Antônio Pereira

12 de setembro de 2019

Youtuber Felipe Neto mostra como usar redes sociais para fazer política

O youtuber Felipe Neto, detentor de mais de 34 milhões em seu canal e mais um tanto de milhões nas outras redes sociais, sendo 10 milhões no Instagram e quase 9 milhões no Twitter.

É no twitter que ele tem tirado o sono dos bolsominions e amantes do presidente Jair Bolsonaro em geral. Com um linguajar engajado, Felipe ficou ainda mais notório na última semana quando comprou (literalmente) briga com o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, doando milhares de livros com foco nas questões homossexuais. Foi um sucesso retumbante.

Felipe, que em seu canal do Youtube costuma abordar outros tipos de assuntos, como:  o cachorro que usa aparelho dentário, o menino que engoliu o Bob Esponja ou qualquer outra bizarrice. No Twitter ele se transforma em uma muralha contra o preconceito e mantém um exército de seguidores, contra e a favor, em prontidão permanente.

O youtuber já deu diversas declarações de que sofre pesadas ameaças de morte, tendo que conviver diariamente com seguranças, especialmente contratados por ele para sua proteção e da sua família. Felipe leva muito a sério a possibilidade de sofrer algum tipo de atentado.

Felipe Neto se tornou alvo de uma hashtag contrária na rede social onde ele tem 9 milhões de seguidores (mais dos que os 5 milhões de Jair Bolsonaro): #PaisContraFelipeNeto entrou no ranking dos assuntos mais comentados do dia. Um dos responsáveis pela campanha foi o deputado fluminense Carlos Jordy, do PSL, partido do presidente.

Saiba mais sobre Felipe Neto

Foi a partir de 2010 que começou a se interessar pelo mundo da internet e postar vídeos no Youtube onde fazia comentários sobre famosos, coisas corriqueiras do cotidiano e, deste modo, conseguiu ser o primeiro canal em língua portuguesa a conquistar 1 milhão de seguidores.

O sucesso e o dinheiro conquistado com a monetização dos vídeos do seu canal acabou projetando-o ao sucesso e dedicação exclusiva a esta área.

Com informações do EL País, UOL e Veja