Antônio Pereira

9 de setembro de 2019

Bolsonaro e sua trupe conseguiram estragar o dia da Pátria

Todos os integrantes da antiga ditadura militar brasileira adoravam as datas comemorativas da pátria. Era o momento deles aparecerem, mostrarem. Assim sempre foi em todas as ditaduras, milicos de todas as espécies vestiam seus trajes folclóricos, cheios de medalhas de batalhas que nunca travaram e apareciam na tele das televisões. Era um acontecimento nacional. Todas as emissoras transmitiam a ‘festa cívica’. Em praticamente todas as cidades brasileiras, homens, mulheres e crianças, muitas crianças iam às ruas de farda escolar desfilar pelas ruas, orgulhosos do espetáculo que estavam participando.

Agora, muitos anos depois, Bolsonaro e seus seguidores, em seu primeiro momento ‘cívico’, produziram uma ópera bufa, com direito a um pseudoempresário fantasiado de verde e amarelo, que mais parecia um palhaço sem graça.

Como se não bastasse, para mostrar ‘costas quentes’, Bolsonaro fez os donos de duas televisões aparecerem com ele no palanque oficial. Lá estavam o ex-vendedor de rua e animador de auditório, Sílvio Santos e o dono, proprietário e fundador de uma igreja, o autoproclamado bispo, Edir Macedo. Os dois donos do SBT e da TV Record perfilaram ao lado do presidente, numa clara demonstração de que estão com ele, mesmo que seja por pouco tempo. Vale lembrar que o governo Bolsonaro conseguiu aumentar e muito das verbas publicitárias exatamente para as duas televisões, portanto os dois estavam ali muito bem pagos, obrigado.

Assim foi o nosso ‘dia da pátria’ de 2019, tendo donos de televisões, animadores de auditório, um empresário apalhaçado e muita gente reclamando da situação atual.