! Quem fez isso, meu amigo?

E o Hortelânio, aos prantos:

– Foi a minha mulher, aquela condenada! Será que tem jeito de reimplantá-lo, doutor?

– Vou tentar. Vou botar toda a minha mola nesse trabalho. Só não garanto que vai ficar funcionando como antes. Pelo menos ele no lugar, eu deixo, pra você não ter fazer xixi acocorado, como mulher.

– Graças a Deus, doutor. Me responda outra coisa… uma coisinha só: será que por causa dessa tragédia, eu vou virar bicha?

– Só se você tiver alguma tendência…

– Ôxi, doutor! Eu sou é macho!

– Por que foi que a sua mulher fez uma desgraça dessa com você?

– Foi por causa de uma besteirinha de nada…

– Que besteirinha?

– Uma mancha de batom.

– Uma mancha de batom?! Só por isso ela cortou o seu piru?! Uma mancha de batom?…

– Na cueca, doutor. A mancha de batom estava localizada na parte da cueca por onde a gente tira o pinto pra mijar, entende?

 

Marido espião

 

Linda mulher, Estefânia Gardênia procurou conhecido psiquiatra porque estava tendo graves problemas em sua vida sexual:

– Doutor, por mim eu nem viria. Mas meu marido não está feliz e disse que eu preciso de ajuda.

O médico fez uma série de perguntas à madame, sobre sua performance. Ele ficou intrigado ao ver que, aparentemente, a mulher era fogosa e bastante liberal.

Já sem muitas indagações a fazer, o psiquiatra finalmente quis saber:

– A senhora costuma olhar para o rosto do seu marido quando está fazendo sexo?

– Bem, sim… uma vez eu olhei!

– E como ele estava?

– Muito zangado. – respondeu ela.

Nesse momento, o psiquiatra sentiu que estava realmente conseguindo algo e disse:

– Acho que estamos tocando num ponto muito interessante. Vamos mais a fundo. A senhora disse que só viu o rosto do seu marido uma vez, quando faziam sexo. Isso me parece inusitado. Como foi que aconteceu?

– Ele estava nos espionando pela janela!

 

Remédio joiado

 

Atendendo a uma sugestão da vizinha Otelina, madame Gustarda, que vinha sofrendo horrores em consequência de renitentes dores causadas pelas hemorróidas, procurou o curandeiro Geraldino da Gerusa, instalado no pedaço mais encardido do Vergel do Lago.

Vestido de roupa branca feito enfermeiro, e cheio de colares, pendurados no pescoço e um monte de pulseiras e fitinhas de Senhor do Bomfim nos braços, o tal Geraldino recebeu a sofredora cheio de trejeitos e rebolados:

– Olha, minha linda, eu não vou nem rezar pra quebrar esse seu mal. Sabe o que eu vou fazer?

– Não tenho  menor idéia. – respondeu Gustarda, meio angustiada.

– Vou lhe passar uma receita. Preste bem atenção: a senhora vai ter que raspar um anel de ouro até sair um pozinho. Em seguida, a senhora passa esse pozinho nas hemorróidas…

– E isso vai me curar mesmo?

– Bom, se vai curar eu não sei. Mas que o seu fiofó vai ficar uma jóia, ah!, isso vai!

 

Remedinho brabo!

 

Gente boa, o Netuno Sobreira chegou para a esposa Mauritânia e sugeriu:

– Já que estamos indo nos divertir no Reveillion do nosso amigo Crisóstomo, não custa nada a gente levar a sua mãe, o que você acha?

– Acho uma boa, meu amor. Afinal, a pobrezinha precisa se distrair um pouco. Desde a morte do paínho ela não sai de casa!

Netuno e Mauritânia levaram dona Oscarina à festa. Lá, ela se enturmou ligeirinho!

Em dado momento, apareceu um garçom dando sopa, com uma bandeja cheia de copos de bebidas. Dona Oscarina deu garra de um deles, contendo dose tripla de uísque. Emborcou guela a dentro num piscar de olhos e ficou na expectativa do surgimento de outro. Daí a pouco, olha o mesmo garçom de volta com uma nova remessa de uísque! A velhota esticou o bracinho e pegou novo uísque. Então, o garçom advertiu:

– Cuidado, vovó! Isso é bebida violenta!

E ela, bem alegrinha, na ponta dos pés:

– Que violenta, que nada! Isto aqui é igualzinho ao remédio que o meu finado marido tomava todos os dias, antes de morrer!

 

A foto milionária

 

O advogado do milionário Beronaldo Pensilvânio ligou pro escritório do sobredito:

– Ô Berô, precisamos levar um papo de alta responsabilidade…

E ele:

– Ih, meu amigo, agora não dá! Estou ocupadíssimo. Papo de advogado eu já conheço. Vá adiantando o assunto…

E o advogado:

– Bom, na verdade eu só queria lhe transmitir duas notícias… uma boa e outra terrível. Qual a que você quer ouvir primeiro?

– Manda a terrível.

– Sua mulher encontrou um retrato que vale, no mínimo, uns 500 mil…

– Que maravilha! E isso é uma notícia terrível?! Me parece que essa é a notícia boa. Na verdade, qual é a terrível?

– É um retrato seu com sua secretária, na cama. Os dois peladões !