Ailton Villanova

5 de fevereiro de 2020

Deu tudo certo!

Montado na grana, o veterano Lindolfo Guerra, seu Dodô, era um solteirão convicto. Um dia, resolveu deixar de ser celibatário e anunciou aos quatro cantos que decidira se casar, mas com uma condição: a mulher teria que ser zerada. Em função disso, raríssimas fêmeas se aventuraram aparecer como candidatas ao casório.

Semanas depois do anúncio, eis que seu Dodô topou na rua com uma morena sensacional chamada Ruth Batista e gamou na hora:

– Gostaria de ter dois dedos de prosa com a senhorita, pode ser?

E ela, toda acanhada:

– Pode ser, né? Do que se trata, meu senhor?

Como seu Dodô era um cara despachado, sapecou sem mais delongas:

– A senhorita gostaria de se casar comigo?

A moça ficou atônita com a proposta:

– Bem… quer dizer… Assim, em cima da bucha?

– A senhorita pode ir pra casa pensar. Amanhã me dará a resposta. Mas tem uma coisa: Você tem que ser virgem! Você é virgem?

Ruth Batista saiu dali em pânico. Em casa contou à mãe a proposta que recebera. A velha deu o maior incentivo:

– Essa é a garantia do seu futuro, minha filha!

A mãe não sabia que a filha há muito tempo perdera a virgindade e ficou dando a maior força.

Mais tarde, Ruth foi conversar com uma amiga, e esta lhe deu a dica:

– Tenho um amigo médico que irá lhe dar a solução para esse problema. Vamos lá!

Foram. O médico se propôs ajudá-la quando chegasse a hora. De modo que, quando saiu do consultório, Ruth ligou depressinha para o velho Dodô:

– Olha, sobre a aquela proposta… eu aceitou, sim, viu?

O veterano vibrou e uma semana depois eles estavam encarando padre.

Passada a lua-de-mel, a gostosa Ruth pintou de volta no consultório do médico:

– Doutor, o senhor foi maravilhoso! Deu tudo certo! Saiu uma quantidade enorme de sangue!

E o médico, todo satisfeito:

– Bom, agora vamos lá dentro para eu retirar os caquinhos de vidro!

 

Transa de quina

      De tanto dar mancada, uma em cima da outra, o João Arquinino passou a ser chamado de João Português, ou simplesmente Portuga. Adicione-se a isso o fato de que também não era chegado a um banhozinho.

Dia desses, Portuga chegou em casa todo contente e foi logo dizendo à dona Antuérpia, sua  mulher:

– Minha filha, hoje vamos dar transada especial! Aprendi uma posição joia! Não sabe o galego Álvaro Cleto?

– Sei. Aquele degenerado!

– Ex! Ex-degenerado! Ele agora é um santo. Pois ele me ensinou uma transa incrível! Chama-se “transa da quina”!

– Ôxi! Que presepada é essa?

– É jóia! Vamos pro quarto!

Foram. Trancaram-se lá e João Portuga mandou Antuérpia deitar com as pernas abertas, na quina da cama, enquanto ele ficava em cima do armário, já aprumado. Tudo pronto, dali mesmo onde se achava , Portuga tomou impulso e pulou em cima da mulher. No que pulou, errou o “alvo” e… cataplaft! Caiu estatelado no chão. Aí, começou a berrar de dor:

– Aiii! Uiii! Aaaahhhhg!

Enfurecida, dona Atuérpia protestou:

– Ô João, que porra de transa é essa que só você é quem goza?

 

Só testando!

Todo ancho, o pentelho Cacá passeava pela rua onde mora arrastando pela coleira um rotweiller monstruoso. Aí, parou na porta da casa do vizinho, seu Asdrúbal e chamou na campanhia. Veio atender dona Isolda, mulher do vizinho. Assim que ela botou os olhos no canzarrão, pulou para trás, assustada:

– Valei-me meu São Judas Tadeu!

E o cachorrão com todos os dentes à mostra, capaz de meter medo até no Satanás.

– Meu filho, esse cão é uma temeridade! – disse a madame, refazendo-se do susto.

E o Cacá:

– Se preocupe com ele não, dona Isolda…

– Mas ele não morde?

– É isso que a gente tá querendo descobrir. O painho comprou ele hoje de manhã!

 

Por procuração

      Madame toda cheia de frescura voltou ao consultório do médico Nilton Melo, para revisão da última consulta.

E Niltão, todo cheio de gentileza:

– A senhora continua caminhando os dois quilômetros por dia, conforme recomendei, dona Conspícua?

E ela, mais boçal, ainda:

– Não, doutor. Como me canso muito com esse tipo de exercício, passei a mandar minha empregada no meu lugar…

 

Pode deixar!

Em determinado hospital aqui da Capital, uma bonita jovem enfermeira raspava os pelos de um paciente que seria submetido a uma cirurgia de apendicite.

Para facilitar o trabalho de raspagem, a moça, delicada e educadamente, levantou o pênis do cara. Passados alguns segundos, o paciente informou:

– Filhinha, pode largá-lo. Ele vai se manter ereto sozinho!

 

Com Diego Villanova