Sérgio Toledo

14 de julho de 2020

Como será o novo normal?

Parece simples responder a pergunta. Parece. Mais não é.
Algumas pessoas serão afoitas. Farão tudo como se não houvesse o amanhã. Farão tudo como se nada tivesse acontecido. Participarão de todos os eventos sem máscaras e sem distanciamento social. Trocarão beijos, abraços e apertos de mão como os de sempre.
Outras mais comedidas usarão máscaras quando em ambientes públicos e privados com muitas pessoas ao redor. Ficarão sem máscaras quando do uso de bebida alcoólica ou não e de comida.
Outras pessoas terão medo de tudo. Nada de sair de casa para qualquer coisa. Só e tão somente para o trabalho e compras essenciais.
O trabalho. Como serão os locais de trabalho? Não serão os mesmos. Não serão muito diferentes. Ou serão bem diferentes? Alguns vão ficar em casa trabalhando como fizeram durante a pandemia. Até irão produzir mais do que se estivessem no local físico do trabalho.
E os empregos públicos como ficarão? Serão sempre presenciais? Haverá trabalho em casa? Quem fiscalizará? Os órgãos públicos serão capazes de se adaptarem ao novo normal?
E os frigoríficos? Estão sendo apontados como vilões em vários locais. A aproximação dos trabalhadores e o ambiente extremamente frio tem favorecido a contaminação e a propagação do vírus. Vão ter que mudar não resta dúvida.
E as consultas médicas? Serão sempre presenciais? Os médicos também vão ficar com medo e terão mais cuidados. A higienização das mãos e do ambiente de trabalho ficará no mesmo patamar de agora? Ou vão relaxar?
As consultas via telemedicina chegaram para ficar? Os certificados digitais para assinatura das receitas e pedidos de exame serão incorporados ao dia a dia dos seguidores de Hipócrates?
Quantas perguntas! Algumas respostas positivas e outras negativas. Veremos. Um, dois ou mais três meses para matarmos a curiosidade?