Ailton Villanova

7 de fevereiro de 2020

“Vai um cocozinho aí?”

      Edbordy Ribeiro tem uma vida complicada pacas! De tudo o que é ruim ele tem padecido, nem que seja um pouquinho. Uma das suas últimas desditas foi a de haver virado corno, depois de ter ficado mais de três meses estirado num leito hospitalar com as canelas, braços e costelas quebrados, em consequência de um desastre de carro.

Mês e tanto depois, ele passou a sofrer novo incômodo. Este foi a boba da peste!

Toda noite, durante o sono, Edbordy ouvia uma voz lhe perguntar: “Fez xixi?” Ele respondia que não e a tal voz a seguir determinava: “Então, faz!” e o infeliz se mijava todo. Sua vida virou verdadeiro inferno. Até a namorada que havia arrumado (depois que a esposa fugiu com um jogador de futebol), deixou de dormir com ele.

Edbordy andava com ar de doido. Até que, expondo o seu drama a um amigo, este recomendou que procurasse um especialista em problema mijatórios. E procurou.

Após ouvir atentamente a desdita narrado pelo infeliz, o doutor manifestou o seu ponto de vista:

– Seu problema é absolutamente psicológico, meu amigo. Inclusive, facílimo de ser resolvido.

– Não diga, doutor! – alegrou-se o mijão.

– Digo. É só você criar um mecanismo de defesa em seu cérebro. Simples!

– E vou ter que mandar abrir a minha cabeça?

– De maneira alguma! Nada a ver. Veja só o que você vai fazer: todas as noites, antes de dormir, envie a seguinte mensagem ao seu cérebro, assim que ouvir a voz  perguntando se fez xixi: “Fiz, sim! Já urinei antes de deitar. Está tudo bem!” Com um pouco de treino você consegue.

– Pode deixar, doutor.

– Comece a treinar assim que você chegar em casa, e me diga o resultado depois.

Edbordy mandou o pau a treinar, na conformidade do que fora recomendado pelo doutor, e foi dormir tranquilo.

No meio da noite, olha a vozinha perturbando novamente:

– Fez xixi?

Com o subconsciente preparado, o amigão respondeu na batata:

– Fiz, sim, pô! Já mijei antes de deitar.Tá tudo ok! A bexiga está zerada!

Então, a voz lascou lá:

– Agora, faz cocô!

 

Leva a conta, rápido!

Um dos garçons do Massaguerinha entrou no escritório do patrão, o Pedrinho Tenório, alarmadíssimo:

– Seu Pedrinho, um freguês acabou de se engasgar com uma espinha de peixe e tá quase morrendo! O que é que eu faço?

E o Pedrinho:

– Depressa! Leve a conta, antes que ele morra!

 

Empregada folgada

Dona Albertina flagrou a nova empregada se servindo de um cálice de licor importado. Aí, deu a bronca:

– Êpa! Não estou gostando disso, Santina!

– Pois a senhora num sabe o que tá perdendo, dona Bertina!

– Deixe de ser folgada e vá limpar a sala. Esta noite teremos visitas importantes!

– Num carece nem me fala, dona Bertina. Fáis mais de duas semanas qui o selviço tá feito!

 

Dê o telefone!

A dona da casa estava tomando banho quando tocou a campanhia. Então, ela pediu a empregada para atender. Daí a pouco, a dita volta e grita pra patroa, do lado de fora do banheiro:

– Dona Maysa, é um tal de Aílton!

– Agora eu não posso atender. Dá meu telefone pra ele!

A empregada desplugou o aparelho telefônico da tomada e o entregou pro cara…

 

Debaixo da escada

No primeiro dia no novo emprego, a criada Maria Quitéria, que acabara de chegar do interior, ficou alguns instantes, sozinha, na casa. O telefone tocou e ela atendeu:

– Alorrr?

– De onde está falando? – perguntaram do outro lado da linha.

E Quitéria:

– De dibacho da iscada!

 

A propósito de…

De manhã logo cedo o Betualdo bronqueava com a esposa:

– Assim não dá, Otelina! Vou vestir a camisa pra ir trabalhar e o que vejo? Vejo que ainda está faltando aquele botão. Abro a gaveta do armário e não acho, sequer, um par de meias limpas pra calçar. Aí, eu volto do serviço e o jantar não está pronto! Eu nunca vi tanta irresponsabilidade!

– Ah, é? – retrucou Otelina. – Pois fique sabendo que eu me mato de trabalhar o dia inteiro. É de manhã, é de tarde, é de noite, só cuidando dos nossos filhos, das roupas, da casa, e ainda fazendo os meus bicos para ajudar nas despesas, porque essa miséria que você ganha… já viu, né? Não dá pra nada! E você ainda reclama! Eu não tenho tempo nem pra limpar a bunda!

E o Betualdo:

– Aliás, essa á uma outra conversa que eu queria ter com você!

 

Com Diego Villanova