Ailton Villanova

11 de fevereiro de 2020

O Valente borrado

Esta é do tempo de Pedro Álvares Cabral .

Diz que, meses depois da partida do almirante português à procura de um Brasil para descobrir, da terra de além-mar também partiu um navio comandado pelo bravo capitão Expedito Gonçalves, com a missão de dar combate a uns piratas que andavam barbarizando tripulações de embarcações em mares europeus. Expedito era o cão chupando manga.

No dia da partida, ele discursou para a marinheirada:

– Caros patrícios, vamos acabaire com esses piratas infelizes. Cada um pegue a sua arma, carreguem os nossos canhões e vamos ao combate!

Foram.

Depois de dois dias e duas noites em alto mar, Expedito e sua tripulação deram de cara com uma nau imensa, entupida de piratas. Aí, os marinheiros mais fracos, aqueles chamados de “primeira viagem”, ameaçaram frocar. Depois de uma injeção de incentivo, o velho lobo do mar ordenou ao imediato:

– Francisco José, traga a minha camisa vermelha!

O imediato levou a camisa vermelha para o valente capitão.

Ele a vestiu com toda a pompa e comandou com galhardia  a primeira batalha contra aqueles piratas. Foi uma luta feroz. E não é que Expedito venceu a refrega! Os piratas fizeram meia-volta no navio, que disparou mar afora, levantando altas ondas.

À noite, quando todos comemoravam a vitória, um dos marinheiros perguntou ao grande líder por que ele quis usar a camisa vermelha antes da batalha: Ele explicou:

– Se eu fosse ferido na batalha, a camisa vermelha impediria que vissem meu sangue e vocês, homens, continuariam a lutar valentemente.

O marujos todos aplaudiram a coragem e a astúcia do chefe.

Na manhã seguinte, apareceram mais três navios piratas para abordar o galeão português.

A tripulação começou a entrar em pânico, mas o capitão, como sempre calmo, ordenou:

– Tragam a minha camisa vermelha!

Mais uma vez Expedito Gonçalves e sua briosa equipe repeliram o novo ataque dos navios piratas. Mas, na semana seguinte, os piratas apareceram com dez navios!

Os homens ficaram em silêncio, esperando a ordem do capitão. E ele, tranquilão como de costume, chamou o imediato:

– Francisco José, traga a minha calça marrom!

 

Viu muito pior!

Na delegacia de plantão, o delegado Carlomano de Gusmão Miranda interroga uma testemunha:

– É verdade que você viu o acusado aqui presente mordendo a venta do vizinho?

– Olha, doutor, mordendo eu não vi não. Mas eu vi quando o cara estava cuspindo ela fora!

 

Mas que pena!

A inteligente mulher do Maribaldo, vulgo “Girassol”, elemento de altíssima periculosidade, foi visita-lo na cadeia, o dia estipulado para visitas. Chegou lá toda lamuriosa:

– Ah, mas que pena que vocês aqui na prisão estejam em greve de fome. Eu tinha reservado uma grande surpresa pra você, meu amor.

– Que tipo de surpresa? – animou-se o bandido.

– Uma serra. Peguei ela e botei no bolo que eu trouxe pra lhe dar. Mas quando soube da novidade, eu dei o bolo pra uns mendigos, lá fora…

 

Pura formalidade

O folgadão chamado Helmintério foi levado pela namorada Mirinha para jantar na casa da sobredita. Depois de ter rangado à vontade e escarafunchado os dentes com um palito, ele soltou um arroto e sapecou pra cima do pai da moça:

– É o seguinte, seu Acrísio, eu sei que é mera formalidade, mas eu gostaria de pedir a mão de sua filha… em casamento!

O pai da garota invocou-se com o cara:

– Mas quem disse que é mera formalidade, meu rapaz?

E o folgado:

– O ginecologista dela!

 

Reprovado!

José Privaldo, contabilista, inegavelmente é um sujeito oganizado. Tão organizado que chega a ser chato. Pra tudo ele exige um comprovante de despesas. Até para os casos mais íntimos.

Dia desses, parou na Avenida da Paz, deu garra de uma mundana, botou-a no carro e se mandou com ela para um motel. Terminada a transa, a prostituta cobrou:

– São 20 reáus!

E ele, em cima da bucha:

– Tudo bem. Mas eu quero uma nota!

E a mulher:

– Hummmm… Xovê… Você é meio fraquinho. Bom… eu lhe dou 4,5!

 

Que diferença!

 

Numa festa de aniversário do colega de trabalho Agliberto, o destrambelhado Agajoel bebeu além da conta. Em dado momento, eis que surge o anfitrião acompanhado de um mulherão de muitas curvas e apresenta:

– Agajoel, esta é uma amiga…

Já com a cabeça fora do prumo, Agajoel pegou as mãos da moça e sapecou um beijo babado em cada uma delas. Em seguida, elogiou:

– Puxa! Suas mãos são tão lindas!

– É que eu uso luvas há pelo menos uns 5 anos. – explicou a gostosona.

E ele:

– Ah, é? Então, por que é que eu uso cueca há pelo menos quarenta anos e tenho o saco todo enrugado?!

 

Com Diego Villanova