Ailton Villanova

14 de fevereiro de 2020

Remédio pra caspa

Eu e o finado colega Reinaldo Cavalcante tínhamos um amigo que é pirado todo. Trata-se do Fedúlcio C. Pimpo. Há décadas ele conviveu conosco. Na época em que Reinaldo foi acadêmico de Psicologia, seu laboratório era o Fedúlcio. De outra parte, o irmão dele, Federaldo virá a ser, mais tarde, uma grande contribuição à ciência mundial. Aliás, o Federaldo, não. O seu cérebro.

Bom. Ainda hoje, quando o indigitado Fedúlcio não está dando uma de filósofo, ele fica tirando ondas com a cara dos outros. Há ocasiões em que se tranca no quarto e passa semanas inteiras meditando. De quebra, entra em mais um período de abstinência de banho.

Dia desses, com a cabeça mais fresca, lá estava ele bebendo água de coco na praia de Pajuçara quando chegou o amigo Zé Carlos, vulgo “Salada”, que abriu a boca e indagou:

Ô Fedúlcio, tu que sabe das coisas, me diga aí um jeito pra acabar com caspa… Tu sabe?

– Sei. E quem é que está com caspa? É você?

– Positivo.

– É o seguinte… Você pega um fio elétrico, descasca as pontas e, em seguida, enfia uma delas na tomada…

– Fio elétrico, amizade?

– Isso mesmo. Depois que a ponta do fio estiver enfiada no buraco, você segura firme na outra ponta, a descascada. Aí, toma um choque filho da puta!

– Qualé, meu? E como é que isso pode acabar com caspa?

E o Fedúlcio:

– Simplesmente simples, meu irmão. Quando você receber o choque elétrico, o seu cabelo vai ficar todo arrepiado, certo?

– Certo.

– Aí, é só passar o pente que a caspa cai, todinha!

 

Sem álcool, nem ver!

Dois amigos do peito, Osmerlindo e Carmélio já tinha tomado todas, no barzinho do Pompeu, mas insistiam na penúltima. Daí a pouco o Osmerlindo sai com esta:

– Ô meu, tu já teve a coragem de experimentar uma dessas cervejas sem álcool?

– Não é nem quero!

– Eu também não. Eu acho que quem inventou essa porcaria de cerveja devia estar de porre!

 

O que ela tem…?

O sujeito muito bem vestido entrou o escritório do detetive particular Porfírio Afonso, o Falcão, e foi logo falando:

– Senhor detetive, tenho uma missão para sua pessoa!

E o Falcão:

– Pois não. Estou ao seu inteiro dispor. Do que se grata?

– Quero que minha mulher seja seguida 24 horas por dia.

– Já sei. O senhor quer saber se ela o trai, não é isso? – deduziu elementarmente o “sherloque”.

– Isso eu já sei. O que eu quero é que o senhor descubra o que é que os outros caras vêem de bom nela!

 

Apenas outro olho

Tocou a campanhia na residência da jornalista Fátima Vasconcellos. Ocupada na arrumação do quarto de dormir, ela pediu à Gerusa, empregada doméstica:

– Géo, atenda a porta, por favor. Mas, antes olhe no olho mágico.

A funcionária fez o que a patroa recomendou e esta perguntou:

– O que você está vendo do outro lado, Géo?

Respondeu a doméstica:

– Outro olho, doutora Fátima!

 

… tal filho  

Tarde de sábado, a distinta madame Rigoberta recebe a visita da amigona Noemí. Papo vai, papo vem, a certa altura comenta Rigoberta com indisfarçável orgulho:

– O Juninho, é igualzinho ao Fred, o pai dele…

– Não diga!

– Pois é. O Juninho só tem três aninhos e já adora mexer com o computador. Você precisa ver ele brincando com os disquetes do Fred…

E Noemí:

– Hummm… então o Juninho, com apenas três aninhos, já sabe por acaso colocar um disquete no computador?

– Não é bem isso, Nô… ele fica brincando de fazer casinha com os disquetes… e acaba estragando tudo! Não é uma gracinha?

 

O comilão

Ariosto entrou em casa fulo da vida. Sua doce esposa Jaqueline, quis saber:

– O que foi que houve, meu bem? Por que está com essa cara amarrada?

E o Ari:

– É esse tal de Osvaldo, o síndico. Ele só quer ser o bacana!

– Qual é o problema?

– Acabei de encontrar o canalha se vangloriando lá em baixo no saguão. Estava dizendo que já transou com todas as mulheres do prédio, menos uma!

Jaqueline não se conteve:

– Vá ver que é aquela fresquinha do 4° andar!

    

Com Diego Villanova